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Acordo Mercosul-UE estreita discussões ambientais e favorece agro mais sustentável

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Por Roberto Samora

SÃO PAULO, 9 Jan (Reuters) – O acordo comercial Mercosul-União Europeia confirmado pela maioria dos países europeus nesta sexta-feira deve beneficiar exportações do agronegócio brasileiro com a eliminação ou redução de tarifas, mas também deverá estreitar as discussões ambientais e sanitárias entre os blocos, ainda que a tendência é que favoreça em um primeiro momento empresas e setores que já operam com elevados padrões de sustentabilidade, avaliaram especialistas.

“A agricultura brasileira se fortalece tendo o acordo União Europeia-Mercosul para discutir temas superimportantes na agenda de desenvolvimento sustentável, temas sanitários, evitar barreiras radicais não-tarifárias, ambientais simplesmente, e ter um acordo como um canal, como uma relação aprimorada”, disse o sócio-diretor da consultoria Agroicone, Rodrigo Lima, à Reuters.

Ele avaliou que o Brasil já tem um nível sanitário “muito elevado” na produção de carnes, demonstrando ter controlado rapidamente um único caso isolado de gripe aviária em granja comercial no ano passado. Mas, ainda assim, ressaltou que o acordo permitirá que os blocos tenham um grupo para debater tais temas, incluindo aqueles relacionados ao meio ambiente.

“As cotas do Mercosul (para exportação sem tarifa)… são interessantes, embora não sejam substanciais… Mas ter um acordo vai muito além das cotas concedidas, e aí entra exatamente nas questões de sustentabilidade e também sanitárias”, afirmou.

A criação de um comitê para tratar dessas questões, prevista no acordo, será importante, especialmente para dirimir controvérsias ligadas a desmatamento, que é um assunto “caloroso” por conta da lei antidesmatamento da UE.

Outros especialistas chamaram a atenção para aqueles setores que já estão mais bem preparados para atender as exigências europeias.

“O ponto central: na prática, o acordo não beneficia ‘o agro brasileiro’ como um bloco único. Ele favorece quem já opera em padrão internacional e consegue atender às exigências de sustentabilidade, rastreabilidade e qualidade…”, disse o consultor de Estratégia e M&A da StoneX, José Luiz Mendes.

Ele ressaltou que a questão da sustentabilidade seguirá norteando os processos.

“É bom para o Brasil e amplia o acesso a um dos mercados mais relevantes do mundo. Mas ele também deixa claro que competitividade no agro, daqui para frente, não será apenas produzir mais ou mais barato, e sim produzir com eficiência, governança e estratégia”, acrescentou ele, em nota.

A União Europeia é conhecida pelas suas exigências ambientais, mas tem adiado a implementação de uma lei antidesmatamento, que proibiria a importação de mercadorias como carne bovina, cacau, café, óleo de palma e soja produzidas em áreas desmatadas após 2020.

O adiamento da vigência da lei de 2025 para o final de 2026 frustrou muitas empresas brasileiras que se prepararam e investiram para capturar antes os prêmios pelo cumprimento da legislação, segundo análise anterior do Rabobank.

O Brasil é o maior exportador global de soja, açúcar, café, suco de laranja, carne bovina e de frango, sendo player de destaque na produção de diversas outras mercadorias agrícolas.

BENEFICIADOS

De acordo com Mendes, da StoneX, estudos variados indicam que o acordo Mercosul-UE pode gerar, no longo prazo, um aumento próximo de 2% na produção do agronegócio brasileiro, com ganhos concentrados em cadeias como pecuária, aves, suínos, óleos e gorduras vegetais.

“É um efeito relevante, mas que acontece de forma gradual, ao longo de vários anos, e depende muito da capacidade de execução das empresas”, declarou.

Gustavo Menon, especialista em Relações Internacionais e Direito Internacional da American Global Tech University (AGTU), concorda. E também lembrou que o acordo incorpora temas considerados estratégicos, como compromissos ambientais, compras públicas e regras preferenciais para setores específicos.

Segundo ele, essa formatação refletirá em uma tendência de alinhar comércio internacional e sustentabilidade. “Esse enfoque impõe desafios adicionais aos países do Mercosul, que precisarão conciliar competitividade, sustentabilidade e adaptação regulatória.”

O potencial para ampliar negócios, entretanto, é considerável, já que grande parte das exportações agrícolas do Mercosul para a União Europeia terão algum nível de liberalização, sendo uma parcela relevante com tarifa zero, conforme avaliação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) citada pela StoneX.

A consultoria também aponta entre os mais beneficiados os setores de café solúvel, suco de laranja, frutas frescas e pescados e crustáceos. “Esses produtos tendem a se beneficiar de forma mais direta, porque a retirada de tarifas vira ganho de margem, aumento de competitividade e maior previsibilidade de acesso ao mercado europeu, onde o Brasil já é fornecedor relevante”, disse Mendes.

Ele também destacou as indústrias de carne bovina, aves, suínos e etanol entre aquelas que podem também ter benefício, mas observou que o acordo prevê cotas para tais produtos, e não a isenção de tarifas ilimitada.

“Aqui, o ganho existe, mas é limitado por cotas. Quem deve capturar esse benefício são empresas maiores, organizadas, com rastreabilidade, controle ambiental e capacidade de atender às exigências do mercado europeu.”

No caso da carne de frango, por exemplo, o acordo não altera e não substitui o sistema de cotas já em vigor entre o Brasil e a União Europeia, mas acrescenta a criação de um novo contingente tarifário adicional, no âmbito do Mercosul, de 180 mil toneladas anuais isentas de tarifa, a ser compartilhado entre os países do bloco.

Para o setor de carne de frango e suína, representado pela associação ABPA, o acordo reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável de proteínas animais… com base em sanidade, sustentabilidade e capacidade produtiva”.

Atualmente, as exportações brasileiras de soja em grão, farelo de soja e milho não enfrentam barreiras tarifárias, observou nesta semana a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), a mesma situação registrada para o café verde.

Contudo, disse a Anec, “o acordo poderá proporcionar maior previsibilidade aos exportadores, reduzir custos e ampliar a priorização dos produtos brasileiros, reforçando a competitividade do país nesses mercados”.

A Anec também destacou que as importações do bloco europeu também deverão seguir orientadas pelas questões da lei antidesmatamento, quando ela começar a vigorar, além de fatores como preços, sazonalidade de oferta e logística.

(Por Roberto Samora)

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda