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Agricultura regenerativa e o aumento da disponibilidade de nitrogênio no Sul

Após a reunião técnica realizada,  no dia 9 de julho, na fazenda Santa Amaro, sede da Sementes Com Vigor (SCV), em Muitos Capões, norte gaúcho, onde foram apresentados resultados sobre planos de cobertura e reciclagem de nitrogênio tomaram novos rumos no Sul do país. O encontro teve como foco a pesquisa em andamento no campo experimental da propriedade, com o objetivo de entender como a agricultura regenerativa e a utilização estratégica de plantas de cobertura impactam o aumento da disponibilidade de nitrogênio no solo e refletindo na produtividade das culturas de verão.

O evento aconteceu num momento crucial para o agronegócio gaúcho. O setor enfrenta o desafio de otimizar os custos de produção e recuperar o solo após sucessivos impactos climáticos. Atualmente, o Rio Grande do Sul cultiva cerca de 8,5 milhões de hectares na safra de verão, mas deixa mais de 6 milhões de hectares ociosos ou subutilizados no inverno, segundo dados da APASSUL (Associação de Produtores e Comerciantes de Sementes e Mudas do RS). Essa lacuna, representa uma perda de receita e uma degradação biológica que reflete na baixa produtividade histórica de grãos como a soja na região.

O LEGADO DO MANEJO REGENERATIVO

Os produtores presentes no encontro técnico promovido pela SCV, conseguiram ver – na prática – como a introdução de práticas regenerativas — como o plantio direto de longo prazo e o uso de mix de plantas de serviço (como aveias, nabos e ervilhaca) — funciona como uma estratégia de blindagem financeira e agronômica. Ao adotar esse manejo, os produtores se beneficiam diretamente de três formas:

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Redução drástica de custos: As plantas de cobertura, especialmente as leguminosas, realizam a fixação biológica e a ciclagem de nutrientes. Isso reduz a dependência de fertilizantes químicos sintéticos nitrogenados, cujos preços oscilam de forma imprevisível no mercado internacional.

Resiliência contra estiagens: Raízes profundas e palhada na superfície melhoram a estrutura física do solo, aumentam a infiltração de água e conservam a umidade. Esse fator reduz o impacto de quebras de safra em anos de escassez hídrica.

Ganhos exponenciais de colheita: Solos biologicamente ativos e ricos em matéria orgânica fornecem nutrição equilibrada às plantas durante todo o ciclo, resultando em plantas mais homogêneas e maior peso de grãos.

Conforme estudos de mercado da APASSUL, o Rio Grande do Sul enfrenta um cenário alarmante com o avanço da descapitalização do produtor. Na cultura da soja, por exemplo, a taxa de uso de semente certificada caiu para apenas 42% no estado, enquanto a média nacional é de 67%. O uso de sementes piratas ou sem procedência técnica eleva drasticamente o risco de pragas e doenças, entregando baixo vigor inicial.

Em contrapartida, as pesquisas compiladas pela entidade demonstram o oposto nas culturas que adotam tecnologia e manejo corretos. No trigo, por exemplo, o uso de sementes de alta qualidade genética acima dos 60% tem sido o principal escudo do agricultor contra as intempéries climáticas locais. Estimativas do setor indicam que a combinação de sementes de alto vigor com solo regenerado pode elevar a produtividade final em até 15%, mitigando prejuízos severos.

Pedro Basso, engenheiro agrônomo e CEO da Sementes Com Vigor (SCV), ressalta que a tecnologia inserida no insumo deve caminhar de mãos dadas com a biologia do solo. O executivo, que também atua como diretor da APASSUL, contextualiza os números do estado com as soluções apresentadas no campo experimental da SCV. “O investimento em tecnologia embarcada está levando o máximo potencial produtivo ao agricultor. No entanto, o produtor gaúcho precisa compreender que o uso de sementes certificadas de alto vigor, associado a um solo biologicamente equilibrado por meio de plantas de cobertura, é o nosso principal trunfo contra as quebras de safra causadas pelas intempéries climáticas”. Para ele, não adianta investir em genética de ponta se o sistema produtivo estiver desprotegido e com o solo empobrecido

VISÃO LOCAL SOBRE O NITROGÊNIO E O NÍQUEL

Basso explicou que o trabalho conduzido na fazenda Santo Amaro, norte do RS, visa validar análises de nutrientes que frequentemente são negligenciados, como o nitrogênio e o níquel. “A maioria das informações que temos hoje vem do Cerrado e do Norte, onde solos com matéria orgânica baixa apresentam um ganho de produtividade significativo com qualquer ação que introduza nitrogênio ao sistema. Estamos tentando trazer essas informações para a realidade do Sul”, detalha.

A referência das pesquisas no Norte aponta que solos com menos de 0,2% de nitrogênio são considerados fracos, enquanto índices acima de 0,3% indicam alto potencial produtivo. “Aqui no Sul, encontramos naturalmente solos com 0,3% e, aplicando o manejo adequado com plantas de serviço e rotação de culturas, conseguimos atingir patamares de 0,5%. Essa discrepância é muito significativa para o teto produtivo das nossas lavouras”, afirma o CEO da SCV.

Outro fator técnico observado no campo experimental envolve a dinâmica climática da região gaúcha. “Embora um solo com 0,5% de nitrogênio pareça melhor, no calor da safra de verão, um índice de 0,3% pode estar termodinamicamente mais disponível para as raízes do que 0,5% sob o clima frio de inverno. É preciso considerar que o frio, embora auxilie na retenção de nitrogênio na matéria orgânica, dificulta temporariamente a sua mineralização e a consequente absorção pelas plantas”, salienta Basso.

Com as análises validadas e as práticas demonstradas pela Sementes Com Vigor, o evento consolidou novas estratégias para que o agronegócio no Rio Grande do Sul alcance patamares mais elevados de sustentabilidade e rentabilidade. O caminho para blindar o campo contra a escassez de insumos e as variações do clima depende diretamente da transformação do solo em uma fábrica natural de fertilidade.
 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda