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Café despenca em NY nesta 4ª feira; BR aumenta pressão sobre os preços, mas estoques ainda preocupam

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Os preços do café fecharam a quarta-feira (16), mais uma vez, em baixa nas bolsas internacionais, pressionados pela percepção de uma melhora no cenário de oferta global. Em Nova York, o arábica encerrou o dia em território negativo, enquanto o robusta também recuou em Londres. O movimento ocorre em meio ao avanço da disponibilidade brasileira e às expectativas de uma oferta maior para o próximo ciclo.

No mercado futuro norte-americano, as perdas entre os principais vencimentos foram de mais de 1%, levando o contrato novembro a 279,75 e o março a 271,80 centavos de dólar por libra-peso. 

O principal fator de pressão continua sendo a perspectiva de maior disponibilidade de café no mercado internacional. O Brasil, maior produtor e exportador mundial, vem apresentando um ritmo forte de embarques após a entrada da nova safra, enquanto as condições para a próxima produção também contribuem para uma percepção mais confortável de oferta.

Dados de mercado apontam que as exportações brasileiras de café seguem em ritmo elevado, depois de um agosto de forte desempenho. A melhora do fluxo físico ajuda a reduzir parte das preocupações anteriores relacionadas à disponibilidade imediata da commodity.

Além disso, os preços também refletem as primeiras floradas da nova safra brasileira e combinam o quadro com condições climáticas que podem favorecer seu pegamento. Assim, sinalizam ao mercado, ao menos por enquanto, boas perspectivas para uma temporada considerável, e também pesando sobre as cotações. 

Estoques ainda limitam pressão

Apesar do avanço da oferta brasileira, o mercado ainda encontra suporte no cenário de estoques apertados. As reservas certificadas de café arábica na ICE permanecem em níveis historicamente baixos, mantendo a preocupação com a disponibilidade de café de qualidade para entrega imediata.

Esse cenário cria uma disputa entre dois vetores: de um lado, a maior oferta física e as perspectivas para a próxima safra; de outro, os estoques reduzidos e os riscos climáticos, que continuam impedindo uma leitura de ampla folga no balanço global.

E daí, cafeicultor?

Para o produtor brasileiro, o movimento desta quarta-feira reforça a importância de acompanhar não apenas Nova York, mas também o comportamento do mercado físico, do câmbio e dos diferenciais praticados no Brasil. Nesta quarta, além das perdas nas bolsas, o mercado foi também pressionado pela queda do dólar frente ao real, levando a moeda americana de volta aos R$ 5,14. 

A questão central para as próximas semanas será entender se a maior disponibilidade brasileira representa apenas um movimento sazonal de entrada da safra ou se começa a configurar uma mudança mais consistente na percepção de oferta global.

Ao mesmo tempo, os estoques apertados e a possibilidade de novas alterações climáticas no Brasil continuam sendo fatores capazes de devolver volatilidade ao mercado.

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Assim, depois de uma forte sequência de oscilações, o café entra em uma fase em que a evolução da oferta brasileira ganha cada vez mais peso na formação dos preços internacionais, sem que os riscos de abastecimento tenham desaparecido completamente.

Até que haja maior nitidez sobre o rumo definido dos preços, a liquidez do mercado nacional permanece contida, com a demanda ainda muito presente, mas os cafeicultores mais reticentes para avançar com novos negócios. 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda