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Brasil rumo ao recorde: Safra de café 2026 caminha para superar os 70 milhões de sacas e redesenhar o mercado global

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As primeiras estimativas apontam: O Brasil terá uma safra recorde de café em 2026. As condições climáticas mais favoráveis registradas no final do ano passado, durante importante período do ciclo da cultura, juntamente com as temperaturas mais amenas no pré-florada que melhoraram o pegamento,  sustentam a expectativa para uma recuperação da safra brasileira nesta temporada, principalmente do arábica. 

Na última quinta-feira (05), a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou seu primeiro levantamento e apontou um aumento de 17,1% em relação a safra de 2025,  marcando assim um novo recorde. De acordo com a Companhia, o Brasil deve atingir 66,2 milhões de sacas de 60 kg, com o arábica totalizando uma produção de 44,09 milhões de sacas, aumentando em 23,3% sobre a safra anterior, e os canéforas (conilon/robusta) registrando um crescimento de 6,4%, contabilizando 22,09 milhões de sacas. 

As projeções da Hedgepoint Global Markets também destacam que as chuvas de outubro e novembro de 2025 favoreceram a floração do arábica, enquanto o conilon manteve bom desenvolvimento nas principais regiões produtoras. Este cenário reflete então em uma expectativa de produção nacional de 71,0 e 74,4 milhões de sacas, com o arábica inicialmente projetado para produzir entre 46,5 e 49,0 milhões de sacas, e o conilon entre 24,6 e 25,4 milhões de sacas. “Com a recuperação no arábica e uma produção de conilon ainda elevada, a safra 2026/27 tende a contribuir para recomposição dos estoques globais”, explica a companhia. 

Para a StoneX, o clima não foi tão favorável e ocasionou uma diminuição do potencial máximo que a atual safra brasileira poderia atingir. Mas, ainda assim, sua 1ª estimativa aponta para uma produção total de 70,7 milhões de sacas, o que representa um avanço de 13,5% em relação ao ciclo anterior (2025/26). Deste volume, são 47,2 milhões de arábica (aumento anual de 29,3%) e 23,5 milhões de sacas de robusta (recuo de 8,9%). Porém, a empresa pontua que apesar da recuperação esperada, os últimos anos (2021–2024) foram marcados por déficits consecutivos no balanço global de café, que reduziram os estoques mundiais em mais de 22 milhões de sacas.  “A safra 2026/27 surge como determinante para a recomposição desses estoques, embora o cenário climático continue desafiador e incerto”, completa o relatório. 

Após a realização de um Tour do Café, com o objetivo de avaliar “in-loco” as condições do parque cafeeiro desta safra 26/27, a Pine Agronegócios constatou que a produtividade desta temporada foi muito impactada devido a questões climáticas. “Para o café Arábica, eventos extremos como geadas e chuvas de pedras causaram reduções na produção total. Já para o Conilon o cenário de redução de potencial produtivo se devem a alguns fatores, sendo o primeiro uma safra cheia em 2025 e por isso, manejos mais drásticos se fizeram necessário, o que reduz para esse ano 26/27 o potencial produtivo. O segundo fator clima, o qual o Conilon teve sua florada em uma período de baixo nível de armazenamento de solo, chuvas abaixo da média e entre 03 a 24/11 um período longo sem chuvas, causando impacto sobre a formação dos frutos”, destaca relatório enviado pela consultoria. 

A Pine estima então, diante destes problemas avaliados no tour, que a safra de arábica para 2026 que tinha um potencial produtivo de aproximadamente 48,471 milhões de sacas, devido ao crescimento de área no Arábica de 8,46%, foi reduzida para 44,213M de sacas. O conilon/robusta que Conilon estava com um potencial produtivo para a safra 26/27 de 25,429M devido ao aumento de área de 8.74%, também foi afetado pelos fatores já citados e ficou então com a expectativa de produção de 23,486 milhões de sacas.  
O relatório do Itaú BBA traz a estimativa de uma safra brasileira alcançando o volume de 69,3 milhões de sacas, sendo 44,8 milhões de arábica (representando um aumento de 18%)e 24,5 milhões de robusta (queda de 2%). O documento reforça que, apesar da produção global crescer para 188 milhões de sacas apoiada por este avanço brasileiro, o consumo sobe moderadamente para 176 milhões, e o superávit sobe para 11,3 milhões de sacas, ou seja, seguimos limitados em um cenário de estoques apertados.

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Safra recorde brasileira X estoques e consumo mundial: O que dizem os especialistas?

Segundo o analista de mercado e diretor da Pharos Consultoria, Haroldo Bonfá, o Brasil veio de uma safra 25/26 estimada em torno de 62 milhões de sacas. Levando em consideração que o consumo interno ficou por volta de 22 milhões, e que a exportação deverá ser de 39 milhões, ficamos com  um estoque de passagem de apenas 2 milhões de sacas. “Estamos saindo de um estoque de passagem zerado no começo da safra anterior. Isso vem trazendo impactos aos preços do café. Não podemos esquecer também que os preços altos fizeram com que houvesse uma mudança na composição do consumo. Vimos até um aumento da utilização do Canephora. No mercado interno essa queda no consumo foi de 2%”, completou o analista.

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O analista de mercado da Archer Consulting, Marcelo Moreira, reforça que o consumo é o grande desafio para o mercado de café. “Se considerarmos a projeção do USDA de 176 milhões de sacas, o estoque mundial aumentará para 16 milhões de sacas, elevando o índice estoque mundial x consumo mundial para cerca de 10%. Embora ainda não seja ideal, esse cenário reflete um mercado mais abastecido. No entanto, se a demanda mundial seguir a projeção da Organização Internacional do Café de 187 milhões de sacas para a safra 2026/27, o superávit mundial cairá para apenas 4 milhões de sacas, e o índice estoque x consumo mundial permanecerá crítico, em apenas 2,50%”, pontuou.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda