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Essencial para o resultado da safra, colheita do milho exige atenção na reta final

A colheita do milho exige do produtor uma combinação cada vez mais precisa entre planejamento, agilidade operacional e tomada de decisão no campo. Em uma safra marcada por janelas climáticas mais estreitas e instáveis em diferentes regiões produtoras, o momento de entrada das máquinas, a umidade dos grãos, a regulagem das colhedoras e os cuidados para evitar incêndios passam a ter impacto direto sobre a rentabilidade da lavoura.

De acordo com Diego Braga, consultor de Desenvolvimento de Mercado da Conceito Agrícola, o maior desafio da colheita é garantir que todo o potencial produtivo construído ao longo da safra seja convertido em grãos efetivamente colhidos, armazenados e comercializados com qualidade. Para isso, cada dia e cada decisão operacional faz diferença. “A colheita do milho deixou de ser apenas uma etapa operacional e passou a representar uma decisão estratégica de gestão. O produtor precisa alinhar o momento de entrada das máquinas, as condições da lavoura, a capacidade operacional e a logística de transporte. Essa integração é determinante para minimizar perdas, preservar o potencial produtivo da área e garantir que o resultado obtido no campo seja efetivamente convertido em produtividade entregue”, afirma.

Umidade orienta o ponto de entrada das máquinas

O primeiro passo é identificar o momento certo de iniciar a operação. Entre os sinais observados no campo estão a formação da chamada “linha preta”, camada escura na base do grão que indica a maturidade fisiológica; a senescência natural da planta, com amarelecimento e secagem das folhas e palhas da espiga; e a consistência dos grãos, que devem estar bem formados, firmes e resistentes à pressão. No entanto, atingir a maturidade fisiológica não significa iniciar a colheita imediatamente. A decisão final depende do monitoramento da umidade.

Segundo Braga, a faixa de umidade considerada ideal para equilibrar o rendimento das máquinas no campo e a qualidade do grão fica entre 13% e 15%. Quando o milho é colhido muito úmido (acima de 18%), aumentam os riscos de danos mecânicos, custos com secagem artificial e problemas de qualidade, caso o transporte ou a recepção atrasem. Já abaixo de 12%, o grão tende a ficar mais quebradiço, gerar mais pó e perdas por quebra, além de reduzir o peso comercial entregue pelo produtor. O melhor resultado vem quando o produtor acompanha a lavoura de perto por meio de medidores de umidade portáteis bem calibrados e decide por talhão, não apenas por uma média da fazenda.

Diferenças de relevo, tipo de solo, retenção de água, desuniformidade na emergência das plantas, híbridos utilizados e condições climáticas localizadas influenciam o ritmo de secagem. Áreas de baixada tendem a reter mais umidade, enquanto solos mais arenosos podem acelerar o fim do ciclo. Quando há grande variação entre áreas, a recomendação é escalonar a colheita.

Regulagem e logística reduzem perdas no campo

A regulagem das máquinas também é determinante para reduzir perdas na colheita. É importante revisar a plataforma, verificar o desgaste de peças, ajustar a abertura das chapas e adequar o sistema interno da colhedora às condições do grão. A velocidade de trabalho também exige atenção e deve ser mantida entre 4 e 6 km/h. O ritmo excessivo compromete a separação e a limpeza, aumentando o volume de milho perdido junto com a palhada. Como as condições mudam ao longo do dia, com elevação da temperatura, a equipe deve monitorar as perdas com frequência e observar se há grãos ou espigas ficando para trás após a passagem da colhedora. A meta de uma operação eficiente é manter esse desperdício abaixo de meia saca por hectare.

Para Braga, a “dica de ouro” é tratar a logística pós-colheita como parte da operação, e não como uma etapa separada. Uma colheita bem conduzida no campo pode perder eficiência se houver gargalos no transporte e no descarregamento. “Não adianta colher bem e deixar a qualidade se perder na caçamba. O caminhão parado, principalmente com milho mais úmido e em dias quentes, pode transformar uma boa operação em desconto na entrega”, alerta.

Cuidados contra incêndios devem fazer parte da rotina

A colheita do milho também coincide, em boa parte das regiões produtoras, com períodos de baixa umidade relativa do ar, ventos e grande volume de palhada seca no campo. Esse conjunto aumenta o risco de incêndios durante a operação. O acúmulo de palha sobre partes quentes da máquina, falhas elétricas, rolamentos superaquecidos, vazamentos de óleo, atrito com pedras e falta de manutenção são alguns dos principais fatores de risco.

A prevenção de incêndios deve ser entendida como parte da eficiência da colheita e estar presente na rotina diária da fazenda. A limpeza das colhedoras deve ser feita a cada troca de turno, os extintores precisam estar dentro da validade e pressurizados e a propriedade deve manter estrutura de resposta rápida, como trator com tanque de água ou caminhão-pipa próximo ao talhão em operação. A construção de aceiros ao redor dos talhões também ajuda a impedir que um foco acidental se espalhe para áreas vizinhas, pastagens ou reservas.

A forma como o milho é colhido também influencia o ciclo seguinte. A distribuição uniforme da palhada pela colhedora contribui para o Sistema de Plantio Direto, ajuda na conservação da umidade do solo e facilita a implantação da próxima safra de soja. Da mesma forma, o controle das perdas e a eliminação rápida do milho voluntário após a colheita são medidas importantes para reduzir a pressão de pragas como a cigarrinha e proteger o potencial produtivo das próximas lavouras.

“O produtor investe durante meses para construir produtividade. Na colheita, o papel da assistência técnica é ajudar a proteger esse resultado, apoiando decisões mais precisas no campo, desde o monitoramento da umidade dos grãos e a definição do momento ideal de entrada das máquinas até o planejamento por talhão, as boas práticas de operação, a redução de perdas e a prevenção de incêndios, sempre de acordo com a realidade de cada propriedade”, conclui Braga.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda