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BRASÃLIA (Reuters) – O presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), negou ter tido envolvimento com o esquema de desvio de recursos de salários de servidores do seu gabinete parlamentar, popularmente chamado de rachadinha, relatada em reportagem da edição da revista Veja que chegou à s bancas nesta sexta-feira.
A publicação relata o testemunho de funcionárias que foram contratadas pelo gabinete de Alcolumbre nos últimos anos –inclusive na época em que ele presidiu o Senado, de 2019 e 2020 –, mas que teriam devolvido a maior parte dos vencimentos a uma pessoa ligada ao parlamentar. Essa prática é irregular.
O senador está no centro de uma polêmica com o governo ao não pautar na CCJ há mais de três meses a indicação feita pelo presidente Jair Bolsonaro do ex-ministro da Justiça André Mendonça para uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Bolsonaro já criticou publicamente o senador pela demora de colocar a indicação dele para análise. O senador, por outro lado, defende sua autonomia para pautar a escolha para o Supremo, mas o caso poderá ter um desfecho pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), após recurso de parlamentares para resolver o impasse.
Em nota, Alcolumbre rebateu a revista, negando qualquer tipo de irregularidades e dizendo estar sendo vÃtima de uma “campanha difamatória sem precedentes”.
O senador disse ter sido surpreendido com “uma denúncia que aponta supostas contratações de funcionários fantasmas e até mesmo o repudiável confisco de salários”.
“Nunca, em hipótese alguma, em tempo algum, tratei, procurei, sugeri ou me envolvi nos fatos mencionados, que somente tomei conhecimento agora, por ocasião dessa reportagem”, afirmou.
O presidente da CCJ disse que vai tomar as providências necessárias para que autoridades investiguem os fatos e disse que haveria interesses em desgastá-lo em razão do impasse no colegiado que preside.
“Continuarei exercendo meu mandato sem temor e sem me curvar a ameaças, intimidações, chantagens ou tentativas espúrias de associar meu nome a qualquer irregularidade”, afirmou.
“É nÃtido e evidente que se trata de uma orquestração por uma questão polÃtica e institucional da CCJ e do Senado”, afirmou.
(Reportagem de Ricardo Brito)