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Açúcar ganha força com expectativa de déficit global na safra 2026/27

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O mercado internacional de açúcar fechou a terça-feira (1º) em forte alta, após a Organização Internacional do Açúcar (ISO) apontar para uma mudança no balanço global da commodity, com a expectativa de déficit na safra 2026/27. O cenário de oferta mais apertada voltou a dar sustentação às cotações nas bolsas de Nova York e Londres.

Em Nova Iorque, o contrato de outubro fechou em alta de 55 pontos, negociado a 18,36 cents por libra-peso. Em Londres, o contrato de outubro avançou 196 pontos, a US$ 534,00 por tonelada.

Déficit global

O principal fator de alta nesta terça-feira foi a nova projeção da Organização Internacional do Açúcar . A entidade estima que o mercado global passe de um superávit de 1,1 milhão de toneladas em 2025/26 para um déficit de 200 mil toneladas em 2026/27.

A mudança ocorre em um cenário de redução esperada da produção mundial. Para 2026/27, a ISO projeta produção de 180,1 milhões de toneladas, queda de 1% em relação à temporada anterior.

A entidade cita, entre os fatores de risco, os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre as lavouras de Índia e Tailândia, importantes produtores mundiais.

Para a temporada 2025/26, porém, a ISO ainda prevê produção recorde de 182 milhões de toneladas, avanço de 3,5% em relação ao ciclo anterior, com superávit estimado em 1,1 milhão de toneladas.

Projeções apontam oferta mais apertada

A estimativa da ISO reforça um movimento que já vinha sendo observado nas últimas semanas. Diferentes consultorias também passaram a projetar um balanço global mais apertado para 2026/27.

A Green Pool Commodity Specialists estima um déficit de 3,2 milhões de toneladas na próxima temporada. Para 2025/26, a consultoria reduziu sua previsão de superávit de 4,93 milhões para 4,85 milhões de toneladas.

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A Covrig Analytics passou a projetar déficit de 300 mil toneladas em 2026/27, revertendo uma previsão anterior de superávit de 100 mil toneladas.

Já a StoneX elevou sua estimativa de déficit para 1,7 milhão de toneladas, ante 550 mil toneladas previstos anteriormente.

A Czarnikow também revisou seu balanço, passando de uma expectativa de superávit de 1,4 milhão de toneladas para um déficit de 100 mil toneladas. Entre os fatores considerados está o maior direcionamento da cana brasileira para a produção de etanol em detrimento do açúcar.

Europa também preocupa

Outro ponto de atenção para o mercado é a produção europeia. O Observatório do Mercado de Açúcar da União Europeia informou que a produção do bloco na safra 2026/27 deverá cair 19%, para 13,4 milhões de toneladas.

A redução está relacionada, entre outros fatores, às condições climáticas adversas enfrentadas pelas lavouras de beterraba, com períodos de seca e temperaturas elevadas.

Dados da S&P Global Energy também apontam para uma queda na produção de açúcar da União Europeia e do Reino Unido, que pode chegar a 14,98 milhões de toneladas, o menor nível em 11 anos.

Para 2027/28, a Czarnikow projeta um déficit global ainda maior, de 2,9 milhões de toneladas, diante da redução do plantio de cana-de-açúcar e beterraba. A produção mundial, segundo a empresa, poderia recuar 0,7%, para 177 milhões de toneladas.

Índia permanece no radar

A situação da Índia também segue sendo acompanhada de perto pelos investidores. O país é o segundo maior produtor mundial de açúcar e anunciou, em agosto, a autorização para importar até 1 milhão de toneladas de açúcar bruto com isenção de impostos até 31 de outubro.

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A medida chamou atenção justamente porque a Índia tradicionalmente ocupa uma posição de exportadora e não realiza importações significativas desde a safra 2017/18.

Ao mesmo tempo, os dados climáticos aumentam as incertezas sobre a próxima produção. O Departamento Meteorológico da Índia informou que as chuvas de monção estavam 14% abaixo da média até 31 de agosto. O Ministério de Ciências da Terra do país chegou a alertar que a temporada poderia ser a mais fraca em 11 anos.

Brasil também influencia o mercado

No Brasil, maior produtor mundial de açúcar, a produção também aparece entre os fatores de suporte às cotações.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) informou no início de agosto que a produção de açúcar no Centro-Sul caiu 26,3% em junho, para 3,903 milhões de toneladas.

Além disso, a relação entre açúcar e etanol continua importante para o balanço mundial. Quando a produção de etanol se torna mais atrativa para as usinas brasileiras, uma parcela maior da cana é direcionada ao biocombustível, reduzindo a oferta de açúcar disponível no mercado.

O mercado também acompanha os possíveis efeitos do El Niño sobre as principais regiões produtoras. O fenômeno tende a alterar o regime de chuvas no Brasil, Índia e Tailândia, aumentando as incertezas sobre a produção das próximas temporadas.

Cotações acumulam forte alta

Com as novas projeções de oferta, os preços do açúcar acumulam forte valorização ao longo do último mês.

O açúcar em Nova York atingiu na sexta-feira passada o maior valor em cerca de 16,5 meses, enquanto Londres alcançou na semana anterior o maior patamar em aproximadamente 17 meses.

Apesar de correções pontuais, o mercado continua encontrando sustentação nas perspectivas de uma oferta mundial mais restrita para 2026/27.

 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda