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Algodão brasileiro busca crescimento no mercado interno em meio à forte liderança das exportações e à concorrência das fibras sintéticas

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O Brasil, atual líder mundial nas exportações de algodão, atravessa um momento estratégico para o setor, com representantes da cadeia produtiva defendendo maior estímulo ao consumo interno da fibra. Embora mais da metade da produção nacional seja direcionada ao mercado externo, a indústria têxtil brasileira possui potencial para absorver um volume significativamente maior, não fosse a competitividade das fibras sintéticas importadas.

Atualmente, o mercado interno processa cerca de 700 mil toneladas de algodão por ano. A meta estratégica do setor é elevar esse volume para 1 milhão de toneladas anuais até 2030.

Essa estratégia de fortalecimento do consumo doméstico conta com o apoio de entidades como a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). A instituição revisou recentemente para cima sua projeção de exportações têxteis para 2026, com aumento de 3,3%. Em 2025, os embarques do setor cresceram 8%, alcançando US$ 908 milhões. Apesar disso, parte relevante do algodão bruto utilizado pela indústria nacional ainda é importada, principalmente por questões de custo.

Demanda interna busca atingir 1 milhão de toneladas

As importações da indústria têxtil brasileira somaram US$ 6,6 bilhões, contribuindo para um déficit comercial expressivo de US$ 5,7 bilhões no segmento de vestuário. Embora a indústria utilize atualmente cerca de 700 mil toneladas de algodão brasileiro, o objetivo é ampliar esse volume para pelo menos 1 milhão de toneladas nos próximos anos, conforme as metas estabelecidas pela Abrapa.

Os setores têxtil e de vestuário reúnem mais de 25 mil empresas, geram 1,31 milhão de empregos e movimentam aproximadamente US$ 39,1 bilhões em remuneração anual. Entre janeiro e novembro de 2025, a indústria têxtil criou 9.400 novos postos de trabalho, enquanto o segmento de confecção abriu 12.400 vagas.

Desafios econômicos dificultam expansão

No mesmo período, a produção têxtil avançou 6,8%, enquanto a confecção de vestuário registrou crescimento mais moderado, de 0,7%. Para 2026, a Abrapa projeta expansão conservadora de 1,1% para o setor.

A indústria têxtil transforma fibras em fios e tecidos, enquanto o segmento de confecção utiliza esses insumos na fabricação de roupas e outros produtos. Apesar da integração entre as atividades, ambas permanecem vulneráveis à volatilidade dos preços do algodão, principal matéria-prima do setor.

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) recomenda cautela quanto às perspectivas futuras. Segundo a entidade, uma recuperação mais consistente depende da melhora nas condições de crédito interno, da redução das taxas de juros e do controle da inflação. A Abit também aponta que os elevados custos de capital limitam investimentos e intensificam a concorrência com produtos importados, especialmente da China.

Fernando Pimentel, superintendente-diretor da Abit, destacou que, apesar do ambiente econômico desafiador, o setor apresentou avanços. Segundo ele, 2026 começou em ritmo mais lento que o início de 2025, em meio a obstáculos estruturais importantes, sobretudo no campo da competitividade e do comércio internacional.

Algodão brasileiro mantém liderança global

Reconhecido internacionalmente por sua qualidade, o algodão brasileiro segue competitivo no mercado externo. Marcio Portocarrero, diretor executivo da Abrapa, ressalta que o país fornece algodão premium de forma consistente. De acordo com ele, o Brasil tem aprimorado padrões de qualidade e sustentabilidade nos últimos seis anos,  fatores essenciais para manter competitividade global.

Ainda assim, a concorrência com fibras sintéticas de menor custo continua sendo um desafio relevante. Mesmo diante dos impactos ambientais e à saúde já conhecidos, a demanda por materiais sintéticos permanece elevada, o que dificulta maior penetração do algodão no mercado doméstico.
Projeções de exportação e cenário da safra 2025/26

A Abrapa estima exportações de 3,2 milhões de toneladas na safra 2025/26, um crescimento de 13% em relação ao ciclo anterior. A China deve continuar como principal destino, tendo representado 32% das compras na última temporada. No ciclo passado, os embarques totalizaram 2,8 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como maior exportador mundial de algodão.

Para a safra atual, entretanto, a área plantada deve recuar 5,5%, chegando a 2,05 milhões de hectares. Segundo Portocarrero, a redução decorre da menor demanda global, mas não compromete a liderança brasileira frente a concorrentes como Estados Unidos, Índia e China.

Mesmo com menor área cultivada, a combinação de condições climáticas favoráveis, estoques disponíveis e rentabilidade deve assegurar alta produtividade. A expectativa é de continuidade na expansão futura da produção, desde que haja recuperação da demanda global e melhora no ambiente de investimentos.
Relatório divulgado em janeiro pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mantém o Brasil como maior exportador mundial, com previsão de 3,157 milhões de toneladas embarcadas,  alta de 11,3%. A produção brasileira está estimada em 4,082 milhões de toneladas, avanço de 10,3%, consolidando o país como o terceiro maior produtor global na safra 2025/26.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda