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Açúcar fecha com leves perdas, mas oferta global continua no centro das atenções

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Os preços do açúcar encerraram a segunda-feira (20) com leves perdas nas principais bolsas internacionais. O mercado foi pressionado pela melhora das chuvas de monção na Índia, que reduziu parte das preocupações com a oferta global, mas as incertezas sobre a próxima safra indiana impediram um recuo mais intenso das cotações.

Na Bolsa de Nova Iorque, o contrato com vencimento em outubro fechou cotado a 14,82 cents por libra-peso, queda de 1 ponto. Em Londres, o contrato de açúcar branco para outubro encerrou o pregão a US$ 467,20 por tonelada, com recuo de 270 pontos.

A principal pressão sobre o mercado continua vindo da Índia. Segundo o Departamento Meteorológico do país, o déficit acumulado das chuvas de monção caiu para 23% abaixo da média até 20 de julho, uma melhora expressiva em relação aos 42% registrados no fim de junho. A recuperação das precipitações reduz, ao menos no curto prazo, os temores de perdas na produção do segundo maior produtor mundial de açúcar.

Mesmo assim, o mercado permanece atento ao comportamento do clima. O Ministério de Ciências da Terra da Índia mantém o alerta de que esta poderá ser a temporada de monções mais fraca dos últimos 11 anos. Como o período entre junho e setembro é decisivo para o desenvolvimento da cana-de-açúcar, a evolução das chuvas continuará sendo determinante para as expectativas de oferta global.

Outro fator que contribui para a volatilidade é o elevado volume de posições compradas dos fundos de investimento na Bolsa de Londres.

Segundo o relatório Commitment of Traders (COT), os fundos ampliaram em 716 contratos suas posições líquidas compradas na semana encerrada em 14 de julho, alcançando um recorde de 58.847 contratos. Esse cenário aumenta a possibilidade de movimentos de realização de lucros, ampliando as oscilações dos preços.

Safra brasileira reforça preocupação com a oferta

Além do cenário internacional, os investidores repercutiram os novos dados da safra brasileira. Informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura mostram que a moagem de cana no Centro-Sul totalizou 31,15 milhões de toneladas na segunda quinzena de junho da safra 2026/27, queda de 28,4% em relação ao mesmo período do ciclo anterior.

Embora o governo não tenha detalhado as razões da retração, o Centro-Sul registrou chuvas acima do normal nas últimas semanas, o que pode ter dificultado tanto a colheita quanto o processamento da cana pelas usinas.

A redução foi mais intensa do que a esperada pelo mercado. Levantamento da S&P Global Commodity Insights apontava uma queda média de 21,6% na moagem.

A produção de açúcar apresentou retração ainda mais expressiva, recuando 44,2%, para 1,61 milhão de toneladas, enquanto a fabricação de etanol caiu 13,1%, para 1,7 bilhão de litros. As estimativas da S&P indicavam quedas menores, de 34,4% para o açúcar e de 2,8% para o etanol.

Mercado segue atento à Índia e ao El Niño

Para Marcelo Bonifácio Filho, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o mercado continua precificando principalmente as expectativas para os próximos meses, diante das incertezas envolvendo os principais produtores.

“O mercado de açúcar continua bastante atento às perspectivas para os próximos meses, especialmente diante dos riscos climáticos e das incertezas envolvendo a Índia. Embora ainda não exista qualquer decisão oficial, chama atenção o fato de o próprio setor indiano já discutir a possibilidade de o governo autorizar importações de açúcar para conter a alta dos preços domésticos”, afirma.

Segundo o analista, mesmo sem uma decisão oficial, o simples fato de essa possibilidade estar em discussão evidencia as dificuldades enfrentadas pelo país.

“Isso mostra estoques mais apertados, uma demanda crescente por etanol e duas safras de cana abaixo do potencial, cenário que ainda pode ser agravado pelo El Niño. Ao mesmo tempo, as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao açúcar brasileiro tendem a reduzir a competitividade das exportações para aquele mercado e podem aumentar a oferta disponível para outros destinos, fator que pode pressionar o mercado internacional”, explica.

Apesar da volatilidade registrada nas últimas sessões, Bonifácio destaca que o mercado continua sendo guiado muito mais pelas expectativas em relação à oferta global do que por mudanças imediatas nos fundamentos.

“Os preços seguem refletindo muito mais as expectativas para a oferta global e para o comportamento dos principais produtores do que mudanças efetivas nos fundamentos de curto prazo”, conclui.

 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda