Notícias

Adepará se reúne com cacauicultores de Anapu neste domingo (21)

Com o título de terceiro maior produtor de cacau do Brasil, o município de Anapu, no sudoeste paraense, localizado na Transamazônica, foi local de reunião entre a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) e produtores locais para tratar sobre a monilíase do cacaueiro, na manhã deste domingo (21), na sede do município de Anapu.

A monilíase é uma doença agressiva, que ataca os frutos do cacaueiro (Theobroma cacao), do cupuaçuzeiro (Theobroma grandiflorum) e de outras plantas do gênero Theobroma em qualquer fase de desenvolvimento. Causada pelo fungo Moniliophthora roreri, é facilmente disseminada pelo vento e por materiais infectados, como plantas, roupas, sementes e embalagens.

No município de Anapu, a maioria dos produtores são agricultores familiares. Assim, a reunião foi ocasião para orientar, tratar sobre prevenção de uma possível entrada da praga monilíase no Pará e para informar sobre a importância do cadastramento dos cacauicultores na Agência de Defesa, já que a base de dados sólida é de fundamental importância para o trabalho de rastreamento e defesa agropecuária e para acompanhar uma possível entrada da praga em território paraense.

Para o presidente da Cooperativa de Produtos de Bom Jesus, Antônio Claudio Lima, a reunião foi de grande importância para os pequenos e os médios produtores para informar sobre os cuidados que precisam ser tomados para prevenir a entrada da praga monilíase no Pará.

“Essa orientação trazida pela Adepará foi muito proveitosa para todos nós aqui de Anapu. Aqui, não tínhamos conhecimento dessa praga e dos cuidados que precisamos ter para evitar a introdução dessa doença em nossa produção. Estamos muito satisfeitos com a vinda do Estado até nós para tratarmos sobre essa questão”, disse o representante dos produtores.

cacau para 2

Produção

Atualmente, os maiores produtores paraenses de cacau estão concentrados na região da Transamazônica (BR-230), abrangendo os municípios de Anapu, Vitória do Xingu, Altamira, Brasil Novo, Medicilândia, Uruará, Placas, Rurópolis e Trairão, e na Santarém-Cuiabá (BR-163). 

Hoje, o Pará exporta 52% na produção nacional de cacau, e com expectativa de produção de 150 mil toneladas até o final de 2021. Com a posição de primeiro produtor brasileiro, o estado conta, atualmente, com mais de 28.700 mil produtores envolvidos, trabalhando em um pouco mais de 205.494 mil hectares cacaueiros, segundo dados da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac). Apenas em 2020, a cadeia produtiva do cacau movimentou, no Pará, o valor de R$ 1,9 bilhão. 

Para Luiza Helena Cardoso, representante da Associação de Trabalhadores e Trabalhadoras do Pilão Poente 3, a iniciativa e reunir com os produtores diminui distâncias e  proporciona uma comunicação direta com os produtores, o que facilita a adoção de procedimentos.

“A  reunião foi muito proveitosa, pois nos conscientizou sobre a questão da monilíase e nos informou sobre os cuidados que precisamos ter para nos prevenir quanto à entrada da doença em nossas produções”, avaliou a representante dos produtores da Vicinal Água Preta.

Monilíase

Detectada na Bolívia e Peru, a doença ocorre também no Equador, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, México e Venezuela e outros países do continente americano. A praga ocasiona perdas na produção que podem variar de 50% a 100% da produção. 

A região amazônica é extremamente vulnerável à introdução de pragas presentes nos países e territórios de fronteira, por isso, o ingresso dessa praga em território paraense poderia provocar profundos desequilíbrios em ambientes agrícolas, urbanos e naturais, com reflexos econômicos, sociais e ambientais causados pelo desemprego e pela perda de renda no meio rural.  

“Por isso tudo se faz tão importante a orientação aos cacauicultores paraenses e o cadastramento deles em nossa base de dados. A possível entrada da monilíase causaria um impacto econômico, aumentando gastos, restringindo trânsito e mercado das amêndoas. Daí a importância de nós estarmos preparados para uma possível entrada dessa praga em nossas plantações”, informou a diretora de Defesa e Inspeção Vegetal da Adepará. 

cacau para

Cadastramento

Faz parte do Programa do Cacau da Adepará uma grande supervisão em todos os municípios da Gerência Regional de Altamira, que formam uma rota com os maiores produtores de cacau do estado: Altamira, Brasil Novo, Medicilândia, Anapu, Vitória do Xingu, Senador José Pórfiro, Uruará e Placas.  

Essa supervisão norteia as ações de campo em como conduzir as intensificações de levantamento de detecção nas propriedades produtoras de cacau, por isso se torna importante realizar o cadastramento de todos os agricultores na Adepará, por meio do no Sistema de Integração Agropecuária (SIAPEC 3), já que é a partir dessas informações que é formada a base de dados do Pará, que norteia os planos as ações. 

A Agência de Defesa do Pará dispõe de um plano, coordenado pela Gerência de Pragas Quarentenárias da Adepará, para uma possível chegada da praga ao estado, que segue as normativas do Programa Nacional de Prevenção e Vigilância de Pragas Quarentenárias Ausentes, o Plano Nacional de Prevenção e Vigilância de Moniliophthora roreri – PNPV/Monilíase. 

O PNPV/Monilíase estabelece as diretrizes e os procedimentos operacionais para aplicação de medidas preventivas e de contenção, supressão e erradicação de focos de Moniliophthora roreri por meio de educação fitossanitária; capacitação; elaboração, coordenação e execução de ações fitossanitárias para prevenção; e elaboração, coordenação e execução de ações fitossanitárias para contingência. 

Prevenção

Em supervisão nos municípios de Juruti foi verificada uma rota de risco com três pontos críticos partindo de Juruti, seguindo pela PA-192 até Itaituba. Entre esses dois pontos há a rodovia PA-260, que liga diretamente à cidade de Parintins, no Amazonas. 

A Adepará também está mapeando as rotas de risco, com o Amazonas, estado na divisa com Pará e Acre, tornando-se, portanto, a rota com mais chance de entrada da praga, mais especificamente pelos municípios de Juruti, Faro e Terra Santa. Também está intensificando o cadastramento de produtores no estado, promovendo ações de educação sanitária que orientem os produtores para saber identificar a doença no fruto e divulgando a importância de identificação da monilíase e do cadastramento dos produtores do fruto. 

A Agência de Defesa é a única do País a possuir uma equipe treinada e certificada internacionalmente para trabalhar na contenção da praga. A Agência está seguindo todas as orientações do Plano de contingência regulamentado pela Instrução Normativa (IN 13/ 2012) e pelo Programa Nacional de Prevenção e Vigilância (PNPV), da IN112- 2020.  

Prezado cliente, nosso canal de atendimento por telefone está passando por instabilidade no momento. Pedimos que priorize o atendimento via mensagem no WhatsApp:

logo_sinap

METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda