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Primeira usina de etanol de trigo do Brasil abre novo mercado para cereais de inverno no Rio Grande do Sul

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O Rio Grande do Sul, responsável por grande parte da produção nacional de trigo, deverá ganhar nos próximos anos um novo mercado para os cereais de inverno. A construção da primeira usina brasileira de etanol de trigo em larga escala, em Passo Fundo, promete movimentar uma cadeia produtiva capaz de absorver 525 mil toneladas de matéria-prima por ano e reduzir a dependência estadual de combustíveis importados.

Atualmente, cerca de 99% do etanol consumido no estado vem de outras regiões do país. A expectativa é que a nova estrutura industrial seja capaz de suprir aproximadamente 23% da demanda gaúcha pelo biocombustível, fortalecendo a oferta regional e criando alternativas para a comercialização da produção agrícola.

Além dos reflexos sobre o setor energético, o empreendimento pode representar uma nova fonte de receita para produtores que cultivam trigo, triticale e outros cereais durante o inverno. A iniciativa surge em um momento de expansão dos biocombustíveis no Brasil e de busca por maior aproveitamento das áreas agrícolas fora da safra de verão.

Nova demanda pode valorizar a produção agrícola

A chegada de uma indústria com grande capacidade de processamento tende a ampliar as possibilidades de destino para os cereais produzidos no estado. Na prática, isso pode reduzir a dependência exclusiva dos mercados tradicionais de alimentos e criar uma alternativa adicional de comercialização para os agricultores.

Segundo Ricardo Reckziegel, diretor comercial da Be8, o projeto está diretamente ligado ao crescimento do mercado de combustíveis renováveis e ao potencial produtivo existente no campo. “A tese do investimento é aproveitar o boom dos biocombustíveis no país, o potencial produtivo de trigo em segunda safra no Rio Grande do Sul e a carência do estado, que atualmente importa todo o etanol que utiliza”, afirmou.

A localização escolhida também favorece o abastecimento da futura unidade. De acordo com o executivo, a região de Passo Fundo concentra cerca de 170 municípios responsáveis por mais da metade da produção estadual de trigo, facilitando a integração entre produtores, cooperativas e indústria.

Melhoramento genético ganha importância

 

O avanço da produção de etanol a partir do trigo também estimula pesquisas voltadas ao desenvolvimento de materiais mais adequados para uso industrial. Entre as iniciativas estão programas de melhoramento genético focados em cultivares com maior concentração de amido, característica fundamental para elevar a eficiência na fabricação do biocombustível.

Parcerias com instituições de pesquisa e empresas de genética já resultaram no desenvolvimento de variedades específicas destinadas a esse mercado. Além de atender às necessidades da indústria, esses materiais também foram desenvolvidos para ampliar o aproveitamento dos coprodutos gerados durante o processamento.

“É uma oportunidade viável de renda para a cultura de cereais de inverno e os resultados desta parceria trarão benefícios diretos à cadeia produtiva do trigo, permitindo agregação de valor aos cereais para fins de produção de biocombustíveis”, destacou Reckziegel.

Coprodutos podem beneficiar a pecuária

Os impactos da nova cadeia não se limitam à produção de combustível. O processamento dos cereais também gera produtos destinados à alimentação animal, como DDGS, farelo úmido e glúten vital, ingredientes amplamente utilizados em sistemas de produção pecuária.

Para pecuaristas, especialmente aqueles que trabalham com confinamento e semiconfinamento, a ampliação da oferta desses insumos pode contribuir para melhorar a disponibilidade regional de alimentos energéticos e proteicos. A presença de uma indústria próxima das áreas produtoras também tende a reduzir custos logísticos ao longo da cadeia.

Segundo o diretor comercial da Be8, a expectativa é criar um ambiente de negócios capaz de conectar agricultura e produção animal. “Carregamos a responsabilidade de desenvolver um trabalho capaz de agregar valor, gerar renda e ampliar as opções para os produtores, desde a comercialização de trigo, milho e triticale até a oferta de novos produtos, como o DDGS e o farelo úmido”, afirmou.

Redução de importações pode fortalecer competitividade

Outro efeito esperado é a diminuição da dependência brasileira de determinados insumos importados. Entre eles está o glúten vital, utilizado pela indústria alimentícia e atualmente adquirido principalmente de fornecedores internacionais.

A produção nacional desse ingrediente poderá ampliar a competitividade da cadeia agroindustrial e reduzir a saída de recursos destinados às importações. Além disso, especialistas do setor avaliam que o aumento da oferta doméstica pode estimular novos investimentos ligados ao processamento de cereais.

Para Reckziegel, o projeto representa uma oportunidade de agregar valor à produção agrícola gaúcha. “A natureza inovadora deste projeto representa um novo capítulo para o agro gaúcho, agregando valor para toda a cadeia produtiva, com a otimização do uso das áreas produtivas durante o inverno e o desenvolvimento genético de trigo para atender as demandas dos mercados de alimentos e energia limpa”, disse.

Biocombustíveis ampliam espaço no agronegócio

O crescimento da indústria de biocombustíveis tem sido apontado como uma das principais tendências do agronegócio brasileiro. Além de contribuir para a diversificação da matriz energética, o setor vem criando novas oportunidades para cadeias agrícolas que buscam ampliar a agregação de valor à produção.

Nesse contexto, os cereais de inverno passam a ganhar importância estratégica, especialmente em regiões com elevado potencial produtivo e disponibilidade de áreas agrícolas durante parte do ano. A combinação entre produção de energia, alimentos e nutrição animal reforça o papel desses cultivos dentro dos sistemas agropecuários.

“Os biocombustíveis são sinônimos de crescimento do PIB, geração de empregos, agregação de valor ao agronegócio e reindustrialização por meio de mais investimentos”, afirmou Reckziegel.

Com previsão de ampliar a demanda por trigo e outros cereais de inverno, a nova usina inaugura uma etapa diferente para o setor no Rio Grande do Sul. Mais do que produzir combustível, o projeto sinaliza o surgimento de um mercado capaz de conectar agricultura, pecuária e indústria em uma mesma cadeia de valor.

 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda