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Tempestades e inundações atingem áreas de milho e soja nos EUA

Por Ronaldo Fernandes

Uma sequência de tempestades severas atingiu o Corn Belt nos últimos dias, justamente quando milho e soja estão entrando na fase final de definição de produtividade. O episódio mais agressivo começou em 11 de agosto, quando um derecho atravessou partes do Meio-Oeste. No norte de Illinois e noroeste de Indiana, o Serviço Nacional de Meteorologia registrou ventos generalizados entre 70 e mais de 100 mph, aproximadamente 113 a mais de 160 km/h, com uma rajada de 99 mph em Gary, Indiana. Também foram confirmados tornados.

Depois do vento veio o excesso de água. Entre os dias 11 e 16 de agosto, novas tempestades atingiram principalmente Indiana, Illinois, Iowa e Ohio. Em partes de Indiana foram registrados mais de 11 polegadas de chuva em cerca de 48 horas, quase 280 mm, enquanto faixas do leste de Indiana e Ohio receberam mais de 5 polegadas, cerca de 127 mm. Rios transbordaram, áreas permaneceram alagadas e Indiana enfrentou uma das piores enchentes das últimas décadas.

O risco ainda não terminou completamente. Nesta segunda-feira, 17 de agosto, ainda havia alerta de inundação no leste de Indiana e alerta de enchentes em partes do sudeste de Ohio. A tendência é de melhora do episódio mais extremo entre hoje e terça-feira, dia 18, com a frente avançando para leste. Porém, o tempo continua instável. Há possibilidade de novas tempestades localizadas entre quarta e quinta-feira em Illinois, Indiana e Ohio, enquanto Iowa ainda pode registrar tempestades até sexta-feira.

Mas qual é o prejuízo real para o milho?

Existem dois problemas diferentes. O primeiro é o vento. Milho derrubado, inclinado ou quebrado pelo derecho pode perder produtividade e também gerar perdas na colheita. Se a planta apenas acamou, parte do potencial ainda pode ser preservada. Quando ocorre quebra do colmo ou da planta abaixo da espiga, o dano é muito mais difícil de recuperar.

O segundo problema é a água. Solo encharcado perde oxigênio rapidamente. As raízes deixam de funcionar normalmente, diminuindo absorção de água e nutrientes. Também pode ocorrer perda de nitrogênio e morte de raízes. Como boa parte do milho está em enchimento de grãos, isso pode reduzir o peso final dos grãos e comprometer a produtividade. Quanto mais tempo a lavoura permanecer saturada, maior o dano.

Na soja o risco também é importante

A soja está numa fase em que muitas áreas estão entre formação e enchimento de vagens. Pesquisas mostram que a cultura fica particularmente sensível ao alagamento entre R3 e R5. Depois de aproximadamente 24 a 48 horas de saturação, o oxigênio do solo pode praticamente desaparecer, prejudicando raízes, fixação de nitrogênio, absorção de nutrientes e enchimento das vagens. O excesso de umidade também aumenta o risco de doenças de raiz e de vagens.

Então existe perda de safra? Sim, mas ainda não sabemos quanto

Seria errado afirmar agora que as enchentes tiraram 2, 3 ou 5 bushels da produtividade dos EUA. Existem lavouras e baixadas com dano severo e até perda praticamente total, enquanto campos próximos podem sofrer pouco se a água baixar rapidamente. O que vai definir o tamanho real do prejuízo é quantos acres ficaram efetivamente inundados, durante quantos dias e quanto milho foi derrubado ou quebrado pelo vento.

É justamente por isso que o Pro Farmer Crop Tour desta semana ganha importância. As tempestades já mostraram que existe dano físico no Corn Belt. Agora precisamos descobrir se ele é localizado ou grande o suficiente para alterar de forma relevante a produtividade que o USDA está projetando para milho e soja.

Em resumo, as tempestades começaram na semana passada e as inundações ganharam força principalmente nos últimos dias e durante o fim de semana. O episódio mais severo começa a perder intensidade, mas o problema ainda não acabou. Com os solos já saturados, novas rodadas de chuva e tempestades previstas para partes do Corn Belt podem renovar ou ampliar alagamentos localizados. Para milho e soja, agora o ponto central é descobrir se esses danos ficaram restritos a algumas áreas ou se foram grandes o suficiente para reduzir de forma relevante a produtividade dos EUA.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda