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Café dispara em NY nesta 2ª e sobe quase 5%; cereja descascado alcança os R$ 2 mil em Varginha/MG

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O mercado do café arábica encerrou o primeiro pregão da semana em forte alta na Bolsa de Nova York. Os futuros avançaram quase 2 mil pontos nesta segunda-feira (24), em uma sessão marcada pela retomada da preocupação dos traders com a disponibilidade do produto e pela percepção de que a demanda segue firme no mercado internacional.

O contrato setembro concluiu o dia com 377,75 cents, o dezembro com 341,65 e o março/27 com 326,85 centavos de dólar por libra-peso, com ganhos de 1700 a 1900 pontos. Os preços começaram o dia já em campo positivo e foram intensificando seus ganhos ao longo do dia. 

O movimento desta segunda-feira, como explicam analistas e consultores de mercado, reforça a elevada volatilidade que vem caracterizando o mercado do café em 2026. A combinação entre estoques ainda bastante enxutos, preocupações com a oferta dos principais produtores e fatores climáticos continua dando suporte às cotações.

Um dos principais pontos de atenção dos operadores é justamente a disponibilidade física de café. Os estoques certificados de arábica da ICE permanecem em níveis historicamente baixos, reduzindo a margem de segurança do mercado diante de eventuais problemas de oferta. Levantamentos recentes apontam que os estoques certificados chegaram a ficar abaixo de 230 mil sacas, mantendo o chamado colchão físico do mercado bastante estreito. 

Esse quadro ajuda a explicar por que qualquer sinal de risco sobre a produção ou sobre o fluxo de café disponível pode provocar movimentos expressivos nos futuros.

O Brasil permanece como o principal fator de formação das expectativas para o balanço mundial do arábica. A colheita da safra 2026 avançou, mas o mercado continua avaliando qual será, efetivamente, o volume de café disponível para exportação e recomposição dos estoques internacionais.

Ao mesmo tempo em que existem projeções de uma safra brasileira maior, análises recentes destacam que a entrada de uma produção mais elevada no mercado físico não necessariamente significa uma recomposição imediata dos estoques certificados. Essa diferença entre produção projetada e disponibilidade efetiva mantém espaço para volatilidade nos preços.

Além disso, o clima continua sendo acompanhado de perto. O desenvolvimento do fenômeno El Niño aumenta a preocupação dos participantes do mercado com as condições climáticas nas principais regiões produtoras mundiais. Segundo análise da Reuters, o fenômeno pode elevar os riscos, com possíveis impactos sobre áreas produtoras do Brasil, Vietnã e Indonésia.

A oferta colombiana é outro elemento que permanece no radar. A Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia passou a projetar uma produção de aproximadamente 12,5 milhões de sacas em 2026, abaixo das 13,7 milhões de sacas registradas em 2025.

Segundo a entidade, os impactos climáticos associados às chuvas anteriores e ao avanço do El Niño representam riscos maiores para a produção do que o terremoto de magnitude 7,4 registrado recentemente no país. As exportações pelo porto de Buenaventura, responsável por cerca de 60% dos embarques colombianos, seguem normalmente.

O cenário internacional, portanto, combina uma expectativa de recuperação da oferta brasileira com estoques certificados ainda reduzidos, possíveis perdas em outros importantes produtores e novas incertezas climáticas.

Do lado da demanda, os operadores seguem encontrando sinais de sustentação. A necessidade de reposição por parte da indústria e a disponibilidade limitada de café físico ajudam a impedir que as perspectivas de uma safra brasileira maior sejam suficientes, por enquanto, para pressionar os futuros de forma consistente.

É justamente essa disputa entre uma oferta futura potencialmente maior e uma disponibilidade atual ainda apertada que vem deixando o mercado especialmente sensível a novas informações.

MERCADO BRASILEIRO TAMBÉM SUBINDO

Para o produtor brasileiro, a valorização internacional também recoloca o café no radar das negociações físicas, embora a formação dos preços internos dependa ainda do comportamento do dólar, dos diferenciais de qualidade e origem e das condições de oferta em cada região produtora.

A sessão desta segunda-feira, portanto, reforça que, apesar das expectativas de recuperação da produção brasileira, o mercado mundial ainda não dispõe de estoques confortáveis — e qualquer nova ameaça à oferta pode continuar provocando movimentos fortes e rápidos em Nova York.

Assim, os preços no mercado nacional já miram a volta dos R$ 2 mil por saca. No tipo 6 bebida dura, os indicativos terminaram o dia entre R$ 1905,00 e R$ 1950,00 por saca nas principais regiões produtoras acompanhadas pelo Notícias Agrícolas. Para o cereja descascado, a praça de Varginha marcou os R$ 2050,00 por saca com alta de 4,6%. Em Guaxupé, o fechamento foi de R$ 1994,00 e em Campos Gerais, R$ 1987,00/saca. 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda