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Açúcar fecha em forte queda nesta 6ª feira (28) com desvalorização do real

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Os preços do açúcar fecharam em forte queda nesta sexta-feira (28) nas bolsas internacionais, pressionados principalmente pela desvalorização do real frente ao dólar, que aumenta a atratividade das exportações brasileiras. O movimento interrompeu parte dos ganhos acumulados ao longo do mês, apesar das preocupações persistentes com uma oferta global mais restrita.

Em Nova Iorque, o contrato de outubro fechou em queda de 63 pontos, negociado a 17,56 cents por libra-peso. Em Londres, o contrato de outubro recuou 990 pontos, encerrando a sessão a US$ 514,40 por tonelada.

Real mais fraco favorece exportações brasileiras

Um dos principais fatores de pressão sobre o mercado nesta sexta-feira foi a desvalorização do real. A moeda brasileira atingiu a mínima em duas semanas frente ao dólar, movimento que tende a favorecer os produtores e exportadores de açúcar do Brasil.
Isso ocorre porque, com o dólar mais valorizado em relação ao real, as receitas obtidas com as vendas externas se tornam mais atrativas quando convertidas para a moeda brasileira. Dessa forma, aumenta o incentivo para que produtores e usinas comercializem o açúcar no mercado internacional, elevando a pressão sobre os preços negociados nas bolsas.

O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de açúcar, fazendo com que as condições cambiais tenham forte influência sobre a formação das cotações internacionais.

Fundos ampliam posições compradas em Londres

A movimentação dos fundos também contribuiu para intensificar a queda, especialmente em Londres.
Dados semanais do Commitment of Traders (COT), divulgados nesta sexta-feira, mostraram que os fundos aumentaram em 2.830 contratos líquidos suas posições compradas em açúcar branco negociado na Bolsa de Londres na semana encerrada em 25 de agosto.

Com isso, as posições compradas chegaram a 70.766 contratos, o maior nível desde o início da série histórica, em 2011.

O volume elevado de posições compradas deixa o mercado mais vulnerável a movimentos de realização de lucros. Quando os investidores começam a vender esses contratos para garantir os ganhos acumulados, a oferta de contratos aumenta rapidamente e pode acelerar a queda das cotações.

Mercado vinha de forte valorização

A correção desta sexta-feira ocorre depois de uma forte sequência de alta no mercado de açúcar.

Ao longo do último mês, as cotações avançaram diante das perspectivas de uma oferta global mais apertada. Na sexta-feira, antes da reversão durante o pregão, o açúcar em Nova Iorque chegou a atingir a máxima em 16,5 meses. Na quinta-feira (27), Londres havia alcançado a maior cotação em 17 meses.

O cenário de oferta mais restrita continua sendo sustentado por estimativas de menor produção em importantes regiões produtoras.

Na quinta-feira, o Observatório do Mercado de Açúcar da União Europeia informou que a produção do bloco na safra 2026/27 deverá cair 19% em relação ao ciclo anterior, para 13,4 milhões de toneladas.

Também na quinta-feira, a Green Pool Commodity Specialists projetou um déficit global de 3,2 milhões de toneladas de açúcar em 2026/27. A consultoria ainda reduziu sua estimativa de superávit para 2025/26, de 4,93 milhões para 4,85 milhões de toneladas.

Outras consultorias também passaram a enxergar um balanço mais apertado para a próxima temporada. A Covrig Analytics estima déficit de 300 mil toneladas em 2026/27, revertendo uma previsão anterior de superávit de 100 mil toneladas.

A StoneX elevou sua projeção de déficit para 1,7 milhão de toneladas, ante 550 mil toneladas anteriormente. Já a Czarnikow revisou sua estimativa de um superávit de 1,4 milhão de toneladas para um déficit de 100 mil toneladas.

No caso brasileiro, um dos fatores considerados pela Czarnikow é o maior direcionamento da cana para a produção de etanol, reduzindo a disponibilidade de açúcar para o mercado internacional.

Índia mantém atenção do mercado

A oferta indiana também permanece no radar dos investidores.

Na última quinta-feira, a Direção-Geral de Comércio Exterior da Índia anunciou que permitirá a importação de até 1 milhão de toneladas de açúcar bruto com isenção de impostos até 31 de outubro.

A decisão chama atenção porque a Índia é o segundo maior produtor mundial de açúcar e normalmente ocupa uma posição de exportadora no mercado internacional. O país realizou importações significativas pela última vez na safra 2017/18.

A medida foi adotada diante da expectativa de aumento da demanda durante a temporada de festas e representa mais um sinal de atenção com o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado indiano.

Monções abaixo da média

As condições climáticas na Índia também continuam sendo acompanhadas pelo mercado.

O Departamento Meteorológico da Índia informou na quarta-feira que o acumulado das chuvas de monção entre junho e setembro estava 13% abaixo da média até 26 de agosto. Apesar disso, houve melhora significativa em relação ao déficit de 42% registrado até 30 de junho.

Em 31 de julho, o órgão havia previsto que as chuvas de agosto e setembro provavelmente ficariam abaixo da média. O Ministério de Ciências da Terra da Índia também alertou que a temporada de monções deste ano pode ser a mais fraca em 11 anos.
 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda