Notícias

Boa Tarde Agro – Safra brasileira lida com extremos climáticos enquanto Chicago encerra semana sob forte pressão de oferta

Logotipo Notícias Agrícolas

O cenário para a agricultura brasileira no ciclo 2026/27 e as movimentações nas bolsas internacionais foram os temas centrais do programa Boa Tarde Agronegócio, veiculado pelo Notícias Agrícolas e conduzido pelos jornalistas Carla Mendes e Guilherme Dorigatti. Entre os principais destaques, a instabilidade climática no Brasil evidenciou um país dividido entre o excesso de precipitações no Sul e a regularização tardia das chuvas no Centro-Oeste, ao mesmo tempo em que os mercados futuros em Chicago sofreram recuos expressivos para soja e milho após números robustos de oferta divulgados nos Estados Unidos.

O contraste no campo: ‘Dois Brasis’ na implantação da safra de soja

A semeadura da nova safra de soja apresenta ritmos díspares pelas regiões produtoras. No Paraná, as precipitações contínuas e o solo encharcado travaram as operações das plantadeiras. O produtor Nivaldo Forastieri, do município de Itambé (PR), relatou que conseguiu trabalhar apenas quatro dias inteiros no campo desde 28 de setembro devido às chuvas recorrentes e à ausência de luminosidade e calor para secar o solo. A preocupação regional cresce à medida que o atraso na soja começa a ameaçar o estreitamento da janela ideal para o milho safrinha.

Em contrapartida, no Centro-Oeste, regiões que sofriam com estiagem prolongada voltaram a registrar precipitações expressivas. Em Confresa, no nordeste de Mato Grosso, o produtor Rafael Antoniolli informou volumes de até 140 milímetros, permitindo o avanço das máquinas sobre a palhada no sistema de plantio direto após semanas de apreensão. De acordo com análises da EarthDaily Agro, a umidade do solo em Mato Grosso ainda demanda atenção por figurar abaixo das médias históricas, enquanto áreas de Goiás e Mato Grosso do Sul contam com condições mais favoráveis para a largada da safra de verão.

Inverno sob prejuízo e recordes nas exportações de maçã

Além da safra de verão, o programa abordou a situação das culturas de inverno. No Rio Grande do Sul, onde a área cultivada com canola mais que dobrou em 2026 (alta de 104%), eventos climáticos adversos com granizo, ventanias e excesso de umidade reduziram drasticamente produtividade e qualidade. Levantamentos da Emater/RS indicam que, em praças como Santa Rosa, produtores calculam se compensa colher as lavouras, visto que o custo operacional supera a remuneração de mercado. Situação desafiadora semelhante atinge o trigo, a cevada e a aveia branca.

Já no setor de hortifrúti, as exportações brasileiras de maçã registraram salto expressivo de 254,9% em volume até setembro, impulsionadas pela supersafra nacional de 1,6 milhão de toneladas. A União Europeia se destacou como principal destino ao ampliar as compras da fruta em 104%, com o Rio Grande do Sul respondendo por mais da metade dos embarques nacionais, embora o preço médio FOB tenha recuado 3,5% diante da maior disponibilidade global.

Pressão em Chicago e comportamento do milho e da soja

No fechamento semanal dos mercados, o consultor Victor Cazzo, da consultoria Venda na Hora Certa, detalhou os fatores que levaram ao enfraquecimento das cotações em Chicago e no mercado doméstico. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetou uma colheita norte-americana volumosa, adicionando 17,5 milhões de toneladas a mais de milho do que o previsto pelo mercado, o que, somado aos estoques trimestrais elevados e ao dólar comercial recuando para patamares próximos de R$ 5,07 no Brasil, exerceu forte pressão baixista sobre os preços.

‘O mercado compra ou vende as informações do USDA. Trazendo esse número, é a referência que passa a valer e isso reflete diretamente no preço’, explicou Cazzo. O consultor pontuou que o mercado físico de milho no Brasil atingiu um teto e passa por ajuste, operando entre R$ 45,00 e R$ 46,00 no médio-norte de Mato Grosso e R$ 64,00 a R$ 65,00 em Uberlândia (MG).

Para a soja, o avanço da colheita nos Estados Unidos gera a tradicional pressão sazonal de oferta. Cazzo destacou que produtores brasileiros que travaram entre 30% e 45% das vendas antecipadas cobriram custos operacionais e margens, cabendo agora manter cautela e priorizar a condução da lavoura ‘da porteira para dentro’. ‘Novembro é um mês bastante decisivo para a consolidação dessa safra, observando o clima e a evolução do plantio para entender a real janela produtiva’, frisou o analista.

Desafios e gestão de risco para as próximas semanas

O encerramento da semana no agronegócio reforça a necessidade de planejamento minucioso do produtor rural brasileiro. Diante de margens mais estreitas, volatilidade cambial e incertezas climáticas pontuais decorrentes do padrão atmosférico em consolidação, a eficiência agronômica e o monitoramento rigoroso dos custos continuam sendo as principais ferramentas para mitigar riscos comerciais antes da colheita de 2027.

* Com auxílio de IA

logo_sinap

METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE: 

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda