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Dívida pública do Brasil sobe 1,9% em abril enquanto investidor busca proteção em título atrelado à Selic

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Por Bernardo Caram

BRASÍLIA, 27 Mai (Reuters) – A dívida pública do Brasil cresceu 1,91% em abril na comparação com o mês anterior sob efeito da despesa com juros e de um aumento nas emissões de títulos pelo governo, enquanto a volatilidade nos mercados tem levado investidores a buscar proteção, aumentando fortemente a demanda por títulos atrelados à taxa Selic.

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A dívida pública federal do Brasil atingiu R$8,798 trilhões em abril, segundo dados do Tesouro Nacional apresentados nesta quarta-feira. O resultado reflete uma alta de 1,93% na dívida pública mobiliária interna, a R$8,462 trilhões, enquanto a dívida pública federal externa cresceu 1,28% e atingiu R$335,9 bilhões.

As emissões da dívida interna somaram R$201 bilhões em abril, maior valor em 12 meses, enquanto os resgates totalizaram R$133 bilhões. Como resultado, a emissão líquida no mês ficou em R$68 bilhões, valor que se somou a uma apropriação positiva de juros de R$92,5 bilhões.

Em meio ao cenário internacional volátil gerado pela guerra no Irã, o Tesouro disse que foi mantido o maior apetite dos investidores por títulos atrelados à Selic. Esses papéis acompanham a taxa básica de juros, sendo uma opção menos volátil do que títulos com remuneração parcialmente ou integralmente prefixada, que sofrem variações de preço em resgates antecipados.

Em abril, os títulos flutuantes, atrelados à Selic, representaram 48,6% do estoque total da dívida, contra 47,7% um mês antes. Dados preliminares de maio mostram ainda que os títulos flutuantes tiveram participação relativa de 69,7% das novas emissões, contra 56% em abril.

“É natural que os investidores demandem mais esse título para tirar o risco do mercado, se protegerem em relação ao movimento de volatilidade”, disse o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro, Helano Borges Dias.

O Plano Anual de Financiamento do Tesouro prevê que esse título responda neste ano por uma fatia de 46% a 50% do estoque, banda que Dias disse considerar “suficiente” para acomodar mais emissões, ponderando que ela pode ser alterada em setembro caso o Tesouro considere necessário.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, indicou nesta semana que a dependência do governo brasileiro de títulos atrelados à Selic na composição da dívida pode dificultar o trabalho da autarquia, já que elevações da Selic aumentam a renda dos detentores desses papéis e podem pressionar a inflação.

Dias reconheceu que esse é um dos fatores que poderia reduzir a potência da política monetária, junto com outros “vários elementos”, como o crédito direcionado, que obedece a regras do governo. Segundo ele, o Tesouro trabalha com a perspectiva de redução da parcela desses títulos no longo prazo.

“A gente entende que o processo de consolidação fiscal é fundamental para que a gente caminhe nessa direção, a gente vem fazendo esse trabalho”, disse, argumentando que a própria curva de juros futuros indica que ainda há espaço para o BC cortar os juros básicos, hoje em 14,50% ao ano.

COLCHÃO DE LIQUIDEZ EM RECUPERAÇÃO

A reserva de liquidez –colchão de recursos para gestão da dívida pública– se recuperou no mês, ao passar de R$885 bilhões em março para R$1,092 trilhão em abril, uma alta nominal de 23,3%. O valor é suficiente para quitar 8,91 meses de vencimentos de títulos, contra 5,69 registrados um mês antes.

Dias afirmou que o indicador dá conforto à gestão da dívida pública, com o Tesouro se preparando para uma torre relevante de vencimentos de títulos prevista para setembro. Depois, segundo ele, o último trimestre do ano será de alívio, com poucos vencimentos.

Apesar da volatilidade, o Tesouro apontou que perspectivas de um acordo entre EUA e Irã no mês de abril reduziram a aversão ao risco ao longo do mês passado, com recuperação de mercados emergentes no período.

De acordo com as informações da pasta, o custo médio do estoque da dívida pública federal acumulado em 12 meses teve uma ligeira alta no mês passado, indo de 12,20% ao ano em março para 12,22% ao ano.

O custo médio das novas emissões de títulos da dívida interna também subiu, passando de 13,92% ao ano em março para 14,08% no mês passado.

Em relação ao perfil de vencimentos da dívida pública, o Tesouro informou que o prazo médio do estoque passou de 4,10 anos em março para 4,12 anos em abril.

Em relação ao mês de maio, a secretaria disse que a incerteza sobre a resolução do conflito entre Estados Unidos e Irã, combinada à expectativa de juros reais mais elevados nos EUA, elevou a aversão ao risco, com impacto negativo sobre mercados emergentes e elevação nos juros futuros do Brasil.

(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda