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Calor e tempo seco pressionam lavouras no Centro-Oeste e Sudeste, enquanto chuvas ganham força no Norte

Pela meteorologista Dayane Nascimento Figueiredo

Semana de 16 a 22 de fevereiro: A semana começa com pouca chuva, maiores períodos de sol e muito calor sobre o interior do Brasil. As precipitações ficam mais concentradas no extremo Sul e na faixa norte do país, enquanto o Centro-Oeste, Sudeste e parte do interior do Nordeste enfrentam predomínio de tempo seco e temperaturas elevadas.

Essa condição beneficia as atividades de colheita da soja, especialmente nos estados do Centro-Oeste e do Sudeste, onde o tempo firme favorece o avanço das máquinas no campo. Por outro lado, lavouras em desenvolvimento, como milho segunda safra, cana-de-açúcar e café, já podem começar a sentir os efeitos do estresse térmico e hídrico, principalmente em áreas do Cerrado, onde o calor e a baixa umidade serão mais persistentes.

No Sul do país, o avanço de uma frente fria mantém o risco de temporais entre o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná, com possibilidade de transtornos localizados.

Nova frente fria muda o cenário a partir de quarta-feira
Entre o final da terça-feira e a quarta-feira, o avanço de uma nova frente fria volta a organizar um corredor de umidade sobre o interior do Brasil. O sistema deve avançar rapidamente e concentrar as instabilidades mais intensas sobre a metade norte do país.

A expectativa é de volumes moderados a localmente elevados entre o Sudeste — com destaque para áreas entre Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais — e o Centro-Oeste, especialmente no norte de Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso. Nessas regiões, os acumulados podem variar entre 40 e 70 mm na segunda metade da semana, com tendência de intensificação das chuvas nos dias seguintes.

Os maiores volumes continuam previstos para o Norte e a faixa norte do Nordeste, desde o Acre, Amazonas e Pará até Maranhão, Piauí e Ceará, onde os acumulados podem superar 100 mm em algumas localidades. Já no interior do Matopiba, as chuvas ocorrem de forma mais irregular, em pancadas moderadas.

Enquanto isso, áreas do centro ao sul do Brasil — incluindo o interior da Região Sul, interior de São Paulo e centro-sul de Mato Grosso do Sul — terão redução das chuvas ao longo da semana, com predomínio de tempo mais seco e ensolarado.

Impactos nas principais culturas

Café
O início da semana é marcado por intensificação do tempo seco nas áreas produtoras de café entre o Sudeste e a Bahia. Há previsão apenas de episódios isolados de chuva, sem volumes significativos até meados da semana. O aumento das horas de sol mantém o tempo abafado e eleva o risco de estresse hídrico.

A partir da metade da semana, com o avanço da frente fria, voltam a ocorrer chuvas de moderada a forte intensidade, especialmente entre São Paulo e o sul de Minas Gerais.

Soja
O tempo seco e quente predomina entre o Sudeste e o Centro-Oeste no começo da semana, favorecendo a colheita da soja. Já no Sul, a frente fria mantém condições para chuvas fortes entre o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o sul do Paraná.

Na faixa norte entre as regiões Norte e Nordeste também há previsão de chuvas mais intensas. No interior da Bahia, porém, o tempo segue seco e quente. Ao longo da semana, as instabilidades voltam a avançar pelo interior do país, com maiores acumulados previstos para o centro e norte do Brasil.

Milho
Para o milho segunda safra, o tempo seco no Centro-Oeste e Sudeste favorece as atividades em campo, mas pode provocar estresse térmico e hídrico nas lavouras, especialmente nas áreas do Cerrado. O calor e a baixa umidade tendem a se intensificar no início da semana.

No Sul, as chuvas associadas à frente fria permanecem mais frequentes e podem ser localmente fortes. Já na faixa norte do país, os volumes seguem elevados.

Cana-de-açúcar
As áreas produtoras entre o Sudeste e o Centro-Oeste enfrentam redução das chuvas e aumento do calor, o que pode provocar estresse hídrico, principalmente nas regiões de Cerrado. A partir da metade da semana, as chuvas retornam de forma mais rápida para áreas do centro-sul, mas os maiores acumulados devem se concentrar sobre a metade norte do Brasil.

Algodão
As áreas de algodão do Brasil Central e da Bahia começam a semana com tempo seco e calor intenso. Na segunda metade da semana, a nova frente fria volta a organizar chuvas sobre o interior do país, com volumes mais expressivos e frequentes sobre a metade norte, contribuindo para a reposição de água no solo.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda