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Ginaldo de Sousa, diretor geral do Grupo Labhoro, que, em parceria com o NotÃcias AgrÃcolas, esteve em um tour de safra pelas lavouras argentinas para acompanhar de perto as condições da safra atual no paÃs, fez um balanço das safras 2021/22 de soja e milho da Argentina e avaliou as perdas durante a edição desta sexta-feira (11) do programa Tempo & Dinheiro .Â
A equipe, que conta com a presença de três técnicos agrônomos da Big Safra, responsáveis por traçar uma perspectiva precisa das condições das lavouras, chegou em Buenos Aires no último sábado, dia 5 de fevereiro. Desde então, atravessaram o paÃs, chegando até a cidade de Rosário e retornaram à capital, Buenos Aires, nesta sexta.Â
Conforme apontou Sousa, as áreas do centro e norte de Buenos Aires, Santa Fé e Córdoba deixam muito a desejar. Segundo ele, a soja do cedo está iniciando o perÃodo de enchimento de vagens e até agora apresenta uma quebra que pode chegar aos 15%. “Não adianta falar que, hoje, a quebra na Argentina é superior a 15%”, afirmou o diretor do grupo Labhoro.Â
Em relação à soja de ciclo médio e tarde, Ginaldo revelou que as lavouras precisam de muita chuva. Na Argentina, houve um alÃvio da seca no inÃcio de janeiro, por isso a situação não é ainda pior. Contudo, daqui para frente será necessário que continue chovendo, por isso não é possÃvel determinar a dimensão da quebra que terá no paÃs.Â
Por enquanto, segundo ele, é possÃvel estimar perdas de 12% a 15%, mas é preciso esperar. Os prognósticos de chuva não indicam bons volumes em território argentino, por esse motivo a quebra pode ter uma dimensão ainda maior do que as projeções do USDA, que indicam safra de 44 milhões de toneladas.Â
Duranta o inÃcio da tarde desta sexta, em Buenos Aires, durante a entrevista para o Tempo & Dinheiro, a temperatura estava em torno de 28°C, com sensação térmica acima de 30°C. Porém, na próxima semana, o tempo deve ficar ainda mais quente. Com o calor e, caso não chova, as perdas serão contabilizadas diariamente, conforme avaliou o diretor. Â
Portanto, a situação mais crÃtica é para a soja em perÃodo de floração. “Tem que chover e chover mesmo, porque a soja está em um estado de floração e começando a entrar em enchimento. A que está em floração começa a abortar e depois, se chover, a recuperação não é mesma. Somente o clima pode resolver o problema da Argentina, a safra pode ser de 40, de 35 ou de 30 [milhões de toneladas]. Tudo vai depender do clima”, avaliou Ginaldo.Â
Milho
Ainda de acordo o diretor da Labhoro, o milho do cedo apresenta uma quebra de 30% ou mais. Já o milho do tarde está em um estágio em que é preciso muita chuva daqui para frente, senão também terá quebra e em um nÃvel ainda maior. O diretor acrescentou que o milho do tarde, que representa 50% da safra argentina, está em estágio de floração e precisa urgentemente de chuvas e pode ter até 40% de perdas.
Durante toda a semana, o NotÃcias AgrÃcolas veio trazendo informações coletadas in loco pelo time do Crop Tour Argentina 2022, as quais estão concentradas em uma página especial e que pode ser conferida clicando AQUI. São fotos, vÃdeos, notÃcias e dados depois de uma semana de visitas à s principais regiões produtoras da Argentina.Â