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Regra federal sobre teor de gordura coloca em risco receita da Linguiça Blumenau

Uma determinação do Governo Federal, baseada em orientações do Ministério da Agricultura e Pecuária, acendeu um alerta entre produtores do Vale do Itajaí ao alterar parâmetros da Linguiça Blumenau, embutido tradicional reconhecido como patrimônio cultural imaterial de Santa Catarina. A medida reduz de 42% para 30% o percentual máximo de gordura permitido na composição do produto, atingindo diretamente a receita original.

A mudança provocou reação imediata de produtores e representantes do setor, que defendem a preservação das características históricas do alimento. Em entrevista ao Portal ND Mais, o diretor financeiro da Associação das Indústrias Produtoras de Linguiça Blumenau (Alblu), João Rodrigues de Souza Júnior, afirmou que a entidade pretende intensificar o diálogo com órgãos públicos para buscar uma solução.

“Temos a plena certeza de que seremos atendidos e teremos restabelecidos os parâmetros tradicionais da nossa linguiça Blumenau, que atende rigorosamente o caderno de especificações técnicas da Indicação Geográfica e da Norma Interna Regulamentadora oficial”, disse. Segundo ele, tanto a Secretaria de Agricultura, por meio da SAPE/Cidasc, quanto o Ministério da Agricultura são parceiros do setor, o que reforça a expectativa de entendimento.

Identidade regional

A Linguiça Blumenau possui selo de Indicação Geográfica concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial desde 2024, reconhecimento que consolida suas características históricas, territoriais e físico-químicas. Produzido há quase um século em 16 municípios do Vale do Itajaí e do Alto Vale, o embutido é elaborado exclusivamente com cortes suínos como paleta, pernil e toucinho.

O processo de fabricação inclui pelo menos dois dias em defumadores abastecidos com carvão e serragem, etapa considerada essencial para garantir o sabor e a identidade do produto. O selo obtido junto ao INPI, na categoria Indicação de Procedência, reforça justamente a ligação entre o método tradicional e a região de origem.

Diante da repercussão, o deputado estadual Napoleão Bernardes apresentou na Assembleia Legislativa de Santa Catarina uma Proposta de Sustação de Ato para tentar barrar os efeitos da Portaria nº 14/2026, editada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária para atender às novas exigências federais.

“A Linguiça Blumenau não é apenas um alimento. Ela representa a história, a cultura, a imigração e a identidade do nosso povo. Não faz sentido uma decisão burocrática tomada em Brasília desfigurar uma receita tradicional construída há gerações e reconhecida oficialmente”, afirmou o parlamentar.

Na avaliação do deputado, a medida cria um conflito entre o reconhecimento da receita tradicional e a exigência técnica imposta. “Os produtores podem ficar no meio de um impasse absurdo: se seguem essa orientação, descaracterizam um produto protegido por Indicação Geográfica; se mantêm a receita original, ficam sujeitos a questionamentos sanitários e regulatórios. É uma insegurança jurídica completamente inaceitável”, disse.

Autor da lei que reconheceu a Linguiça Blumenau como patrimônio cultural catarinense, Napoleão Bernardes criticou o que classificou como interferência burocrática em uma tradição consolidada. A expectativa é de que a proposta avance na Alesc e amplie o debate sobre os limites da regulação federal em produtos tradicionais reconhecidos por sua origem.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE: 

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda