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Governo reduz a US$84,4 bi projeção de superávit comercial em 2026 apesar de dado forte em setembro

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Por Bernardo Caram

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BRASÍLIA, 6 Out (Reuters) – O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) reduziu nesta terça-feira sua projeção para o superávit da balança comercial brasileira em 2026 a US$84,4 bilhões, contra previsão feita em julho de saldo de US$90,0 bilhões, prevendo ganho menor nas exportações com o arrefecimento de preços internacionais.

Apesar da revisão para baixo, o resultado ainda seria 24% mais forte do que o observado no ano anterior, quando o saldo foi de US$68,1 bilhões, e marcaria o segundo maior saldo da série histórica, atrás apenas do dado de 2023.

Pelos cálculos do MDIC, as exportações devem fechar o ano em US$382,5 bilhões, uma redução de US$11,9 bilhões em relação à estimativa de julho, mas ainda representando um recorde histórico. As importações ficariam em US$298,1 bilhões, um recuo de US$6,3 bilhões sobre a previsão anterior.

O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, afirmou que a projeção feita em julho refletia forte alta dos preços do petróleo e de outros produtos diante da guerra no Irã, o que ampliaria o resultado das exportações. A partir do meio do ano, segundo ele, parte desses preços registrou alguma acomodação, o que reflete na nova projeção.

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“Esse movimento arrefeceu e resultou em uma taxa de crescimento (das exportações) ainda significativa, mas um pouco menor do que o modelo estava captando no primeiro semestre”, disse.

DADOS DE SETEMBRO

O MDIC apontou que a balança comercial brasileira registrou em setembro um superávit de US$7,741 bilhões, um crescimento de 146% na comparação com o resultado do mesmo mês de 2025 e melhor do que o esperado pelo mercado, que previa em pesquisa da Reuters um saldo positivo de US$7,191 bilhões.

O desempenho do mês é fruto de US$34,418 bilhões em exportações, uma alta de 12,9% na comparação com o mesmo mês de 2025, e US$26,678 bilhões em importações, recuo de 2,4%.

No período, houve aumento das exportações em todos os setores, com destaque para uma alta de 39,8% na indústria extrativa, seguida de crescimentos de 5,3% na indústria de transformação e de 4,8% na agropecuária.

Entre os destaques estão os embarques de óleos brutos de petróleo, com crescimento de 77% no período, de soja, com alta de 12%, e óleos combustíveis de petróleo, com alta de 39%. No sentido contrário, houve redução de quase 31% nas vendas de carne bovina.

Em setembro, as exportações aos Estados Unidos cresceram 32%, apesar da vigência do tarifaço, que atinge 23% da pauta de produtos vendidos, segundo Brandão. Ele ressaltou altas de 524% nas vendas de carne e de 108% nos embarques de café para o país norte-americano, produtos que eram taxados em setembro do ano passado e estão agora isentos de tarifas.

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Para a China, houve recuo de 7,6% nas exportações no mês, diante de tarifação das vendas de carne bovina após o atingimento de cota, mas também por uma redução na demanda do país, segundo Brandão, que impactou as vendas de minério de ferro, soja e milho.

Do lado das importações, houve queda mais intensa nas compras bens de capital, um recuo de 30% motivado pela importação de plataforma de petróleo em setembro de 2025, que distorceu a base de comparação com o mês passado.

Houve ainda queda de 2,4% nas importações de bens intermediários, enquanto foram registradas altas de 11,5% em bens de consumo e de 41,2% em combustíveis.

Nos primeiros nove meses do ano, o país acumulou um superávit comercial de US$62,396 bilhões, 35% acima do saldo positivo de US$46,300 bilhões do mesmo período de 2025.

(Por Bernardo Caram; edição de Isabel Versiani)

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE: 

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda