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Café encerra sessão com ganhos sustentados por oferta restrita no Brasil e baixa adesão de vendas pelos produtores

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O mercado futuro do café encerrou a terça feira (24), com valorização nas bolsas internacionais, consolidando o movimento de recuperação observado ao longo do dia diante da oferta mais restrita no Brasil e da postura ainda cautelosa dos produtores nas vendas. Após uma abertura mista, os preços ganharam força com suporte fundamentalista e menor fluxo de comercialização, cenário já apontado durante o pregão por analistas consultados pelo mercado.

No café arábica, os contratos com vencimento em maio/26 fecharam a 317,85 cents por libra peso, com avanço de 10,85 pontos. O julho/26 encerrou a 310,35 cents por libra peso, com alta de 10,50 pontos, enquanto o setembro/26 terminou cotado a 296,25 cents por libra peso, registrando ganho de 9,10 pontos. O movimento foi sustentado principalmente pela percepção de oferta mais apertada no aqui no Brasil e pelo ritmo lento de vendas por parte dos produtores, que seguem aguardando melhores oportunidades de preços.

No robusta, o contrato maio/26 fechou a 3.662 dólares por tonelada, com valorização de 25 pontos. O julho/26 avançou 23 pontos, encerrando a 3.581 dólares por tonelada, enquanto o setembro/26 também subiu 23 pontos, fechando a 3.509 dólares por tonelada. O suporte veio da mesma dinâmica observada no arábica, com menor pressão vendedora no Brasil e preocupação contínua com a disponibilidade global, especialmente diante da transição entre safras.

A sustentação também encontra respaldo em dados recentes de entidades do setor. Relatórios de analistas destacam que a retenção de café pelos produtores brasileiros tem reduzido a disponibilidade imediata no mercado físico, elevando as cotações. Ao mesmo tempo, informações do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), indicam aumento nos embarques em determinados períodos, fator que pode atuar como limitador de ganhos dependendo do ritmo de comercialização externa. Já a Companhia Nacional de Abastecimento (CNA), revisou estimativas de produção brasileira em relatórios recentes, apontando ajustes para baixo em projeções anteriores, o que reforça a percepção de oferta mais ajustada e contribui para a sustentação dos preços. 

Analistas internacionais também destacaram que a baixa adesão de vendas por parte dos produtores brasileiros segue como fator central para a sustentação das cotações, limitando a oferta disponível no curto prazo. Além disso, o mercado permanece sensível às condições climáticas no Brasil, com participantes monitorando o desenvolvimento da próxima safra e possíveis impactos sobre o potencial produtivo.

Outro ponto observado ao longo da sessão foi a recomposição técnica após oscilações recentes, com entrada de compras especulativas e cobertura de posições vendidas, movimento que reforçou os ganhos do dia. A combinação entre fundamentos mais firmes e ajustes técnicos contribuiu para o fechamento positivo nas duas variedades.

Para o produtor rural, o cenário mantém viés de sustentação no curto prazo, mas ainda com volatilidade elevada. O ritmo de comercialização segue como variável chave, e o mercado continuará reagindo a qualquer mudança na disponibilidade física, no clima e no comportamento dos fundos. O momento exige atenção às oportunidades de fixação, especialmente diante da manutenção de preços historicamente elevados e da incerteza quanto à evolução da safra brasileira.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda