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Café: Avanço da oferta brasileira e alívio climático derrubam preços; NY cede mais de 2%

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O mercado futuro do café encerrou o pregão desta terça-feira (15), mais uma vez, com perdas expressivas nas principais posições negociadas na Bolsa de Nova Iorque, em mais um dia de forte volatilidade. Com isso, os preços devolveram boa parte do que subiram na sessão anterior. 

Refletindo uma melhora nas condições climáticas dos dois maiores produtores mundiais do grão e o forte ritmo de embarques da safra brasileira, as cotações cederam não somente para o arábica negociado na bolsa norte-americana, mas também entre os futuros do robusta negociados na Bolsa de Londres.

“O mercado de café começa a semana pressionado pela perspectiva de maior disponibilidade de arábica brasileiro e pela possibilidade de recomposição dos estoques certificados da ICE em Nova York. As cotações do arábica atingiram o menor nível em cerca de dez semanas”, afirma o corretor do mercado de café Fabiano Odebrecht. 

No arábica, as perdas passaram de 2% nos principais contratos, levando o dezembro a 285,35 e o março a 275,25 centavos de dólar por libra-peso. No robusta, as perdas passaram de 1% nos vencimento mais negociados, levando o novembro a US$ 3481,00 e o março a US$ 3430,00 por tonelada. 

O principal fator a puxar os preços para baixo foi a confirmação dos mapas climáticos mostrando mais chuvas para regiões onde elas são mais importantes agora, segundo explicaram analistas e consultores de mercado. 

Ainda assim, para o Brasil há pontos atenção. No país, o volume de chuvas ficou bem acima do normal em áreas produtoras cruciais, o que traz uma condição que possa vir a beneficiar o pegamento das floradas para a colheita do ano que vem.

Além do clima colaborando para o potencial produtivo futuro, a pressão de baixa no curtíssimo prazo encontra suporte no forte ritmo de escoamento da safra brasileira recém-colhida. Com os trabalhos de campo finalizados, o produto nacional está chegando com força ao mercado internacional.

Números do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) mostraram que os embarques totais em agosto saltaram 31% na comparação anual, atingindo um volume recorde para o mês de 4,155 milhões de sacas. O arábica registrou avanço de 26% (2,87 milhões de sacas), enquanto as exportações de robusta dispararam 54% (953.592 sacas).

No entanto, analistas ponderam que a queda também reflete movimentações especulativas, e que os fundamentos de longo prazo ainda exigem cautela. 

Segundo a análise de Fabiano Odebrecht, corretor, essa forte baixa em Nova York reflete, em parte, uma “correção técnica e com expectativa de maior oferta” vinda do Brasil. Odebrecht alerta, porém, que os estoques certificados seguem historicamente baixos. 

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Dessa forma, a “oferta física restrita” e os “estoques reduzidos ainda oferecem sustentação ao mercado”, mantendo as cotações vulneráveis a fortes oscilações caso surjam novos gargalos logísticos ou intempéries climáticas.

Com o avanço da oferta brasileira preenchendo as prateleiras globais momentaneamente, o mercado encontra poucos fundamentos para sustentar rallies de alta no curtíssimo prazo, mas segue atento aos movimentos dos fundos de investimento e aos estoques nas bolsas.

A semana é marcada também, em todo o mercado de commodities, por um sentimento mais forte de aversão ao risco, que tira força de outros ativos também, como algodão, açúcar, suco de laranja negociados em Nova Iorque. 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda