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Plantio da safra avança no Brasil sob irregularidades climáticas e alerta para o mercado global de grãos

Os trabalhos de campo para a safra de verão 2023/24 ganham ritmo no Brasil, mas enfrentam um quadro de forte irregularidade climática entre as diferentes regiões produtoras. Enquanto produtores do Centro-Oeste lidam com temperaturas elevadas e chuvas pontuais, o Sul do país enfrenta precipitações volumosas, granizo e excesso de umidade, afetando tanto o avanço das plantadeiras quanto a qualidade das culturas de inverno. Paralelamente, o mercado internacional de commodities opera atento à geopolítica, aos custos operacionais e à influência dos fatores climáticos sul-americanos na formação dos preços futuros.

Ritmo da semeadura e contrastes regionais no Brasil

Segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a semeadura da soja atingiu 3,9% da área estimada no país, um avanço significativo em relação aos 0,5% reportados na semana anterior. O índice atual supera a média das últimas cinco safras (3,6%) e o registrado no mesmo período do ano passado (3,5%).

Em Mato Grosso, as chuvas registradas permitiram o início das operações em áreas específicas, como em Nova Mutum, onde agricultores aceleram os trabalhos ou aguardam novas precipitações para evitar o risco de estiagem posterior e a pressão de pragas, como a mosca-branca. Por outro lado, no Paraná, o Departamento de Economia Rural (Deral) apontou que o plantio da soja atingiu 28% da área prevista. No entanto, tempestades com excesso de umidade, frio e ocorrências de granizo geram apreensão e já impõem perdas de produtividade e qualidade ao trigo, cuja colheita nacional se aproxima de 29%.

No Rio Grande do Sul, a semeadura do arroz iniciou-se em ritmo acelerado — com cerca de 15% da área plantada, mais do que o dobro do ano passado —, mas as constantes chuvas interromperam os trabalhos de maquinário no campo e prejudicaram o calendário produtivo.

Custos logísticos e pressão do combustível

Além dos desafios climáticos na porteira adentro, a gestão de custos se mantém em alerta. No mês de setembro, o preço médio do diesel comum nos postos brasileiros registrou alta de 2,7%, impulsionado pelo aumento da demanda associada à abertura da safra, com o litro cotado a uma média de R$ 7,24, segundo levantamento da Edenred.

Em campo, produtores de diversas localidades, principalmente na região Sul, relatam episódios de indisponibilidade pontual do combustível e cobranças abusivas. Embora o Ministério da Agricultura reforce a posição institucional de que não há risco iminente de desabastecimento nacional, a dissonância entre os dados oficiais e o relato das lavouras acende um sinal de cautela nas planilhas de custo operacional.

Milho: Demanda interna compensa desaceleração externa

No cenário do milho, a dinâmica comercial tem sido sustentada pelo mercado doméstico. Com a desaceleração no ritmo dos embarques externos reportada pelos dados parciais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o consumo interno ganha protagonismo no escoamento do cereal. O crescimento da indústria de etanol de milho e a demanda constante do setor de rações animais têm absorvido volumes expressivos, mantendo o equilíbrio entre oferta e demanda e mitigando a queda nos prêmios de exportação.

Análise de Chicago e a influência do El Niño

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços da soja registraram recuperação pontual após fortes baixas no início da semana. Em análise técnica e mercadológica, o diretor-geral do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa, avaliou que o movimento recente se assemelhou a uma cobertura de posições vendidas (short covering) por parte dos fundos, sem a presença de novos fundamentos estruturais de demanda imediata.

“O mercado caiu muito na véspera e recuperou parte das perdas com essa recomposição. Não tivemos novidades de compras substanciais após os encontros bilaterais entre Estados Unidos e China, e a soja ficou de fora das listas de redução tarifária”, afirmou Ginaldo Sousa. Ele destacou que, se a China limitar suas aquisições nos Estados Unidos em torno de 25 milhões de toneladas de um total de importação estimado em 115 milhões, sobrará uma demanda de 90 milhões a ser suprida pela América do Sul, o que mantém a oferta abundante no horizonte caso a produção sul-americana se confirme.

Quanto ao clima, o analista frisou a necessidade de cautela extrema com as previsões ligadas ao fenômeno El Niño: “Se não houver um problema climático severo na América do Sul, com certeza os preços cairão no futuro. As previsões climáticas indicam excesso de chuvas no Sul e seca em partes do Norte e Nordeste. O produtor precisa escalonar o plantio e aproveitar eventuais altas de mercado para travar custos e realizar vendas, pois excesso de chuva atrasa o trabalho, mas historicamente a seca é o fator que quebra safra”, alertou.

Conclusão e perspectivas

O início do ciclo 2023/24 exige disciplina na gestão técnica e financeira do produtor rural brasileiro. Diante de margens comprimidas por insumos e combustível em patamares elevados, a estratégia de comercialização e o planejamento do plantio em janelas operacionais seguras tornam-se indispensáveis para atravessar um período de volatilidade climática e incertezas geopolíticas no comércio global de grãos.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE: 

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda