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Avicultura de corte amplia produção, mas escala não melhora rentabilidade do produtor

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A produção de frango pesado em sistemas climatizados cresceu 4,62% entre 2020 e 2025 nos sistemas integrados brasileiros, mas o avanço não se traduziu em melhora da rentabilidade para os produtores. O levantamento do Departamento de Inteligência da Labor Rural, elaborado com dados do projeto Campo Futuro, da CNA/Senar, mostra que o aumento da produção veio acompanhado pela elevação dos custos operacionais e pela deterioração da diluição dos custos fixos dentro das granjas.

Segundo o relatório, o crescimento no número de aves entregues por ano foi impulsionado principalmente por ganhos de eficiência técnica, como redução da mortalidade, aumento no número de lotes anuais e expansão da área produtiva nas propriedades. Ainda assim, os indicadores econômicos demonstraram dificuldades para transformar o avanço produtivo em ganho real de escala.

Os dados mostram que a renda bruta unitária apresentou crescimento de 5,51% no período analisado. Ao mesmo tempo, o custo operacional efetivo avançou 8,7%, pressionado principalmente pelas despesas com energia elétrica, aquecimento e mão de obra. Para os analistas da Labor Rural, esse descompasso comprometeu a eficiência econômica da atividade integrada.

Área produtiva cresceu acima da densidade de alojamento

O estudo aponta que a área média por núcleo produtivo passou de 4.393 metros quadrados em 2019 para 4.769 metros quadrados em 2025, crescimento de 8,43%. Apesar da expansão estrutural das granjas, a densidade de alojamento apresentou baixa variação ao longo do período analisado.

Entre 2020 e 2025, o número de aves alojadas por metro quadrado recuou de 13,69 para 13,60 aves/m², variação negativa de 0,6%. Segundo o relatório, o aumento da produção esteve mais relacionado aos ganhos de eficiência técnica do que ao aumento da densidade dentro dos aviários.

O Departamento de Inteligência da Labor Rural destaca que o crescimento produtivo ocorreu tanto pela ampliação da área quanto pela melhora nos índices zootécnicos. “A expansão produtiva — tanto pela ampliação da área quanto pelos avanços técnicos — não promoveu ganhos reais de escala e não contribuiu para a melhoria da eficiência econômica da avicultura de corte integrada”, aponta o estudo.

Custos fixos reduziram capacidade de ganho econômico

O levantamento também identificou aumento no custo de implantação das granjas climatizadas do modelo dark house. Em 2020, o investimento médio era de R$ 637 por metro quadrado, considerando instalações e equipamentos, sem incluir o valor da terra. Em 2025, esse custo passou para R$ 647 por metro quadrado, avanço de 1,6% no período.

Além do crescimento dos investimentos, o relatório mostrou piora na diluição dos custos fixos por ave entregue. O custo fixo médio passou de R$ 0,66 para R$ 0,79 por ave entre 2020 e 2025, representando deterioração de 19,7% na capacidade média de diluição desses custos dentro da atividade.

Os analistas reforçam que o aumento do faturamento, sem avaliação detalhada dos impactos sobre os custos, pode comprometer a sustentabilidade econômica da produção integrada. “A expansão baseada apenas no crescimento do faturamento, sem a devida avaliação dos impactos sobre os custos, constitui um erro gerencial que pode comprometer a sustentabilidade econômica e reduzir a rentabilidade”, destaca o relatório.

Gestão de custos ganha peso na avicultura integrada

O estudo aponta que a avicultura integrada enfrenta limitações para capturar ganhos reais de escala mesmo diante do crescimento produtivo observado nos últimos anos. Mesmo com evolução técnica e aumento da produção, o custo operacional efetivo avançou acima da renda bruta unitária no período analisado.

Na avaliação da Labor Rural, o cenário reforça a necessidade de estratégias mais robustas de gestão de custos e eficiência produtiva dentro das granjas. O foco deixa de ser apenas ampliar o volume produzido e passa a incluir controle operacional, planejamento financeiro e redução de desperdícios.

O relatório também destaca a importância do acompanhamento constante dos indicadores econômicos e produtivos pelos avicultores integrados. Custos ligados à energia elétrica, aquecimento, mão de obra e manutenção dos equipamentos tendem a exercer influência cada vez maior sobre a rentabilidade da atividade.

Eficiência deve definir competitividade nos próximos anos

A análise mostra que o avanço da avicultura de corte dependerá cada vez mais da capacidade de produzir com eficiência técnica e controle de despesas. O cenário econômico apresentado pelo estudo indica que apenas aumentar o volume produzido não garante melhoria consistente dos resultados financeiros nas propriedades integradas.

Dentro desse contexto, tecnologias voltadas para automação, redução de desperdícios e melhoria do desempenho zootécnico devem ganhar importância estratégica no setor. A tendência é que o produtor busque elevar produtividade sem aumentar proporcionalmente os custos operacionais da granja.

A reportagem foi reescrita pela jornalista Michelle Jardim com base nas informações do relatório “Avicultura de corte: onde está o ganho de escala?”, elaborado pelo Departamento de Inteligência da Labor Rural em 10 de abril de 2026. O conteúdo foi adaptado em formato jornalístico com foco nos desafios econômicos da avicultura integrada brasileira.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE: 

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda