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Boa Tarde Agro – Commodities agrícolas disparam nas bolsas nesta 3ªfeira; Secex fecha exportações de setembro

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O mercado agropecuário registrou um dia de intensa movimentação tanto nos pregões internacionais quanto no acompanhamento dos trabalhos de campo e nas estatísticas de comércio exterior. O balanço divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) consolidou os números dos embarques de setembro, enquanto as cotações agrícolas fecharam em alta generalizada nas bolsas de Chicago e Nova York. Ao mesmo tempo, produtores brasileiros monitoram o impacto do clima no avanço da semeadura de verão e na colheita das culturas de inverno.

Commodities disparam em Chicago e Nova York

O encerramento das negociações internacionais foi marcado por um quadro positivo para as principais commodities agrícolas. Na Bolsa de Chicago (CME), a soja registrou valorização superior a 20 pontos nos contratos principais, acompanhada pelo milho, que subiu mais de 10 pontos, e pelo trigo, com ganhos entre 11 e 12 pontos. O suporte para os grãos norte-americanos veio principalmente dos atrasos nos trabalhos de colheita nos Estados Unidos, conforme dados reportados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Na Bolsa de Nova York (ICE), o destaque absoluto foi o café arábica, que disparou entre 3,5% e 3,7%, aproximando-se de 4% de valorização. O movimento foi impulsionado pelo recuo da cotação da moeda norte-americana frente ao real e pelas preocupações climáticas relacionadas ao fenômeno El Niño. Algodão e açúcar também acompanharam a tendência positiva, registrando altas de cerca de 0,5% e até 1%, respectivamente.

Exportações da Secex: queda no milho e destaque no farelo e frutas

Os números finais das exportações brasileiras de setembro apresentaram desempenhos divergentes entre os setores. O grande ponto de atenção foi o milho: os embarques caíram 31,08% na comparação com setembro do ano passado. No acumulado do trimestre entre julho e setembro, o volume exportado encolheu 5 milhões de toneladas em relação ao mesmo período de 2025, dificultando a meta de alcançar os 38 milhões de toneladas projetados para o ciclo atual. Analistas de mercado apontam como principal entrave a forte competitividade da Argentina, que colheu uma safra cheia e disponibiliza produto mais barato no mercado internacional.

Em contraste, as exportações de farelo de soja cresceram expressivamente, com avanço de 19,2% no volume e receita saltando quase 48% em relação a setembro de 2025. No segmento de frutas frescas, embora o volume embarcado tenha recuado cerca de 10%, a receita aumentou mais de 22%, sustentada pelo preço médio superior, que alcançou US$ 1.254,31 por tonelada. Já na carne bovina, as vendas para os Estados Unidos subiram 42% no mês, mas o aumento pontual não foi suficiente para reverter a queda de 38% nas exportações totais de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada no comparativo anual.

Semeadura de grãos acelera, mas clima divide regiões

No campo, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicou que a semeadura da safra de soja atingiu 9,4% da área estimada no país, superando o ritmo de 2025 e a média histórica de cinco anos. O retorno da umidade beneficiou Estados produtores como Mato Grosso, onde as chuvas recentes permitiram o início do plantio em áreas de sequeiro. De acordo com informações do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a expectativa é de maior aceleração dos trabalhos ao longo das próximas semanas.

Para o milho de primeira safra (verão), a área plantada chegou a 30,8% no país, também acima do ano anterior (29,1%) e da média histórica (27,9%). No entanto, o excesso de precipitações e a baixa luminosidade começam a gerar preocupações no Paraná, onde 78% do milho e 36% da soja estão semeados, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), trazendo riscos de estreitamento para a janela da safrinha. No caso do feijão das águas, o plantio alcançou 13,1%, ficando abaixo dos anos anteriores em virtude do frio e do solo excessivamente úmido no Sul.

Paralelamente, a safra de trigo nacional enfrenta desafios de qualidade. Levantamentos da Conab, do Deral e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que as chuvas prejudicaram a formação dos grãos e o peso do hectolitro (PH), gerando escassez de trigo tipo 1 e ampliando a necessidade de as indústrias moageiras recorrerem a importações.

Soja reage no mercado físico de Mato Grosso

Apesar da retração do dólar para a faixa de R$ 4,98, o mercado físico de soja em Mato Grosso encerrou setembro em recuperação. O preço médio da saca ultrapassou R$ 140,00, fechando o mês a R$ 140,85 por saca, o maior patamar verificado nos últimos dois anos. O movimento reflete o aumento do esmagamento industrial doméstico e o enxugamento da oferta disponível da safra anterior, trazendo alívio momentâneo às margens do produtor rural.

Conclusão

O cenário para o agronegócio combina oportunidades pontuais de comercialização nas bolsas com alertas no front logístico e produtivo. A recuperação de preços internos em praças estratégicas como Mato Grosso oferece suporte à rentabilidade, mas os produtores e exportadores brasileiros precisam manter atenção redobrada à concorrência externa no milho, à volatilidade cambial e aos riscos climáticos que podem impactar a janela da segunda safra de 2027.

* Com auxílio de IA

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE: 

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda