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El Niño: Embrapa orienta produtores do Sul a se prepararem para reduzir impactos no campo

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Diante da alta probabilidade de o El Niño permanecer ativo até o início de 2027, a Embrapa reforça o alerta para os produtores da Região Sul e recomenda planejamento antecipado para reduzir os impactos do fenômeno nas lavouras e na pecuária. A instituição publicou uma nota técnica com orientações para diferentes sistemas produtivos, diante da previsão de chuvas acima da média, temperaturas mais elevadas e aumento da pressão de doenças nas culturas. 

Esse cenário é apontado pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), que também estima em 63% a probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Para a região Sul, a previsão indica aumento das chuvas, maior nebulosidade e temperaturas acima da média durante o inverno, condições que podem afetar diferentes sistemas produtivos.

Os centros de pesquisa da Embrapa, responsáveis pela elaboração da nota técnica, compõem a Plataforma Colaborativa para Mitigação de Efeitos Climáticos Adversos na Agropecuária da Região Sul do Brasil. Mais do que alertar para os riscos, o documento busca oferecer informações técnicas que permitam o planejamento antecipado das atividades no campo, reduzindo prejuízos e evitando interpretações alarmistas sobre os efeitos do El Niño.

Segundo o pesquisador Gilberto Cunha, agrometeorologista da Embrapa Trigo, o conhecimento acumulado ao longo das últimas décadas permite que produtores, técnicos e instituições atuem de forma preventiva. O documento ressalta que a incerteza natural dos fenômenos climáticos não deve ser motivo para inação, mas sim para fortalecer a gestão dos riscos com base em evidências científicas e monitoramento constante. “Hoje sabemos muito mais sobre o El Niño do que sabíamos na década de 1980. O desafio não é prever o fenômeno, mas transformar esse conhecimento em decisões no campo”, complementa.

Ele destaca ainda que os impactos do El Niño não são inevitáveis. “O conhecimento acumulado sobre eventos anteriores permite reduzir riscos e, em alguns casos, até aproveitar condições ambientais favoráveis para determinadas culturas”, diz.
A estratégia proposta pela Embrapa combina ações de prevenção, mitigação e transferência de riscos. Além das boas práticas de manejo, a nota reforça a importância do seguro rural e da tomada de decisões com base em previsões climáticas oficiais.
 
Planejamento é a principal ferramenta

Entre as recomendações gerais, estão o respeito ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), o acompanhamento das previsões emitidas por órgãos oficiais, o planejamento criterioso dos investimentos e a adesão a programas de seguro rural. Ao mesmo tempo, traz orientações específicas para cada cadeia produtiva, reconhecendo que os impactos do El Niño variam conforme as características de cada cultivo.

A publicação também propõe que produtores ajustem investimentos e expectativas de rendimento às condições previstas para anos de El Niño, evitando decisões baseadas em cenários de produtividade excepcional e adequando o uso de insumos ao potencial real das lavouras.

Para os cereais de inverno, como trigo, cevada e aveia, as orientações se concentram na prevenção de doenças, manejo da adubação e planejamento da colheita. Já para soja, milho e arroz irrigado, o documento apresenta estratégias para reduzir perdas provocadas pelo excesso de chuva, melhorar a drenagem das áreas, proteger o solo contra a erosão e intensificar o monitoramento fitossanitário.

Na fruticultura, as orientações contemplam culturas como videira, macieira, pessegueiro, oliveira e nogueira-pecã, com medidas voltadas à drenagem dos pomares, manejo fitossanitário, conservação do solo e planejamento das operações agrícolas. A nota também dedica capítulos específicos à silvicultura, horticultura, pastagens e plantas de cobertura, reafirmando estratégias próprias de adaptação às condições climáticas previstas.
  
Segundo o pesquisador Alex Mayer, da Embrapa Clima Temperado, a fruticultura está entre as atividades agrícolas mais afetadas pelos impactos associados ao El Niño, especialmente em razão do excesso de chuvas e da ocorrência de eventos extremos. “A produção de frutas é muito sensível. Além do encharcamento do solo, que pode comprometer o sistema radicular e levar à morte das plantas, também podem ocorrer perdas provocadas por ventos intensos, granizo e erosão, prejudicando pomares, estruturas de cultivo e a própria produtividade”, explica.

Além das recomendações técnicas para as propriedades rurais, o documento propõe uma abordagem mais ampla de planejamento ambiental, incentivando ações em escala de microbacias hidrográficas, conservação do solo, fortalecimento da infraestrutura natural e adoção de sistemas produtivos mais resilientes, como os Sistemas Agroflorestais (SAFs) e a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

Transferência de tecnologia e comunicação

Outro destaque da nota técnica é a importância da transferência de tecnologia e da comunicação com os produtores. A Plataforma Colaborativa prevê a capacitação contínua de profissionais da assistência técnica e a produção de conteúdos digitais, aplicativos e materiais de fácil acesso para ampliar a disseminação das recomendações.

Para José Reinaldo Moraes, pesquisador da Embrapa Clima Temperado, “a principal mensagem da publicação é que, embora o El Niño exija atenção, ele é um evento previsível e não é sinônimo de problema garantido e, sim, de mudança de padrão de risco. Seus impactos podem ser reduzidos com planejamento antecipado, adoção de boas práticas agrícolas e acesso a informações técnicas qualificadas. Essas medidas são fundamentais para aumentar a resiliência dos sistemas produtivos diante dos eventos climáticos previstos”, destaca. 
Cunha endossa: “Não podemos mais aceitar passivamente a inabilidade para lidar com impactos adversos”. Para o pesquisador, as lições deixadas pelos eventos climáticos passados, não podem ser ignoradas. Muito pelo contrário, devem auxiliar a enfrentar as adversidades, manter estado de atenção e vigilância sobre obstáculos que, por ventura, possam surgir durante o período de maior alerta do El Niño.
 
 
 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda