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Faleceu o professor Urgel de Almeida Lima, referência do setor sucroenergético

Faleceu nesta quarta-feira, 3 de junho, aos 97 anos, Urgel de Almeida Lima. Docente aposentado do departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos, Urgel ingressou na Esalq em 1947. Foi professor de tecnologia de fermentação, açúcar e álcool na Esalq por 35 anos e aposentou-se em 1987.

O velório ocorrerá no próximo dia 5 de junho, das 10h às 15h, no Memorial Metropolitano de Piracicaba (R Cajobi, 326 – Continental).

Engenheiro Agrônomo pela Esalq/USP (1951). Especializou-se em Tecnologia do Álcool na Écoles Nationale des Industries Agricoles et Alimentaires, na França, e em Fermentação Industrial no Departamento de Fermentaciones Industrialies do Patronato Juan de la Cierva, na Espanha. Foi professor de Tecnologia de Fermentações na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, entre 1971-2000. Atuou como consultor técnico-científico nacional e internacional em questões ligadas aos processos de fermentação alcoólica. Foi ainda um dos fundadores da Fealq, tendo atuado como Presidente do Conselho Curador e Diretor da Fundação. Na Esalq, Urgel de Almeida Lima dá nome ao anfiteatro do departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos.

Aos 94 anos, lançou em junho de 2023 o livro Aguardente de Cana-de-Açúcar. A obra, publicada pela Editora Fealq, retrata os principais processos que envolvem a fabricação de aguardente de cana-de-açúcar, sua evolução e desafios. Atualiza pontos centrais debatidos na edição de 1999 de “Aguardente – Fabricação em Pequenas Destilarias” – escrito pelo mesmo autor –, além de agregar temas relevantes para o futuro da produção desta bebida em uma perspectiva de médio e longo prazos.

Em agosto de 2005, o professor Urgel concedeu entrevista aos jornalistas Alicia Nascimento Aguiar e Marcelo Basso, para o boletim Esalq Notícias, reproduzida na íntegra logo à seguir.

Entrevista

Conheço bem a história da Esalq, porque passei minha infância dentro dela”

Ainda menino, Urgel de Almeida Lima, natural da cidade de Franca (SP), vinha passar férias na Esalq. O tio, Jayme Rocha de Almeida, diretor da instituição em duas oportunidades, que na Escola residia, o acolhia e nas horas de trabalho o levava para o laboratório, local onde Urgel permanecia com os funcionários fazendo pinga, xarope, rapadura, conserva de alimentos e coisas do tipo. “Em 1938, aos nove anos de idade, comecei a viver na Escola. Conheci bem a história da Esalq, exatamente pelo fato de passar parte da minha infância dentro dela. É um privilégio”, comenta com orgulho. “Meu tio morava na casa onde hoje funciona o CIAGRI e era vizinho do professor Phillipe Westin Cabral de Vasconcelos”.

Foi assim, numa investigação de criança, com o espírito curioso e grande interesse pela tecnologia, que Urgel ingressou na Esalq para fazer agronomia, no ano de 1947. A avidez pelo conhecimento fez com que ele estagiasse em diversos departamentos. “Onde pude fazer estágios eu fiz, então adquiri uma visão geral de agronomia, que me ajudou muito a atuar na área de tecnologia”. Porém essa foi sua segunda opção na escolha de uma profissão. Ele queria mesmo ser piloto de caça da Força Aérea Brasileira, mas por impedimento do pai, ingressou na faculdade. Como consolo, ganhou o brevê de piloto.

Urgel não participou de sua formatura, pois em dezembro de 1951 começou a viajar passando pelos estados de Pernambuco, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais para atender às destilarias onde atuou como vendedor técnico. O brevê serviu muitas vezes para seus “Conheço bem a história da Esalq, porque passei minha infância dentro dela”.

Em meados de 1952, foi convidado a trabalhar na área de bioengenharia, do Instituto Zimotécnico, especializado em fermentações, anexo à oitava cadeira da Esalq – Tecnologia Agrícola, hoje departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição. Nessa época a Escola possuía três institutos independentes: Zimotécnico, Solos e Genética, que com o passar dos anos foram desativados por razões administrativas. “O Zimotécnico deu à Esalq doze doutores que permaneceram na cadeira de tecnologia agrícola. Foi um caso inédito. Não havia nenhuma cadeira que tivesse tantos doutores como aquela”, destaca Urgel. Sempre muito envolvido com a tecnologia do açúcar e do álcool, Urgel faz comentários interessantes relacionados à sua linha de pesquisa. Um deles, por exemplo, refere-se ao etanol.

“O combustível etanol foi usado, pela primeira vez, no fim do século XIX. Os primeiros motores de combustão usavam etanol, que foi deixado de lado após a descoberta do petróleo”.

O professor, que publicou o livro “Aguardente, fabricação em pequenas destilarias”, comenta que se considera, sem modéstia nenhuma, uma autoridade em aguardente. “Posso dar conselhos àqueles que fabricam o produto e prever coisas que irão acontecer”.

Urgel foi professor de tecnologia de fermentações, açúcar e álcool na Esalq por 35 anos e dois dias, como bem gosta de lembrar, quando se aposentou em 1987. Com autorização para acumulação de cargo, foi coordenador do curso de agronomia da Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu, de onde se originou a Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp, campus de Botucatu.

Todos os títulos acadêmicos que obteve foram pela Esalq, de doutor a professor titular. Atuou, ainda, como vice-diretor da Esalq, no período de 1983 a 1987 e como diretor da Fundação de Estudos Agrários “Luiz de Queiroz”, de janeiro de 1998 a janeiro de 2001. Plenamente satisfeito com a profissão que abraçou, Urgel chegou a orientar duas dezenas de profissionais em nível de mestrado e doutorado, os quais atingiram posições de destaque em instituições de ensino e pesquisa.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda