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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO, 7 Jul (Reuters) – Após sustentar variações discretas ao longo do dia, o dólar se firmou em alta ante o real na reta final da sessão desta terça-feira, em sintonia com o fortalecimento da moeda norte-americana no exterior, após os EUA revogarem uma autorização para a venda do petróleo iraniano.
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Com as preocupações relacionadas ao Oriente Médio renovadas, o dólar à vista encerrou a sessão com alta de 0,42%, aos R$5,1539. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 6,10% ante o real.
Às 17h03, o dólar futuro para agosto — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — subia 0,52% na B3, aos R$5,1845.
O dólar exibiu variações contidas ante o real até o meio da tarde, quando surgiu a notícia de que os EUA revogaram uma licença geral que autorizava a venda de petróleo iraniano, conforme informou uma autoridade norte-americana, alertando que as ações do Irã no Estreito de Ormuz eram “totalmente inaceitáveis”.
Mais cedo, a agência UKMTO, ligada à Marinha britânica, informou que três petroleiros relataram terem sido atingidos por projéteis desconhecidos no Estreito de Ormuz e nas proximidades nos últimos dias. Não houve comentário imediato de Teerã, nem reivindicação de responsabilidade.
A revogação da licença deu força ao petróleo, acelerou o avanço dos rendimentos dos Treasuries e impulsionou o dólar ante outras divisas, incluindo o real.
Após marcar a cotação mínima intradia de R$5,1294 (-0,05%) às 9h30, ainda na primeira hora da sessão, o dólar atingiu a máxima de R$5,1644 (+0,63%) às 16h18, já após a notícia sobre a licença para o petróleo iraniano.
“O conflito entre EUA e Irã já se arrasta há meses sem sinal de solução, e essa indefinição segue sustentando a busca por proteção e reduzindo o espaço para cortes de juros americanos”, resumiu à tarde Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, em comentário escrito.
No exterior, o dólar também subia ante outras divisas de países emergentes, como o peso mexicano, o rand sul-africano e a lira turca.
Às 17h06, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes — subia 0,19%, a 101,050.
(Edição de Alexandre Caverni e Isabel Versiani)