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Dólar acompanha exterior e volta a fechar abaixo dos R$5,20

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Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 25 Jun (Reuters) – O dólar fechou a quinta-feira em queda e novamente abaixo dos R$5,20, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior, em uma sessão de certo alívio nas apostas de alta de juros pelo Federal Reserve.

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No Brasil o dia foi de agenda cheia, com a divulgação de novos dados de inflação e projeções do Banco Central, além de entrevista coletiva com dirigentes da autarquia.

O dólar à vista encerrou o dia com queda de 0,39%, aos R$5,1805. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 5,62% ante o real.

Às 17h18, o dólar futuro para julho — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 0,26% na B3, aos R$5,1815.

O dólar chegou a oscilar em leve alta ante o real no início do dia, mas logo depois engatou uma trajetória de perdas, em sintonia com a baixa das cotações também no exterior.

Pela manhã, a divulgação de números de inflação nos EUA ligeiramente abaixo do esperado por alguns investidores trouxe certo alívio nas apostas de alta de juros pelo Federal Reserve, o que pesou sobre os rendimentos dos Treasuries e sobre o dólar ante boa parte das demais divisas.

Assim, a moeda norte-americana se firmou em queda ante divisas como o peso mexicano, o rand sul-africano e o real.

No Brasil, a queda do dólar também ocorreu em paralelo ao fortalecimento das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) no fim da manhã, em meio à coletiva de imprensa de dirigentes do Banco Central.

Na entrevista coletiva, o diretor Paulo Picchetti afirmou que o BC não está alongando o horizonte relevante para a política monetária e não tem a intenção de fazer isso.

Segundo Picchetti, nas comunicações recentes a autarquia chamou atenção para o primeiro trimestre de 2028 porque avalia que o choque de oferta gerado pela guerra no Oriente Médio e pelo fenômeno climático El Niño afeta a inflação, mas é insensível ao que o BC faz com os juros.

Picchetti — que atualmente acumula as diretorias de Assuntos Internacionais e de Política Econômica do BC — afirmou que um choque de juros “não abriria o Estreito de Ormuz” nem afetaria o fenômeno El Niño, mas causaria uma desaceleração desordenada da atividade.

A discussão sobre o nível dos juros no Brasil, hoje em 14,25% ao ano, e nos Estados Unidos, na faixa de 3,50% a 3,75%, tem sido observada com atenção no mercado de câmbio, bastante sensível aos fluxos gerados pelo diferencial de juros.

Nos últimos meses, o diferencial de juros entre Brasil e outros países — como EUA e Japão, cujas taxas estão em níveis bem menores — vinha sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares mais baixos. Agora, a percepção é de que este diferencial pode cair.

Neste cenário, após marcar a cotação máxima de R$5,2204 (+0,38%) às 9h35, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,1667 (-0,65%) às 13h26, mantendo-se no território negativo até o fechamento.

Antes da abertura do mercado, o BC divulgou seu Relatório de Política Monetária, elevando de 1,6% para 2,0% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, citando a aceleração da atividade, o mercado de trabalho resiliente e as medidas de estímulo do governo.

Já o saldo das transações correntes projetado pelo BC para 2026 passou de déficit de US$58 bilhões para US$56 bilhões (2,1% do PIB). A leve redução do déficit esperado foi resultado, conforme o BC, do aumento do saldo comercial (exportações menos importações) projetado para o ano, na esteira do avanço dos preços do petróleo em função da guerra no Oriente Médio.

Como exportador da commodity, o Brasil tende a ver números melhores na balança comercial quando os preços do petróleo sobem. Por outro lado, o avanço dos preços do petróleo tende a pressionar a inflação.

Na abertura da sessão, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, subiu 0,41% em junho, desacelerando ante a alta de 0,62% em maio. Economistas ouvidos pela Reuters projetavam elevação de 0,44% em junho.

No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de julho.

(Edição de Isabel Versiani)

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE: 

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda