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Açúcar fecha em alta com alerta de El Niño e riscos à produção global

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Os preços do açúcar fecharam em alta nesta sexta-feira (9) nas bolsas de Nova Iorque e Londres, sustentados pelas preocupações com os possíveis impactos do El Niño sobre a produção mundial. A perspectiva de redução das chuvas em importantes regiões produtoras mantém o mercado atento aos riscos para a oferta nas próximas safras.

O contrato março/27, em Nova Iorque, encerrou o pregão com alta de 10 pontos, a 20,25 centavos de dólar por libra-peso. Em Londres, o açúcar branco nº 5 para dezembro subiu 140 pontos, fechando a US$ 542,50 por tonelada, valorização de 0,26%.

El Niño aumenta preocupação com as safras

A Agência Meteorológica do Japão informou nesta sexta-feira que as temperaturas da superfície do Oceano Pacífico tropical ficaram 4°C acima do normal em setembro, o maior nível desde o início da série histórica, em 1949. A agência prevê 100% de probabilidade de persistência do El Niño durante o inverno do Hemisfério Norte, com possibilidade de duração até o primeiro trimestre de 2027.

O fenômeno preocupa o setor sucroenergético porque pode reduzir as chuvas em regiões estratégicas para a produção de açúcar, como Brasil, Índia e Tailândia. A perspectiva de condições climáticas adversas reforça os riscos de quebra de produção e contribui para sustentar as cotações.

Na quarta-feira (7), o açúcar havia atingido a máxima de 19 meses em Nova Iorque e de 22 meses em Londres. Na ocasião, as chuvas persistentes no Centro-Sul do Brasil, principal região produtora de cana-de-açúcar do país, estavam entre os fatores que impulsionaram os preços, ao atrasar a colheita e interromper a moagem nas usinas.

Déficit global sustenta os preços

Além do clima, as perspectivas para o balanço mundial de açúcar seguem no radar dos investidores. A Organização Internacional do Açúcar (ISO) projeta déficit global de 200 mil toneladas em 2026/27, após um superávit estimado em 1,1 milhão de toneladas na temporada 2025/26.

A Thai Sugar Millers Corp. prevê que a produção da Tailândia caia 17% em 2026/27, para cerca de 10 milhões de toneladas. O país é o segundo maior exportador mundial de açúcar.

A Covrig Analytics também estima déficit de 300 mil toneladas em 2026/27, enquanto a Czarnikow projeta um saldo negativo de 2,9 milhões de toneladas em 2027/28. Para essa temporada, a consultoria prevê queda de 0,7% na produção mundial, para 177 milhões de toneladas, diante de dificuldades climáticas em importantes regiões produtoras.
Índia enfrenta déficit de chuvas

Na Índia, o Departamento Meteorológico informou que as chuvas acumuladas durante a temporada de monções ficaram 12,6% abaixo da média até 30 de setembro, no menor nível em 11 anos.

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A situação aumenta as preocupações com a produção do segundo maior produtor mundial de açúcar. Em resposta às necessidades de abastecimento, o governo indiano autorizou a importação de até 1 milhão de toneladas de açúcar bruto sem impostos até 31 de outubro.

O Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (FAS/USDA) também reduziu sua estimativa para a produção indiana em 2026/27, de 33,6 milhões para 29,5 milhões de toneladas.

Produção brasileira também está no radar

No Brasil, a produção de açúcar do Centro-Sul caiu 26,3% em junho, para 3,903 milhões de toneladas, segundo dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).

As chuvas recentes vêm dificultando o avanço da colheita e interrompendo a moagem em algumas usinas, restringindo a disponibilidade de matéria-prima no curto prazo. O FAS/USDA reduziu a projeção para a produção brasileira em 2026/27 de 42,5 milhões para 42,2 milhões de toneladas.

Apesar das preocupações com a oferta na próxima temporada, a ISO estima que a produção mundial de açúcar alcance o recorde de 182 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 3,5% em relação ao ciclo anterior. Para 2026/27, a entidade projeta uma queda de 1%, para 180,1 milhões de toneladas.

Com os riscos climáticos ganhando força e as perspectivas de déficit global, o mercado segue atento às condições das lavouras e às revisões nas estimativas de produção. A evolução do El Niño deve continuar sendo um dos principais fatores de influência sobre as cotações nas próximas semanas.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE: 

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda