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Açúcar fecha em alta em Nova Iorque e Londres após mínimas recentes

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Os preços do açúcar fecharam em alta nas bolsas internacionais nesta terça-feira (22), recuperando as perdas registradas no início do pregão. O movimento foi influenciado principalmente pelas preocupações de que as chuvas no Brasil estejam atrasando a colheita de cana-de-açúcar e reduzindo a disponibilidade do produto no curto prazo.

Em Nova Iorque, o contrato outubro do açúcar bruto avançou 11 pontos, encerrando a sessão a 17,59 cents por libra-peso. Em Londres, o contrato dezembro do açúcar branco subiu 40 pontos, para US$ 507,90 por tonelada.

Durante a sessão, porém, o mercado chegou a operar em queda. O açúcar de Nova Iorque atingiu a menor cotação em quatro semanas, enquanto Londres recuou para o menor nível em cerca de um mês e meio antes da recuperação.

Chuvas atrasam colheita no Brasil

A reação dos preços ocorreu em meio à percepção de que as chuvas no Centro-Sul brasileiro podem atrasar os trabalhos de campo e limitar a oferta de açúcar no curto prazo.

O Brasil é o maior produtor mundial da commodity, e dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) já mostraram uma redução importante na produção. Em junho, a fabricação de açúcar no Centro-Sul caiu 26,3%, para 3,903 milhões de toneladas.

O cenário de menor disponibilidade também é observado no mercado interno. O Cepea vem apontando alta nos preços do açúcar cristal em São Paulo, associada à menor oferta no mercado spot paulista e em outros estados produtores do Centro-Sul.

As chuvas têm atrasado a colheita e, segundo pesquisadores do Cepea, podem levar algumas usinas a estender a moagem até fevereiro, embora parte das unidades ainda planeje encerrar os trabalhos entre dezembro e janeiro.

Demanda continua como ponto de atenção

Apesar da alta desta terça-feira, o mercado segue pressionado pelas preocupações com a demanda.

Na semana passada, foram entregues 499.350 toneladas de açúcar referentes ao contrato de outubro em Londres, que expirou na terça-feira. O volume foi 91% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior e esteve entre as maiores entregas já registradas para um contrato de outubro.

O movimento é considerado um sinal de demanda física mais fraca pelo açúcar e permanece entre os principais fatores observados pelos participantes do mercado.

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O posicionamento dos fundos também exige atenção. O relatório semanal Commitment of Traders (COT), divulgado na última sexta-feira, mostrou aumento de 791 posições líquidas compradas em açúcar de Nova Iorque na semana encerrada em 15 de setembro.

Com isso, as posições compradas dos fundos chegaram a 161.342 contratos, o maior volume em quase três anos. Uma concentração elevada de posições compradas pode aumentar a pressão sobre os preços caso ocorra uma liquidação dessas posições.

Déficit global sustenta fundamentos

Apesar das preocupações de curto prazo com a demanda, as perspectivas para a oferta mundial continuam dando suporte aos preços.

A Organização Internacional do Açúcar (ISO) projeta déficit global de 200 mil toneladas para a temporada 2026/27, após um superávit estimado em 1,1 milhão de toneladas em 2025/26.

Para 2026/27, a entidade estima produção mundial de 180,1 milhões de toneladas, queda de 1% em relação ao ciclo anterior. Já para 2025/26, a produção deve atingir um recorde de 182 milhões de toneladas, com superávit de 1,1 milhão de toneladas.

Outras instituições trabalham com déficits mais expressivos. A StoneX estima um déficit de 1,7 milhão de toneladas em 2026/27, enquanto a Covrig Analytics projeta saldo negativo de 300 mil toneladas.

Para 2027/28, a Czarnikow prevê déficit global de 2,9 milhões de toneladas, diante da expectativa de redução do plantio de cana-de-açúcar e beterraba sacarina.

Tailândia e Índia também entram no radar

Na Tailândia, a Thai Sugar Millers Corp. projeta queda de 17% na produção de açúcar em 2026/27, para 10 milhões de toneladas. O país é o segundo maior exportador mundial da commodity.

Na Índia, o comportamento das monções continua sendo acompanhado pelos participantes do mercado. O Departamento Meteorológico informou que as chuvas acumuladas entre junho e setembro estavam 15% abaixo da média até 21 de setembro.

Apesar da melhora em relação ao déficit de 42% registrado em 30 de junho, o órgão alertou para a possibilidade de a temporada de monções ser uma das mais fracas dos últimos 17 anos.

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A Índia, segundo maior produtor mundial de açúcar, também autorizou em agosto a importação de até 1 milhão de toneladas de açúcar bruto com isenção de impostos até 31 de outubro.

El Niño mantém risco climático

As perspectivas para o clima também permanecem entre os fatores de atenção para a oferta global.

Um El Niño intenso pode reduzir as chuvas em importantes regiões produtoras, incluindo Brasil, Índia e Tailândia. Em julho, o Centro de

Previsão Climática dos Estados Unidos indicou que o fenômeno poderia estar entre os mais fortes registrados em mais de 75 anos.

No balanço do USDA, a produção mundial de açúcar em 2026/27 é estimada em 184,854 milhões de toneladas, enquanto o consumo humano deve alcançar 179,991 milhões de toneladas. Os estoques finais globais são projetados em 44,410 milhões de toneladas.

Para o Brasil, o FAS/USDA prevê produção de 42,5 milhões de toneladas em 2026/27, queda de 3% em relação ao ciclo anterior. Para a Índia, a estimativa é de 33,6 milhões de toneladas, alta de 12%, enquanto a produção da Tailândia deve recuar 15,6%, para 9,5 milhões de toneladas.

 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE: 

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda