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Brasil ganha novo laboratório de reprodução equina no Rio Grande do Sul e projeta salto na genética e economia do setor

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O que muda com o novo laboratório

Com uma técnica que representa um avanço em aproveitamento de material reprodutivo, eficiência e controle genético, entrou em operação em outubro, no Rio Grande do Sul, o primeiro laboratório de Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóide (ICSI) para equinos do Sul do Brasil. Resultado da parceria do médico veterinário gaúcho Felipe Hartwig com a maior rede de embriões in vitro do mundo, a InVitro Equinos Sul atua na reprodução assistida de animais, com a possibilidade do uso de material genético escasso, inclusive de animais que já morreram.

“Já produzimos embriões aqui, que estão prontos para serem transferidos às receptoras, e dispomos de tecnologia para atender à crescente demanda do mercado. No ano passado, mais de dois mil embriões foram produzidos por ICSI, para clientes gaúchos, que precisaram enviar os óvulos para o estado de São Paulo”, revela Hartwig, especialista em fertilidade equina com mais de 15 anos de experiência. O laboratório, localizado em Pelotas, realiza todo o processo da técnica mais moderna e eficaz de produção de embriões disponível no mercado. 

Na prática, o uso de biotecnologias avançadas no novo laboratório representa um ganho direto para a equideocultura nacional. A aplicação dessas técnicas aumenta a eficiência reprodutiva, elevando as taxas de sucesso na produção de embriões e permitindo um melhor aproveitamento genético dos animais. Também contribui para a preservação de linhagens valiosas, ao viabilizar o uso de material genético de cavalos de alto valor zootécnico, inclusive de reprodutores já falecidos. Com genética de alta performance, o setor ganha competitividade, impulsiona a valorização comercial dos potros e amplia o potencial de exportação, atraindo investimentos internacionais. Além disso, os métodos modernos reduzem riscos aos animais, promovendo mais segurança nos procedimentos e melhorando a saúde reprodutiva e o bem-estar dos equinos.

Especialistas explicam o impacto

“A entrada em operação de laboratórios de reprodução assistida de alta complexidade fora do eixo tradicional representa um avanço estratégico para a cadeia reprodutiva equina no Brasil, especialmente do ponto de vista econômico e operacional”. Explica o coordenador técnico da IMV do Brasil, Luiz Eduardo Kneese. 

Kneese também explica que do ponto de vista logístico, a proximidade geográfica reduz o tempo entre coleta de oócitos, envio de material e processamento. Em técnicas como ICSI, (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóide) em que a qualidade do oócito e do sêmen é determinante para o sucesso, a redução de transporte interestadual — muitas vezes envolvendo longas distâncias, múltiplos modais e riscos térmicos — pode impactar diretamente as taxas. Também reduz gargalos operacionais e diminui a dependência de janelas logísticas restritas. Na prática, isso permite melhor planejamento reprodutivo e melhor logística para os técnicos de campo e de laboratório.

O impacto na economia local e nacional

O laboratório não só atende criadores gaúchos, como também pode se tornar um polo de atração para proprietários de outras regiões do país. A cadeia produtiva atrelada ao setor – desde veterinários até fornecedores de genética, serviços de transporte e hospedagem – também pode se beneficiar economicamente.

Esse impacto econômico, ainda que menor que os grandes segmentos de pecuária de corte ou leite, representa cerca de 1,1 % do PIB do agronegócio brasileiro, que em 2024 foi estimado em R$ 2,72 trilhões, e reflete um nicho em crescimento, com aumento de oferta de serviços veterinários, leilões, esportes e turismo rural ligados aos equinos. Além disso, o Brasil abriu mercado para exportação de equinos vivos à União Europeia, segundo dados do Ministério de Agricultura e Pecuária (MAPA), uma das economias mais exigentes em termos sanitários e de qualidade animal, o que pode ampliar ainda mais esse potencial de exportação e atrair investimentos internacionais na cadeia produtiva.

Para o coordenador técnico da IMV do Brasil, Luiz Eduardo Kneese, a reprodução assistida, por meio da ICSI, permite contornar limitações naturais da fisiologia reprodutiva equina e ampliar o aproveitamento genético de animais de alto valor zootécnico.

“Em éguas atletas, a técnica possibilita a produção de embriões sem comprometer a carreira esportiva, dissociando desempenho e gestação. Em fêmeas com idade avançada ou histórico reprodutivo desfavorável, a produção in vitro viabiliza o uso genético de indivíduos que, em sistemas convencionais, seriam subutilizados ou descartados da reprodução. Para os garanhões, a ICSI reduz a dependência de grandes volumes de sêmen, permitindo o uso de material congelado antigo ou de animais com baixa qualidade de ejaculado. Isso tem impacto direto na preservação e uso de genética e na continuidade de linhagens estratégicas, especialmente em raças com alto valor zootécnico e econômico”.

Ferramentas complementares, como biópsia embrionária, sexagem e testes genéticos, adicionam uma camada de controle e previsibilidade ao processo, reduzindo riscos e prejuízos futuros. Esse conjunto de tecnologias favorece sistemas reprodutivos mais eficientes, sustentáveis e tecnicamente consistentes, alinhados às demandas atuais do mercado e da reprodução animal responsável.

Setor equino em números

A iniciativa foi anunciada por criadores e especialistas, com expectativa de fortalecer a produção de embriões e acelerar o uso de biotecnologias avançadas para equinos de alto valor genético.
O mercado equino brasileiro é um dos mais expressivos no mundo: o país possui cerca de 5,8 milhões de equinos, sendo o quarto maior rebanho global, atrás apenas de China, México e Estados Unidos. Dados do setor apontam que a cadeia movimenta aproximadamente R$30 bilhões por ano e emprega mais de 3 milhões de pessoas em atividades ligadas à criação, competições, lazer, serviços veterinários, comércio e indústria de produtos para cavalos. 
No Rio Grande do Sul, segundo especialistas no setor, o rebanho também é expressivo, com dezenas de milhares de animais distribuídos em fazendas e centros de treinamento, consolidando a importância da equideocultura para a economia regional. 
 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda