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Milho fecha com leves quedas em Chicago, enquanto B3 mantém ganhos nesta terça-feira

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Os preços internacionais do milho encerraram a terça-feira (13) com pequenas desvalorizações na Bolsa de Chicago (CBOT), após uma sessão de oscilações e tentativas de recuperação. No Brasil, os contratos futuros negociados na Bolsa Brasileira (B3) apresentam movimentações positivas, enquanto o mercado físico segue marcado pela cautela nas negociações.

Na Bolsa de Chicago, o vencimento dezembro/26 terminou cotado a US$ 4,8275 por bushel, com queda de 0,25 ponto, equivalente a 0,05%. O março/27 recuou 0,75 ponto, valendo US$ 4,9650, enquanto o maio/27 perdeu 0,50 ponto, encerrando a US$ 5,0400. Já o julho/27 registrou baixa de 0,25 ponto, negociado a US$ 5,0975.

Ao longo do dia, as cotações chegaram a operar em campo positivo, ensaiando uma recuperação depois das fortes perdas registradas na última sexta-feira, quando o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) surpreendeu o mercado ao elevar as projeções de produtividade, produção e estoques norte-americanos.

Segundo informações do Farm Progress, os preços permanecem pressionados pela perspectiva de uma grande safra americana e pela expectativa de aceleração da colheita após uma semana de condições climáticas predominantemente secas no Meio-Oeste dos Estados Unidos.

O mercado também acompanha os relatos de produtividade nas lavouras. Conforme destacou o Agriculture.com, os resultados continuam acima das expectativas em partes do oeste do cinturão produtor, embora os rendimentos apresentem maior irregularidade em estados como Illinois e Iowa.

Na avaliação de Cory Bratland, analista da AgMarket, o mercado ainda encontra limitações para sustentar movimentos de recuperação diante da disponibilidade projetada de milho nos Estados Unidos. O analista também destaca a importância do desempenho das exportações para confirmar as estimativas de demanda norte-americana.

Os investidores aguardam ainda a atualização semanal do acompanhamento das lavouras pelo USDA, prevista para depois do encerramento do pregão. No levantamento anterior, a colheita havia atingido 23% da área, abaixo da média histórica de 27%, enquanto 54% das lavouras estavam classificadas em boas ou excelentes condições.

B3 encerra com ganhos modestos e mercado físico segue cauteloso

Na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho encerraram a terça-feira (13) com movimentações predominantemente positivas, em uma sessão marcada também pela valorização do dólar diante do real.

O vencimento novembro/26 terminou negociado a R$ 68,98 por saca, com alta de 0,41%. O janeiro/27 avançou 0,07%, cotado a R$ 72,90, enquanto o março/27 registrou valorização de 0,47%, encerrando a R$ 76,89. Já o contrato maio/27 apresentou leve ganho de 0,01%, fechando a R$ 75,30 por saca.

Entre os vencimentos mais longos, o julho/27 recuou 0,39%, enquanto o setembro/27 avançou 0,40% e o novembro/27 subiu 0,01%.

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O movimento positivo de parte dos contratos brasileiros contrastou com as pequenas perdas registradas em Chicago, em um cenário de recuperação do dólar e persistência da cautela nas negociações do mercado físico nacional.

Segundo análise da Agrinvest, a valorização da moeda norte-americana nesta terça-feira está relacionada a um movimento de ajuste de posições e redução do apetite ao risco, após a forte valorização dos ativos brasileiros na semana anterior.

Mercado físico

No mercado físico brasileiro, a terça-feira foi marcada pelo predomínio de estabilidade nas cotações do milho, embora algumas praças tenham registrado desvalorizações, conforme levantamento da equipe do Notícias Agrícolas.

As quedas foram observadas em Castro e Pato Branco, no Paraná; Palma Sola, em Santa Catarina; Tangará da Serra, Campo Novo do Parecis e Sorriso, em Mato Grosso; e Luís Eduardo Magalhães, na Bahia.

Por outro lado, Eldorado, no Mato Grosso do Sul, foi a única praça acompanhada a registrar valorização.

Segundo a Safras & Mercado, compradores e vendedores permanecem cautelosos nas negociações, aguardando novas condições que possam estimular a comercialização. O analista Paulo Molinari destaca que a forte queda registrada em Chicago após o relatório de oferta e demanda do USDA, divulgado na última sexta-feira, contribuiu para aumentar a cautela no mercado doméstico.

A avaliação encontra complemento na análise de Eduardo Vanin, da Agrinvest, que destacou, em entrevista ao Bom Dia Agro desta terça-feira, a perda de liquidez do milho em Goiás diante da redução da participação dos exportadores.

Segundo Vanin, a menor disputa pelo cereal no corredor logístico entre Rio Verde e o Porto de Santos tem pressionado as referências comerciais, mesmo em um cenário de quebra de produção estadual e crescimento do consumo doméstico, especialmente pelos setores de etanol e pecuária.

O analista relatou que referências de negociação em Rio Verde passaram de aproximadamente R$ 68,00 para R$ 58,00 por saca, considerando diferentes momentos e condições comerciais. O movimento, segundo ele, reflete a menor presença de compradores ligados à exportação e a redução da necessidade imediata de aquisição por parte das indústrias de etanol, que já possuem compras antecipadas.

Vanin também estima que a participação de Goiás nas exportações brasileiras de milho possa cair de aproximadamente 4,4 milhões de toneladas em 2025 para perto de 1 milhão de toneladas em 2026, diante da menor competitividade do produto goiano e da redução dos compromissos logísticos, especialmente ferroviários.

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Na avaliação do analista, o crescimento da demanda interna não substitui automaticamente a liquidez proporcionada pela presença dos exportadores, principalmente quando os consumidores domésticos já estão abastecidos e não precisam disputar imediatamente o cereal disponível.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE: 

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda