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Mercado projeta demanda chinesa por soja ainda mais alta e cotações sobem em Chicago

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Mercado projeta demanda chinesa por soja ainda mais alta e cotações sobem em Chicago

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As cotações futuras da soja registraram forte valorização na Bolsa de Chicago, com altas de dois dígitos nos principais vencimentos. O movimento foi sustentado por uma combinação de incertezas climáticas nos Estados Unidos e na América do Sul, a pressão inflacionária provocada pela alta do petróleo e, sobretudo, a expectativa de avanço nas compras por parte da China.

Demanda chinesa e fatores macroeconômicos no radar

De acordo com Enio Fernandes, consultor da Terra Agronegócios, o principal fator altista por trás do mercado é a movimentação compradora do gigante asiático. Há expectativas em torno de negociações bilaterais de alto nível no final de setembro e a vinda de uma delegação chinesa aos Estados Unidos com grandes tradings e importadores.

Segundo o consultor, o mercado aposta no anúncio formal de novos acordos para compra de commodities agrícolas norte-americanas, como soja, sorgo e DDGs. Contudo, Fernandes adverte que qualquer frustração ou cancelamento dessas tratativas pode desencadear uma forte realização de lucros, tendo em vista o posicionamento vendido dos fundos de investimento.

Paralelamente, o avanço nos preços do petróleo — que operou em patamares elevados — reforça o risco inflacionário global e afeta diretamente as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed) e do Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil, influenciando o spread cambial e o valor relativo das commodities.

El Niño e o risco produtivo na América do Sul

Outro elemento central para a formação de preços é o clima. Relatórios meteorológicos internacionais, incluindo projeções da NOAA, indicam uma probabilidade superior a 90% de consolidação de um El Niño de forte intensidade, cujo ápice deve ocorrer no final do ano.

Esse padrão climático projeta irregularidade pluviométrica e altas temperaturas no Centro-Norte do Brasil no período de enchimento de grãos, contrastando com o excesso de umidade na Região Sul e em partes do Sudeste, onde chuvas frequentes já vêm atrasando o início do plantio e a colheita de outras culturas. “O mercado não tem espaço para quebra de safra na América do Sul. Os estoques de passagem mundiais só são confortáveis se o Brasil e a Argentina colherem bem”, frisou Enio Fernandes.

Mercado interno e desafios para o produtor brasileiro

No cenário doméstico brasileiro, resta um volume muito reduzido da safra passada disponível para negociação — estimado em cerca de 10% do total. A escassez de oferta imediata mantém os prêmios portuários e domésticos bastante valorizados frente a Chicago.

Para o próximo ciclo produtivo, a consultoria Terra Agronegócios manifesta ceticismo em relação às projeções oficiais mais otimistas de safra cheia. Entre os fatores de contenção estão a descapitalização do produtor rural, a redução no investimento tecnológico — evidente na menor aquisição de corretivos de solo, fertilizantes e defensivos de ponta —, o aumento dos custos logísticos atrelados aos combustíveis e o encarecimento do crédito bancário.

A recomendação aos produtores é de cautela no gerenciamento de risco e nas estratégias de hedge, escalonando vendas gradualmente para equilibrar a cobertura dos custos de produção com a proteção diante de eventuais perdas de produtividade no campo.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda