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Café fecha junho com disparada nas bolsas internacionais e ganhos superiores a 8% nesta 3ª feira; atraso da colheita e preocupação com oferta

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Os preços do café encerraram esta terça-feira (30) com fortes ganhos nas bolsas internacionais, refletindo a combinação entre o atraso da colheita brasileira provocado pelas chuvas, preocupações com a qualidade da safra e uma atuação mais intensa dos fundos de investimento. O movimento levou o mercado do arábica ao maior patamar em quase cinco meses, enquanto o robusta também registrou valorização expressiva em Londres.

Desde a abertura da sessão, os contratos já operavam em alta, sustentados pela volta dos fundos às compras e pelo monitoramento das condições climáticas nas principais regiões produtoras do Brasil. Ao longo do dia, o movimento ganhou força com a confirmação de que as chuvas seguem limitando o avanço da colheita, atrasando também a secagem e o beneficiamento dos grãos.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato setembro/26 do café arábica encerrou cotado a 296,45 cents de dólar por libra-peso, com alta de 1.865 pontos. O vencimento dezembro/26 fechou a 282,10 cents/lbp, avançando 1.870 pontos.

Na ICE Europe, em Londres, o contrato setembro/26 do café robusta terminou o dia negociado a US$ 3.658 por tonelada, com ganho de 94 pontos. O vencimento novembro/26 encerrou cotado a US$ 3.612 por tonelada, registrando alta de 102 pontos.

Segundo análise da Safras & Mercado, o principal fator de sustentação continua sendo o atraso da colheita brasileira. Até o dia 24 de junho, a colheita do café no Brasil alcançava 44% da safra, abaixo dos 51% registrados no mesmo período do ano passado e também inferior à média dos últimos cinco anos, de 47%.

Considerando apenas o arábica, os trabalhos atingiam 33%, contra 42% no mesmo período de 2025 e média histórica de 37%. As chuvas recorrentes nas principais regiões produtoras reduziram o ritmo das operações de campo e dificultaram a secagem dos grãos, atrasando a entrada da nova safra no mercado.

De acordo com o analista Gil Barabach, da Safras & Mercado, o excesso de umidade vem prejudicando principalmente as regiões produtoras de arábica em Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Além de limitar a colheita, as precipitações elevam as preocupações com a qualidade dos cafés e restringem a disponibilidade imediata da oferta.

Outro fator de sustentação foi a atuação dos fundos de investimento, que ampliaram suas posições compradas diante das incertezas climáticas. Com o Brasil entrando no período de inverno, o mercado também segue atento ao risco de geadas nas áreas produtoras do Sudeste, fator que aumenta a volatilidade das cotações.

A Safras & Mercado destaca ainda que a disponibilidade limitada da safra intermediária (Mitaca) da Colômbia e a redução dos estoques certificados de arábica na ICE reforçam a percepção de oferta restrita no curto prazo, dando suporte às cotações internacionais.

No fechamento de junho, o desempenho foi expressivo. O contrato setembro do arábica acumulou valorização de 14,6% no mês, encerrou o segundo trimestre com alta de 6,6% e, apesar da recuperação recente, ainda registra queda de 7,2% no acumulado do primeiro semestre de 2026.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda