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Agronegócio: Balança Comercial Paulista fecha 2020 com superávit de US$ 13,10 bi

Em 2020, as exportações do agronegócio paulista apresentaram aumento de 12,9%, totalizando US$ 17,23 bilhões; enquanto as importações recuaram 11,9%, somando US$ 4,13 bilhões. Com estes resultados, obteve-se um superavit de US$ 13,10 bilhões, montante 23,9% superior ao obtido em 2019, informa a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio do Instituto de Economia Agrícola (IEA).

No mesmo período, as exportações totais do Estado somaram US$ 42,39 bilhões e as importações de US$ 51,42 bilhões, registrando um déficit comercial de US$ 9,03 bilhões. O principal motivo dessa expressiva queda no acumulado do ano é a pandemia por Covid-19, que afetou as exportações de algumas das principais mercadorias da indústria extrativista e de transformação, como os óleos brutos de petróleo, querosenes de aviação, gasolina e óleo combustível, aviões e automóveis, entre outros, explicam José Alberto Angelo, Carlos Nabil Ghobril e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, pesquisadores do IEA.

Os principais grupos nas exportações do agronegócio paulista foram: Complexo Sucroalcooleiro (US$ 6,40 bilhões, sendo que, desse total, o açúcar representou 84,4% e o álcool 15,6%), Carnes (US$ 2,30 bilhões, em que a carne bovina respondeu por 87,4%), Complexo Soja (US$ 1,91 bilhão), Produtos Florestais (US$ 1,54 bilhão, com participações de 49,9% de papel e 37,3% de celulose) e Sucos (US$ 1,40 bilhão, dos quais 96,7% referentes a sucos de laranja). Esses cinco agregados representaram 78,6% das vendas externas setoriais paulistas.

Em relação aos destinos das exportações do agronegócio paulista, a China se mantém na primeira posição, com US$ 4,11 bilhões, montante 38,9% maior que o obtido em 2019. Na sequência vem a União Europeia, com US$ 2,65 bilhões e os Estados Unidos, com US$ 1,66 bilhão. Completam os dez principais destinos em termos de participação: Bangladesh (2,8%), Coreia do Sul (2,7%), Índia (2,6%), Indonésia (2,4%), Arábia Saudita (2,2%), Nigéria (2,1%) e Marrocos (1,8%).

Os pesquisadores destacam as diferenças na composição das pautas dos principais parceiros comerciais do agronegócio paulista: a China importou principalmente produtos do Complexo Soja (32%), Carnes (27,8%), e Sucroalcooleiro (21,4%); enquanto a União Europeia deu preferência para os Sucos (34,3%, basicamente suco de laranja), Produtos Florestais (11,1%), Sucroalcooleiro (8,3%) e Café (10,1%). Já os Estados Unidos apresentam pauta bastante diversificada, composta principalmente pelos grupos do Complexo Sucroalcooleiro (25,2%), Carnes (17,1%), Sucos (15,3%) e Produtos Florestais (10,4%). Na sequência, de Bangladesh até Emirados Árabes, mais Egito e Malásia, concentraram suas importações no Complexo Sucroalcooleiro, muitos acima de 80% de representatividade.

Balança Comercial do Brasil

A balança comercial brasileira registrou superavit de US$ 50,89 bilhões, em 2020, com exportações de US$ 209,82 bilhões e importações de US$158,93 bilhões. No mesmo período, as exportações do agronegócio apresentaram alta 4,1%, alcançando US$ 100,81 bilhões, o segundo maior resultado obtido nas exportações setoriais, US$ 360 milhões menor do que o valor exportado no ano de 2018. Já as importações recuaram 5,2%, registrando US$13,05 bilhões, gerando um superavit (recorde) de US$ 87,76 bilhões. Esse superavit é o maior da história do setor do agronegócio brasileiro, superando em US$630 milhões do valor registrado no ano de 2018 (US$ 87,13 bilhões).

O Complexo Soja (US$ 35,24 bilhões) se mantém como o principal grupo com 35% de participação nas exportações do agro brasileiro. Na sequência aparecem: Carnes (US$ 17,16 bilhões, com a carne de bovina representando 49,4% desse total, e as carnes de frango e suína, 34,9% e 13,4%, respectivamente), Produtos Florestais (US$ 11,41 bilhões, com participações de 52,5% de celulose e 32,2% de madeira), Complexo Sucroalcooleiro (US$ 9,99 bilhões, dos quais 87,8% de açúcar) e o grupo de Cereais, Farinhas e Preparações (US$ 6,89 bilhões, sendo 84,8% do milho em grão e 7,3% do arroz). Esses cinco grupos agregados representaram 80% das vendas externas setoriais brasileiras.

Em 2020, as exportações setoriais de São Paulo representaram 17,1% em relação ao agronegócio brasileiro. A participação paulista no agronegócio nacional destacou-se nos grupos: Sucos (87%), Produtos Alimentícios Diversos (74,9%), Plantas Vivas e Produtos de Floricultura (69,4%) e Complexo Sucroalcooleiro (64,1%). Em relação ao ano anterior, sobressaíram-se os aumentos nas participações de São Paulo nos grupos: animais vivos (+6,7 pontos percentuais), plantas vivas e produtos da floricultura (+5,2 p.p.) e bebidas (+3,7 p.p.) destacam os pesquisadores.

Para ler o artigo na íntegra, consultar as tabelas e gráficos, e acompanhar o comportamento de cada grupo de produtos, clique aqui: https://www.iea.agricultura.sp.gov.br/out/TerTexto.php?codTexto=14885.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda