Notícias

Soja despenca mais de 15 pontos em Chicago com pressão dos derivados; dólar limita impacto no Brasil

Logotipo Notícias Agrícolas

window.pushAds.push(“dfp-noticiasagricolas-paragrafos-1”)

Os preços da soja ampliaram as perdas na Bolsa de Chicago na tarde desta quinta-feira (1º) e passaram a recuar mais de 15 pontos nos contratos mais negociados, acompanhando uma forte pressão também entre os derivados. No Brasil, porém, a valorização do dólar frente ao real – que ajuda a pesar sobre a oleaginosa na CBOT – atua como importante contraponto à queda das referências internacionais.

Por volta das 13h53 (horário de Brasília), o novembro/26 era negociado a US$ 12,77 por bushel, com baixa de 16 pontos. O janeiro/27 perdia 15,75 pontos, cotado a US$ 12,9350, enquanto março/27 recuava 15,25 pontos, para US$ 13,0325 por bushel.

A pressão se espalha por todo o complexo soja. O contrato dezembro do óleo de soja recuava cerca de 2,1%, negociado a 66,85 cents por libra-peso, enquanto o farelo de soja dezembro caía aproximadamente 1,9%, a US$ 350,30 por tonelada curta. O milho também trabalhava no vermelho, com dezembro perdendo 0,7%, bem como perdas eram observadas também no trigo.

A fraqueza dos derivados acrescenta pressão à soja em grão e amplia o movimento de realização observado em Chicago. O farelo já vinha cedendo nas últimas sessões depois da forte valorização registrada em setembro, enquanto a baixa expressiva do óleo retira nesta quinta-feira outro importante ponto de sustentação do complexo.

O mercado também mantém atenção sobre a demanda chinesa. Nesta semana, a agência internacional de notícias Reuters informou que estoques elevados de soja na China, margens de esmagamento negativas e uma demanda mais fraca por ração podem reduzir o apetite do país por novas compras nos próximos meses. Além disso, a soja norte-americana continua sujeita a uma tarifa adicional de 10%, o que prejudica sua competitividade para compradores privados chineses.

Segundo traders ouvidos pela agência, empresas estatais chinesas já teriam adquirido cerca de 13,7 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos, mas esmagadoras privadas seguem privilegiando produto da América do Sul. A proximidade do pico da colheita norte-americana adiciona oferta ao mercado justamente quando aumentam as dúvidas sobre a continuidade da demanda chinesa. 

Assim, nem mesmo os bons números das vendas semanais norte-americanas divulgados nesta quinta-feira foram suficientes para sustentar Chicago. Os dados da safra 2026/27 vieram acima das expectativas do mercado, porém, insuficientes para equilibrar as cotações nesta quinta. 

Para o produtor brasileiro, entretanto, o movimento precisa ser observado também pelo câmbio. Enquanto Chicago cai forte, o dólar avança mais de 1% frente ao real nesta tarde, ajudando a amortecer a perda da referência internacional na formação dos preços domésticos.

Dessa forma, Chicago e câmbio voltam a trabalhar em direções opostas nesta quinta-feira: a queda superior a 1% da soja e as perdas ainda maiores do óleo e do farelo pressionam as referências internacionais, enquanto a valorização da moeda norte-americana oferece proteção parcial às cotações em reais. O comportamento dos prêmios completa a equação para determinar até onde a baixa externa efetivamente chegará aos preços pagos ao produtor brasileiro.

window.pushAds.push(“dfp-noticiasagricolas-paragrafos-2”)

logo_sinap

METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE: 

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda