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Açúcar dispara 3% em NY com clima ameaçando produção e mercado voltando a precificar oferta apertada

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Os preços do açúcar voltaram a registrar fortes altas nesta segunda-feira (12) na Bolsa de Nova York, ampliando o movimento de valorização das últimas semanas diante das preocupações crescentes com a oferta mundial. O clima adverso nos principais países produtores voltou ao centro das atenções, com problemas no Brasil e riscos para Índia e Tailândia sustentando as compras nos futuros.

Entre as posições mais negociadas, o março/27 encerrou o pregão a 20,86 cents/lbp, com alta de 3,01%, enquanto o maio/27 avançou 2,83%, para 20,02 cents/lb. 

O movimento dá continuidade à forte recuperação observada recentemente no mercado internacional. O açúcar branco negociado em Londres também avançou, reforçando o movimento positivo observado na bolsa norte-americana. 

No Brasil, maior produtor e exportador mundial, as chuvas persistentes no Centro-Sul vêm dificultando a colheita da cana e interrompendo operações de moagem, reduzindo a disponibilidade imediata de açúcar. Estimativas para a segunda metade de setembro apontam produção de aproximadamente 2,7 milhões de toneladas, queda de 14,3% na comparação anual, com a moagem estimada em 38,73 milhões de toneladas, 5,5% menor.

Além da menor moagem, a qualidade da matéria-prima também preocupa. O ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) foi estimado em 145,75 kg por tonelada para a segunda metade de setembro, contra 157,62 kg no mesmo período do ano passado. As usinas ainda teriam destinado 50,28% da cana à fabricação de açúcar, abaixo dos 51,26% registrados um ano antes.

E o problema não está restrito ao Brasil. A Índia tornou-se outro ponto importante de sustentação para os preços.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reduziu recentemente sua projeção para a produção indiana de açúcar em 2026/27 para 29,5 milhões de toneladas, ante estimativa anterior de 33,6 milhões, diante dos impactos das condições climáticas adversas associadas ao El Niño. Para o Brasil, a projeção também foi reduzida, de 42,5 milhões para 42,2 milhões de toneladas.

A possibilidade de um El Niño forte amplia as preocupações para os próximos meses. O fenômeno pode comprometer as condições de produção não apenas no Brasil e na Índia, mas também na Tailândia, outro importante exportador mundial. Na sexta-feira, esse conjunto de riscos já havia provocado forte entrada compradora dos fundos e levado o açúcar em Nova York a níveis elevados para o contrato mais próximo.

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O pano de fundo da oferta também mudou. A ISO (Organização Internacional do Açúcar) projeta atualmente déficit global de 200 mil toneladas em 2026/27, depois de um superávit estimado em 1,1 milhão de toneladas na temporada anterior. A Tailândia, por sua vez, pode produzir cerca de 10 milhões de toneladas, queda de 17% na comparação anual.

Assim, o mercado que durante boa parte do ano trabalhou com expectativas mais confortáveis de disponibilidade passa a incorporar um quadro diferente: chuvas prejudicando o final da safra brasileira, menor produção na Índia, riscos climáticos na Tailândia e um balanço mundial novamente projetado no déficit. Esse conjunto ajuda a explicar não apenas a alta desta segunda-feira, mas a intensidade da recuperação recente das cotações.

O mercado nacional, por sua vez, não funcionou por conta do feriado desta segunda-feira, em comemoração ao dia de Nossa Senhora Aparecida, limitando as referências no mercado físico, deixando para a retomada dos negócios a incorporação da nova valorização registrada em Nova York.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE: 

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda