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Café fecha no vermelho no exterior e perdas passam de 3% no mercado físico brasileiro nesta 5ª (17)

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Café fecha em baixa com pressão das commodities e melhora das perspectivas de oferta

Exportações mais fortes do Brasil, avanço da florada e expectativa de maior disponibilidade pesam sobre arábica e robusta; estoques da ICE ainda limitam pressão

Os preços do café encerraram esta quinta-feira (17), mais uma vez, em baixa nas bolsas de Nova Iorque e Londres, acompanhando o movimento negativo observado em boa parte das commodities, mas também pressionados por fundamentos próprios. A maior disponibilidade de café brasileiro, o ritmo mais forte das exportações e condições mais favoráveis para a próxima safra seguem reduzindo parte do prêmio de risco que sustentou as cotações nos últimos meses.

O movimento acontece depois de o arábica já ter alcançado, nesta semana, os menores níveis em cerca de dez semanas. Assim, nesta quinta, os futuros do arábica terminaram o dia com baixas de 480 a 530 pontos nos contratos mais negociados, com o dezembro cotado a 276,50 e o março com 268,55 centavos de dólar por libra-peso. 

Além dos fundamentos específicos do café, o mercado encontrou um ambiente externo desfavorável, com pressão generalizada sobre as commodities. O movimento reforçou a correção dos futuros, que vêm deixando para trás parte dos prêmios associados anteriormente às preocupações com a disponibilidade global.

Ainda em Nova Iorque, os futuros do açúcar terminaram o dia perdendo mais de 3%, o algodão mais de 2%, enquanto o petróleo – que teve um dia de extrema volatilidade, tendo perdido mais de 3% ao longo do dia – terminou a sessão com mais de 1% de queda, tanto para o brent, em Londres, quanto para o WTI, negociado na bolsa norte-americana. 

BRASIL COLOCA MAIS CAFÉ NO MERCADO

Paralelamente, um dos principais fatores de pressão continua sendo o aumento da oferta brasileira. Os embarques de café verde do Brasil nas duas primeiras semanas de setembro registraram média diária próxima de 13,5 mil toneladas, avanço de 51,5% na comparação anual. O desempenho vem depois de agosto registrar volume recorde de exportações para o mês.

Esse fluxo ganha ainda mais importância porque parte do café brasileiro está sendo direcionada aos armazéns credenciados da ICE, conforme informa o portal internacional Barchart. 

Traders vêm preparando volumes importantes de arábica para certificação, justamente em um momento em que os estoques da bolsa permanecem historicamente baixos. Caso uma parcela significativa desses lotes seja aprovada, a disponibilidade certificada poderá começar a se recuperar e retirar mais sustentação das cotações.

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Os estoques reduzidos, porém, continuam sendo um contraponto importante. Nesta semana, os certificados de arábica chegaram a níveis próximos dos menores em 27 anos, o que impede que o mercado simplesmente descarte os riscos de oferta no curto prazo.

PRÓXIMA SAFRA TAMBÉM ENTRA NO RADAR

Outro elemento baixista vem das perspectivas para a produção brasileira seguinte. As primeiras floradas já foram observadas em diferentes regiões produtoras, enquanto a melhora das chuvas e da umidade do solo ajudou a reduzir parte das preocupações climáticas. O Rabobank aponta que as condições de florada e pegamento vêm sendo, até aqui, satisfatórias, contribuindo para expectativas mais positivas para a próxima temporada.

Assim, o mercado começa a trabalhar com uma combinação diferente daquela observada alguns meses atrás: mais café brasileiro chegando ao mercado internacional, possibilidade de recomposição dos estoques certificados e melhores perspectivas iniciais para a próxima safra.

Ainda assim, o clima permanece como ponto de atenção. O desenvolvimento das floradas e, principalmente, a regularidade das chuvas nas próximas semanas serão determinantes para confirmar — ou frustrar — as expectativas que hoje ajudam a pressionar os preços.

MERCADO BRASILEIRO ACOMPANHA PRESSÃO

No mercado físico brasileiro, a pressão externa encontrou reflexo em importantes praças de comercialização nesta quinta-feira (17), tanto para o arábica tipo 6/7 bebida dura bica corrida quanto para o café cereja descascado, segundo levantamento do Notícias Agrícolas.

Entre as referências do tipo 6/7, Varginha (MG) registrou a queda mais expressiva, de 3,13%, para R$ 1.550,00 por saca de 60 quilos. Em Campos Gerais (MG), a baixa foi de 2,74%, a R$ 1.600,00, enquanto Guaxupé (MG) recuou 1,26%, para R$ 1.571,00. Franca (SP) teve perda de 0,65%, a R$ 1.520,00, e Machado (MG) permaneceu estável em R$ 1.540,00.

O movimento também apareceu no cereja descascado. Varginha (MG) caiu 2,94%, para R$ 1.650,00 por saca, Campos Gerais (MG) recuou 2,62%, a R$ 1.670,00, e Guaxupé (MG) perdeu 1,21%, para R$ 1.634,00. Em Poços de Caldas (MG) e Patrocínio (MG), as referências ficaram em R$ 1.750,00 e R$ 1.660,00, respectivamente, sem variação informada no levantamento.

Assim, embora as cotações não tenham recuado de forma uniforme em todas as praças, as perdas chegaram a superar 3% no físico brasileiro, reforçando o tom negativo que marcou o café também no mercado internacional nesta quinta-feira.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda