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Governo prevê descongelar R$5,7 bi em verbas de ministérios apesar de frustração em taxação de dividendos

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Por Bernardo Caram

BRASÍLIA, 24 Jul (Reuters) – O governo Luiz Inácio Lula da Silva informou nesta sexta-feira que reduzirá de R$23,7 bilhões para R$17,9 bilhões o bloqueio nas verbas orçamentárias de ministérios para cumprir o limite de despesas do ano, um descongelamento de R$5,7 bilhões, diante de uma previsão menor de gastos com pessoal, previdência e benefícios sociais.

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Em relatório bimestral de avaliação fiscal, o governo decidiu não incorporar uma frustração significativa de receitas com Imposto de Renda sobre dividendos, adiando decisão sobre o tema e mantendo nos cálculos uma folga em relação ao piso da meta fiscal. Com isso, os ministérios do Planejamento e da Fazenda informaram que não será necessário fazer um contingenciamento — mecanismo acionado quando o governo percebe que há risco de descumprimento da meta.

De acordo com o documento, a previsão é que o governo feche o ano com um déficit primário de R$52,0 bilhões, contra previsão de rombo de R$60,3 bilhões apontada em maio.

Esse saldo vai a um superávit de R$10,8 bilhões após abatimento de exceções previstas pelo governo no cálculo da meta para o resultado primário. Em maio, a projeção com as exceções indicava um saldo positivo de R$4,1 bilhões.

A meta fiscal de 2026 é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$34,3 bilhões, com tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB para mais ou para menos. O governo tem mirado o piso da margem de tolerância para o alvo.

De acordo com os ministérios, entre o relatório de maio e o deste mês a previsão de despesas em 2026 com pessoal caiu R$4,2 bilhões, enquanto as projeções de gastos com benefícios previdenciários e com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) caíram R$3,2 bilhões para cada uma dessas rubricas.

O alívio nesses gastos mais do que compensou uma estimativa de ampliação de R$3,4 bilhões com despesas de saúde e de R$1,6 bilhão com abono e seguro desemprego, o que viabilizou o desbloqueio de verbas cerca de dois meses antes das eleições, em que Lula deve tentar a reeleição.

Em entrevista coletiva, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que as projeções menores para as despesas são fruto de variações “na margem”, considerando a magnitude desses gastos, que superam R$1 trilhão no total, mas que ajudaram a destravar parte do Orçamento.

“O desbloqueio é fruto das regras do arcabouço fiscal, que nós seguimos religiosamente. O desbloqueio se dá porque melhorou a projeção da despesa obrigatória, a liberação dessa despesa será feita por meio do decreto de programação… e cada órgão precisa respeitar a legislação eleitoral, nos limites orçamentários que têm”, disse.

O detalhamento do descongelamento dos recursos por ministério será apresentado até o fim do mês por meio de um decreto.

Do lado das receitas, o governo passou a ver uma arrecadação líquida R$4,3 bilhões menor na previdência em 2026, na comparação com a estimativa de maio, mas revisou para cima em R$27,8 bilhões os ganhos em tributos administrados pela Receita Federal.

Entre os tributos, o governo ampliou em R$12,7 bilhões a estimativa de ganho com Imposto de Renda neste ano.

De acordo com a secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, essa elevação é fruto de uma revisão de parâmetros econômicos que alimentam a elaboração do documento, especialmente variações de preços e a variação da cotação do petróleo.

“Parte é por conta (da revisão de projeção) do índice de preços, mas há também a performance de determinados setores, como o petróleo”, disse.

O governo ainda previu ganho R$5,6 bilhões maior com Cofins, R$4,8 bilhões com Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) e R$4,4 bilhões com Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

ARRECADAÇÃO COM DIVIDENDOS BEM ABAIXO DO ESPERADO

Apesar de uma baixa arrecadação com a taxação de Imposto de Renda sobre dividendos, implementada desde janeiro para compensar o aumento da isenção para quem recebe até R$5 mil por mês, o governo ainda não incorporou a frustração de ganhos –mesmo após revisão feita pela Receita Federal.

De acordo com o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, de janeiro a junho, o governo levantou apenas R$2,2 bilhões com a cobrança de 10% sobre dividendos remetidos para fora e sobre proventos acima de R$50 mil distribuídos no país, muito abaixo dos R$28 bilhões projetados para o ano.

Segundo Malaquias, a Receita projeta ganhos de R$15 bilhões com a taxação de julho a dezembro, totalizando R$17,2 bilhões no ano.

Apesar da nova estimativa, a revisão para baixo não foi incorporada ao relatório desta sexta — o que poderia impedir o governo de descongelar despesas neste momento . Moretti justificou a decisão citando “conservadorismo”.

“No próximo relatório (de setembro), de posse de números mais atualizados, nós vamos eventualmente tomar decisões”, disse.

Ele ressaltou que o governo tem uma folga significativa em relação ao piso da meta fiscal, o que dá “bastante conforto” para uma entrega de resultado dentro do alvo.

(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda