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Inmet: Condições meteorológicas podem afetar as culturas de trigo e café nas áreas produtoras da Região Sudeste

A passagem de uma frente fria sobre a Região Sudeste deverá provocar chuvas em áreas de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo ao longo desta semana. As precipitações previstas tendem a favorecer o trigo, ao contribuírem para a manutenção da umidade do solo e para o desenvolvimento das lavouras. Por outro lado, a ocorrência de chuva durante a colheita do café e a possibilidade de indução de floradas antecipadas exigem atenção dos produtores, especialmente nas principais regiões cafeeiras de São Paulo e Minas Gerais.

No caso da cafeicultura, a previsão coincide com um período sensível do ciclo da cultura. Grande parte das lavouras de café arábica encontra-se em fase de colheita nas principais regiões produtoras do Sudeste, como Sul de Minas Gerais, Cerrado Mineiro, Zona da Mata Mineira, Mogiana Paulista e Alta Paulista. Nesse contexto, as chuvas previstas podem dificultar as operações de colheita e secagem, elevar a umidade dos frutos e aumentar o risco de fermentações indesejadas, com reflexos negativos sobre a qualidade final da bebida.

Além dos impactos operacionais, as chuvas também exigem atenção em razão do estágio fisiológico da cultura. Após a colheita, os botões florais normalmente permanecem em dormência durante o período seco do inverno, condição importante para garantir uma florada principal uniforme no início da primavera. Entretanto, já existem relatos de emissão antecipada de flores em algumas regiões produtoras de São Paulo e do Sul de Minas Gerais. Nesse cenário, a ocorrência de chuva pode favorecer a quebra prematura da dormência dos botões florais e estimular floradas fora de época, o que tende a provocar desuniformidade no desenvolvimento e na maturação dos frutos, elevando a proporção de grãos verdes e reduzindo o potencial de qualidade da bebida. Após a passagem da frente fria, a entrada de ar mais frio tende a desacelerar temporariamente a atividade fisiológica das plantas, com maior redução das temperaturas em áreas de maior altitude da Serra da Mantiqueira e do Sul de Minas Gerais.

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Figura 1. Precipitação, evapotranspiração de referência (ETo) e temperatura mínima para o período de 02 de abril a 29 de junho de 2026 em Varginha (MG). Fonte: SISDAGRO/INMET.

A Figura 1 mostra que, em Varginha (MG), as chuvas observadas ao longo de abril, maio e junho foram irregulares, mas ocorreram em um contexto de temperaturas amenas e baixa demanda evaporativa, condições compatíveis com o período de colheita do café. Para os próximos dias, a previsão de chuvas associadas à frente fria reforça a necessidade de atenção nas operações de colheita e secagem, além do monitoramento de possíveis efeitos sobre a dormência dos botões florais.

Para o trigo, o cenário tende a ser favorável nas áreas cultivadas de São Paulo e Minas Gerais, uma vez que as chuvas previstas devem contribuir para a manutenção da umidade do solo e para o desenvolvimento vegetativo das lavouras. Em Itapeva (SP), importante polo produtor da cultura, os volumes de chuva observados ao longo de abril, maio e junho, contribuíram para manter condições adequadas de disponibilidade hídrica, sem indicativos de restrição significativa para a cultura. A previsão de persistência das chuvas, reforça esse quadro, favorecendo o desenvolvimento das plantas.

As temperaturas mais baixas previstas para os próximos dias também tendem a beneficiar o trigo, uma vez que a cultura apresenta melhor desempenho sob condições de clima ameno. Em lavouras em estádios iniciais, o frio moderado tende a ser bem tolerado e pode inclusive favorecer o perfilhamento. Por outro lado, áreas em fases mais avançadas, especialmente durante alongamento, floração e enchimento de grãos, apresentam maior sensibilidade a quedas acentuadas de temperatura, o que exige acompanhamento das condições meteorológicas.

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Figura 2. Precipitação, evapotranspiração de referência (ETo) e temperatura mínima para o período de 02 de abril a 29 de junho de 2026 em Itapeva (SP). Fonte: SISDAGRO/INMET.

 Previsão do Tempo

Nos próximos dias, a atuação de uma frente fria sobre a Região Sudeste favorecerá a ocorrência de chuvas em áreas de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, com os maiores acumulados concentrados entre o sul de Minas Gerais, o norte e nordeste paulista e o sul fluminense, onde os volumes podem superar 40 mm.

Após a passagem do sistema, uma massa de ar mais frio avançará sobre a região, promovendo redução das temperaturas, especialmente no leste de São Paulo e no sul de Minas Gerais, com valores inferiores à 16ºC. Esse cenário deverá manter condições de tempo mais ameno ao longo da semana, com menor demanda evaporativa e maior permanência da umidade no solo.

Diante desse quadro, as condições meteorológicas tendem a favorecer o desenvolvimento das culturas de inverno, especialmente do trigo. Para a cafeicultura, entretanto, o período requer atenção quanto à condução das atividades de colheita e ao monitoramento das lavouras, uma vez que a combinação entre umidade e temperaturas mais baixas pode influenciar tanto as operações em campo quanto a dinâmica fisiológica das plantas. Nesse contexto, o acompanhamento contínuo das atualizações meteorológicas é fundamental para orientar o manejo das lavouras e o planejamento das operações de campo.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda