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Açúcar cai para US$ 18 c/lb em NY e usinas indianas começam a sair do mercado

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Depois de máximas de mais de quatro anos, acima de US$ 20 c/lb, os preços do açúcar na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) caíram para cerca de US$ 18 c/lb nos últimos dias em meio expectativas mais positivas com a safra asiática e do Brasil. Com isso, as usinas indianas começaram a sair do mercado e já há temores com os contratos já fixados.

Nesta terça-feira (11), por exemplo, as cotações do tipo bruto testaram mínimas de cinco meses em Nova York.

Autoridades do setor sucroenergético explicaram para a agência de notícias Reuters neste início de semana que as unidades de produção indianas, até então ativas no mercado, agora estão adiando a assinatura de novos contratos de exportação, já que a queda dos preços globais e o fortalecimento da rúpia aumentaram a diferença entre as taxas locais e globais.

“No nível de preços atuais, as exportações da Índia não são viáveis. As usinas estão obtendo preços muito mais altos no mercado local”, disse à Reuters Ravi Gupta, presidente do comitê de exportação da All India Sugar Traders Association (AISTA).

Os preços de venda de açúcar no mercado local estão entre 32.000 rúpias a 35.000 rúpias por tonelada, em comparação com cerca de 30.000 rúpias para o exterior.

“As usinas estão se concentrando na execução de contratos assinados em vez de fechar novos acordos. Se os preços internacionais se aproximarem dos preços indianos, as usinas se reapresentarão”, disse um negociante de Mumbai de uma trading global.

Com possibilidade de embarques menores dos que os previstos inicialmente, a ação do país pode sustentar os preços globais, segundo analistas internacionais. A Índia é o segundo maior produtor de açúcar do mundo, apenas atrás do Brasil. O mercado também monitora o recente posicionamento indiano para maior produção de etanol de cana.

“Qualquer coisa acima de 20 centavos a 20,5 centavos de dólar por libra será lucrativa para os exportadores indianos”, afirmou para a Bloomberg Yatin Wadhwana, diretor da consultoria e comerciante de commodities Gradient Commercial Pvt.

De acordo com a AISTA, os estoques do adoçante na Índia estão equilibrados ??e não há pressão sobre as usinas para assinar novos acordos de exportação. Até o momento, as unidades locais fixaram exportações de 4 milhões de toneladas na safra 2021/22 (outubro-setembro).

Em 200/21, os embarques atingiram recorde de 7,2 milhões de t, com subsídios do governo, e a expectativa era de exportação neste ciclo em cerca de 6 milhões de t.

CAOS LOGÍSTICO PODE AGRAVAR EXPORTAÇÃO

Além do recente posicionamento das usinas indianas ante os atuais preços de mercado, favorecendo o mercado interno em detrimento ao exterior, um caos logístico pode agravar ainda mais o comércio exterior do país, abrindo espaço para o Brasil no mercado externo, maior produtor e exportador do adoçante e que terá safra maior em 2022/23.

“O mercado está olhando uma safra no Centro-Sul com perspectiva de desenvolvimento e recuperação, porque está chovendo bastante”, diz Maurício Muruci, analista da Safras & Mercado. O Brasil começará a moagem de sua nova temporada em abril deste ano.

De acordo com a agência de notícias Bloomberg, a Índia tem registrado um salto nos custos de frete local apertando as margens dos traders. O país também tem enfrentado outros problemas, incluindo altos preços do diesel e disponibilidade limitada de armazenamento em alguns portos.

“Se a situação continuar, será difícil para os exportadores indianos cumprirem a meta de embarcar 6 milhões de toneladas na safra que começou em outubro”, destaca Wadhwana.

Segundo ele, as taxas de transporte rodoviário no país saltaram até 40% no último mês.

“As margens estarão sob pressão devido ao aumento das tarifas de frete, enquanto os custos aumentarão se o açúcar precisar ser armazenado por mais tempo”, afirma  Adhir Jha, CEO e diretor administrativo da Indian Sugar Exim Corp. O comerciante, porém, está otimista de que a escassez de açúcar na Rússia possa aumentar as exportações da Índia para países da Ásia Central.

MUITAS DÚVIDAS COM A DEMANDA

Não são somente a oferta têm chamado a atenção do mercado, mas também a demanda teve contribuição importante na queda dos últimos dias na Bolsa de Nova York em meio aos temores com a disseminação da variante ômicron da Covid-19 pelo mundo. Apesar de melhor assimilação de seus impactos mais brandos do que a delta, por exemplo.

“Ideias de demanda mais fraca ainda estavam no mercado com relatos de novos bloqueios na Europa enquanto o Covid voltava para lá. Algumas lojas e restaurantes estão fechando nos EUA”, pontua Jack Scoville, vice-presidente da Price Futures Group.

Com informações da Reuters e Bloomberg

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda