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Aprovado no Senado, Profert sinaliza avanço a longo prazo, mas falha em conter crise imediata de insumos

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Em agosto deste ano, o Senado aprovou o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert), que prevê até R$10 bilhões em subsídios e créditos fiscais vinculados à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) ao longo dos próximos cinco anos. A medida visa fomentar a modernização, reativação e instalação de novas plantas industriais no país, estabelecendo metas graduais de mistura obrigatória de fertilizantes nacionais aos produtos, bem como a inclusão de bioinsumos e tecnologias sustentáveis para o manejo das culturas.

Embora não solucione os gargalos emergenciais imediatos de custo e oferta internacional de matérias-primas como o enxofre, o marco legal institucionaliza uma política de Estado voltada a blindar a segurança alimentar e a soberania produtiva do agronegócio brasileiro em médio e longo prazos. No entanto, por si só, pouco ajuda a solucionar os problemas econômicos pelos quais passa o agronegócio nacional e global.

“É necessário entender que o mundo passa por conflitos geopolíticos que estão abalando a logística e a distribuição global de fertilizantes. Isso encarece o processo e até mesmo inviabiliza a produção de alguns insumos, como é o caso dos fertilizantes fosfatados”, comenta Eduardo Monteiro, country manager da Mosaic Fertilizantes.

A empresa sentiu a escalada dos preços e a escassez, principalmente do enxofre, reduzindo a produção de fosfatados no Brasil. Segundo Monteiro, embora o Profert estimule a produção nacional com metas de reduzir a importação de 85% para patamares entre 40% e 50% até 2050, as medidas não resolvem a inviabilidade econômica imediata enfrentada pelas cadeias agrícolas.

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“Uma parcela significativa do enxofre mundial passa pelo Oriente Médio, e os conflitos recentes na região estrangularam as rotas logísticas, fazendo o preço do insumo disparar. Como são necessários cerca de 400 quilos de enxofre para produzir uma tonelada de fósforo, essa alta inviabilizou a operação de diversas plantas globais. A Mosaic, por exemplo, suspendeu as compras do insumo desde o início dos conflitos e tem operado apenas com estoques antigos, que atenderam à safra atual, mas deixam o ciclo seguinte em situação de extrema vulnerabilidade”, explica Monteiro.

A escassez de matérias-primas e a consequente redução na aplicação de adubos geram um impacto em cascata que ultrapassa a porteira da fazenda, transformando-se em um verdadeiro efeito dominó para a economia brasileira. Menos fertilizantes significam inevitavelmente uma queda na produtividade das lavouras, o que resulta em menor volume de grãos colhidos, transportados e armazenados. Essa retração na atividade agrícola repercute diretamente na redução da arrecadação de tributos e no enfraquecimento de toda a cadeia de serviços subjacentes, comprometendo o desempenho econômico do país.

“Para mitigar o problema, o setor produtivo articula junto ao governo federal uma proposta baseada em um estudo do Sinprifert. A proposta defende que um subsídio temporário de R$2 bilhões para a aquisição de enxofre é capaz de evitar perdas de R$20 bilhões a R$30 bilhões na economia, com retorno estimado de até R$15 por real investido. O pleito foi apresentado em uma sala de situação a representantes da Casa Civil e dos Ministérios da Economia, da Agricultura e de Minas e Energia”, argumenta Monteiro.

Paralelamente, a demanda por fertilizantes na safra em curso deve recuar de 15% a 20%, pressionada pela restrição ao crédito bancário e pela menor capacidade de pagamento dos produtores. No caso dos fosfatados, a queda esperada no consumo chega a 30%. O uso de tecnologias como agricultura de precisão, solubilizadores de solo e biológicos ajuda a otimizar o manejo, mas não substitui integralmente a adubação tradicional, o que pode derrubar a produtividade da soja em até 5% e gerar impactos severos nos serviços e na arrecadação do ano seguinte.

Diante de todo esse cenário desafiador, que ainda soma os riscos climáticos do El Niño, Monteiro reforça a necessidade de o país adotar uma política de Estado consistente. “A agricultura é resiliente, mas precisamos de um plano de alongar prazos e fazer renegociações para evitar o estrangulamento do produtor, além de avançar em causas estruturantes como uma política mais robusta de seguro agrícola, que hoje cobre apenas 8% das áreas, assim como destravar a regulamentação dos bioinsumos”, defende.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda