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PL 5122 avança e pode abrir caminho para renegociação ampla de dívidas no campo

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O Projeto de Lei 5122, que cria uma linha especial para renegociação de dívidas rurais, ganhou novo impulso após aprovação no Senado Federal e é visto por lideranças do setor agropecuário como uma das principais alternativas para enfrentar a crise financeira que atinge produtores em diferentes regiões do país. A proposta agora retorna à Câmara dos Deputados e, caso não sofra alterações, poderá seguir para sanção presidencial.

Durante transmissão online promovida pela Aprosoja Mato Grosso, o presidente da entidade, Lucas Costa Beber, o consultor de Relações Governamentais, Thiago Rocha, e a gerente de Política Agrícola, Rosicler Saporski, detalharam os principais pontos do texto e os próximos passos da tramitação, além de tirar duvidas dos produtores que acompanharam a live.

Segundo Lucas Costa Beber, o endividamento rural não é resultado de um único fator. O dirigente citou perdas provocadas por eventos climáticos, aumento dos custos de produção, oscilações nos preços das commodities, juros elevados e impactos decorrentes de conflitos internacionais. “Nós encontramos uma série de fatores que convergem ao endividamento agrícola brasileiro”, afirmou.

Resistência política e próximos passos

Após a aprovação no Senado, o projeto retorna à Câmara dos Deputados. A expectativa das entidades é que a tramitação ocorra de forma rápida para evitar novos atrasos na implementação das medidas.

De acordo com Thiago Rocha, existe resistência por parte do Poder Executivo em relação à proposta. Segundo ele, os argumentos apresentados envolvem impacto fiscal e questões orçamentárias, mas a avaliação da entidade é de que também há um componente político na discussão. “Hoje não se discute o mérito, discute-se a ordem política”, declarou.

Rosicler Saporski destacou que alterações significativas no texto durante a nova análise da Câmara podem prolongar ainda mais a tramitação. “Em termos de urgência, o ideal é que seja aprovado sem modificações”, afirmou.

Projeto amplia alcance das dívidas contempladas

Um dos principais avanços apontados pelos entrevistados é a ampliação das situações que poderão ser enquadradas na renegociação. Segundo Rosicler, o texto aprovado no Senado não contempla apenas perdas causadas pelo clima. “Ela abarca todos os tipos de dívidas. Então, dívidas oriundas de problemas climáticos, de problemas mercadológicos, de situações e questões geopolíticas”, explicou.

A gerente ressaltou ainda que o próprio texto menciona impactos econômicos negativos decorrentes de conflitos internacionais, além de situações relacionadas à redução dos preços de comercialização e ao aumento dos custos de produção.

Para Thiago Rocha, esse reconhecimento representa uma mudança importante em relação às versões anteriores da proposta. Segundo ele, o texto passou a refletir melhor a realidade enfrentada pelos produtores rurais nos últimos anos.

Não é perdão de dívida, dizem representantes

Outro ponto enfatizado pelos participantes foi a necessidade de esclarecer que o projeto não prevê anistia ou perdão de débitos.

“O produtor tem que oferecer as garantias, e a garantia dele é a terra”, afirmou Thiago Rocha. Segundo ele, o que está sendo proposto é uma readequação financeira, com novos prazos e condições de pagamento consideradas mais compatíveis com a situação atual do setor.

Lucas Costa Beber reforçou o entendimento de que a medida busca preservar toda a cadeia produtiva. Para ele, a proposta permite que produtores mantenham suas atividades e continuem honrando compromissos junto a fornecedores, cooperativas, revendas e instituições financeiras.

A proposta também alcança operações dentro e fora do sistema financeiro. Conforme explicaram os especialistas, poderão ser enquadradas dívidas bancárias, CPRs, operações com tradings, cerealistas, fornecedores e revendas, desde que atendam aos critérios previstos no texto.

Recursos virão do fundo social e de fundos constitucionais

Questionado sobre a origem dos recursos, Thiago Rocha explicou que uma das fontes previstas é o Fundo Social, abastecido com recursos provenientes do pré-sal. Segundo ele, o texto preserva integralmente as destinações obrigatórias já existentes para áreas como saúde e educação. “Não é um dinheiro dado, não é fundo perdido”, afirmou.

Além do Fundo Social, a proposta prevê utilização de recursos oriundos de fundos constitucionais e de outros fundos administrados pelo Ministério da Fazenda.

Rosicler destacou que a utilização desses recursos não altera as aplicações obrigatórias já previstas em lei, ponto que tem sido alvo de debate durante a tramitação da proposta.

Prazo pode chegar a 13 anos com carência

Entre os pontos que mais despertam interesse dos produtores está o prazo para pagamento das operações.

Segundo Thiago Rocha, a linha especial prevê até 13 anos para quitação, já incluídos pelo menos dois anos de carência. “Prazo de pagamento, 13 anos incluídos ao menos dois de carência”, reforçou Rosicler durante a transmissão.

Os entrevistados explicaram ainda que situações consideradas excepcionais poderão receber tratamento diferenciado por meio de regulamentação posterior. Outro aspecto relevante envolve as taxas de juros, que serão definidas conforme o porte econômico do produtor.

Taxas variam conforme o tamanho do produtor

Pelo texto aprovado no Senado, produtores enquadrados nas regras equivalentes ao Pronaf poderão acessar taxas de 3,5% ao ano. Para operações enquadradas no perfil semelhante ao Pronamp, a taxa prevista é de 5,5% ao ano.

Já produtores com faturamento superior ao limite do Pronamp poderão acessar operações com juros de 7,5% ao ano. Segundo Thiago Rocha, também poderão participar da linha especial as cooperativas de produção, ampliando o alcance da medida dentro do setor agropecuário.

Regulamentação ainda será decisiva

Apesar do avanço legislativo, os entrevistados alertam que parte importante da efetividade do projeto dependerá da regulamentação futura.

Segundo Thiago Rocha, diversos detalhes operacionais deverão ser definidos pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Executivo. “Tem muita coisa sob regulamentação do CMN e do Executivo”, afirmou.

Rosicler Saporski destacou ainda a importância de os produtores começarem desde já a organizar documentos, laudos técnicos e informações financeiras que possam comprovar dificuldades decorrentes de perdas climáticas ou problemas de fluxo de caixa.

Para Lucas Costa Beber, o momento exige mobilização e rapidez. “Não está prejudicando só o setor, está prejudicando toda a economia do país”, afirmou. Segundo ele, a expectativa das entidades é que a proposta avance rapidamente nas próximas etapas para que os produtores tenham acesso às condições previstas antes do agravamento da situação financeira em diversas regiões produtoras.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda