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Revisão do padrão dos óleos vegetais refinados

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A publicação da Portaria MAPA nº 935, de 13 de julho de 2026, que estabelece o padrão oficial de classificação dos óleos vegetais refinados de algodão, canola, girassol, milho e soja, representa um marco para a cadeia brasileira do setor. Mais do que uma atualização regulatória, a norma consolida um processo de revisão técnica construído de forma transparente e participativa entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e o setor produtivo, demonstrando como o diálogo institucional aprimora políticas públicas e fortalece a competitividade do agronegócio brasileiro.

Os óleos vegetais refinados desempenham papel relevante na alimentação e na indústria alimentícia, o que reforça a necessidade de alinhamento dos parâmetros de qualidade às expectativas dos consumidores, aos avanços tecnológicos e às referências internacionais. Esse alinhamento considera não apenas hábitos culturais e usos culinários, mas, sobretudo, a segurança dos alimentos.

Neste contexto, a padronização constitui instrumento estratégico para assegurar a identidade dos produtos, preservar as características físico-químicas, sensoriais e nutricionais, prevenir fraudes, conferir transparência e garantir segurança jurídica às relações comerciais. Além disso, critérios técnicos claros favorecem a competitividade da indústria nacional e ampliam o reconhecimento dos seus produtos nos mercados interno e externo.

Em âmbito internacional, o Codex Alimentarius estabelece especificações reconhecidas para os óleos refinados, contemplando parâmetros como atributos organolépticos (cor, odor e sabor), acidez, índice de peróxidos, teor de impurezas insolúveis, matéria volátil a 105 °C, índice de saponificação e limites para contaminantes como metais pesados. Esses critérios apresentam elevada convergência com os padrões adotados no Brasil. O documento também define diretrizes para rotulagem e informação ao público, promovendo transparência e combatendo práticas fraudulentas. Por essa razão, a adoção dessas normas é amplamente reconhecida como boa prática industrial.

No cenário interno, a padronização assume papel ainda mais relevante, já que o Brasil figura entre os principais produtores e exportadores globais de oleaginosas. Esse resultado foi possível graças à construção conjunta entre o poder público e o setor regulado. Ao longo das discussões, entidades e indústrias contribuíram com conhecimento operacionais e científico, enquanto o MAPA conduziu os trabalhos assegurando o interesse público, a proteção do consumidor e a evolução da legislação brasileira.

As alterações introduzidas pela Portaria são estratégicas e necessárias, pois promovem maior clareza normativa, atualização técnica e alinhamento aos padrões internacionais, contribuindo para o fortalecimento da competitividade e da segurança regulatória do setor.

Entre os principais avanços da nova regulamentação, destacam-se a consolidação do tipo único para os óleos vegetais refinados, a adequação da estrutura normativa ao Regulamento da Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (RISPOV), a atualização dos conceitos aplicáveis ao óleo de girassol com alto e médio teor de ácido oleico, o aperfeiçoamento dos requisitos de marcação ou rotulagem. Soma-se a isso a incorporação dos parâmetros Índice de Peróxidos, Umidade e Material Volátil, além dos ajustes de valores, visando ao alinhamento ao Codex Alimentarius.

A Portaria entra em vigor em 13 de agosto de 2026 e estabelece, adicionalmente, o prazo de 18 meses para a devida adequação das embalagens às novas exigências de marcação ou rotulagem, o que permite uma transição segura e organizada para toda a cadeia produtiva.

A experiência de revisão do padrão oficial demonstra que a construção compartilhada de normas técnicas gera resultados mais consistentes, equilibrados e aderentes à realidade do setor produtivo. O diálogo permanente entre governo, indústria e demais atores envolvidos fortalece a qualidade regulatória, amplia a segurança jurídica e contribui para o desenvolvimento sustentável das cadeias agroindustriais.

Mais do que atualizar requisitos técnicos, a Portaria MAPA nº 935/2026 evidencia a importância da cooperação entre o setor público e o setor privado na formulação de políticas regulatórias modernas, capazes de proteger o consumidor, incentivar a inovação, promover a competitividade da indústria nacional e consolidar a posição do Brasil como referência mundial na produção e exportação de óleos vegetais.
 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE: 

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda