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Urgência na expansão da capacidade do Porto de Santos e os desafios macroeconômicos globais marcam o segundo dia do XXV Seminário Internacional do Café

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A urgente necessidade de ampliação da capacidade operacional e da infraestrutura do Porto de Santos para mitigar prejuízos bilionários e sustentar o escoamento agrícola foi o tema central na manhã desta terça-feira (20), no segundo dia do XXV Seminário Internacional do Café. Sediado no Santos Convention Center, o fórum reúne lideranças empresariais, exportadores e autoridades setoriais. A programação do evento tem continuidade esta tarde.

O descompasso histórico entre o avanço da demanda produtiva nacional e o ritmo de investimentos nos berços de atracação pautou os debates do painel Infraestrutura e Logística, que foi mediado pelo diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), Mário Povia. Na oportunidade, o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, cobrou celeridade na execução de projetos estruturais.

“Estamos há 100 anos estudando uma ligação seca entre as margens do porto. Além disso, há 13 anos, discutimos a modelagem do Tecon Santos 10, que, em pleno funcionamento, aumentaria nossa capacidade. Por que somos tão lentos para implementar o que é óbvio?. Quando o Tecon sair, nosso porto vai se tornar o 20º do mundo”, frisou, concluindo: “O porto tem pressa, assim como a carga e os produtores. Estes, com razão, exigem ação conjunta e previsibilidade de crescimento”.

Fabrizio Pierdomenico, sócio-diretor da Agência Porto Consultoria Portuária e Empresarial, alertou que o complexo opera com sua capacidade comprometida, repetindo um ciclo crônico em que a demanda asfixia a oferta de berços. Esta situação, no entendimento do executivo, tem como uma de suas razões a falta de investimento.

“Os últimos grandes aportes financeiros do poder público em infraestrutura foram a perimetral da margem direita e a dragagem de aprofundamento de 2010 para 2011. Precisamos de modelos de gestão que permitam ao setor público e ao privado terem a mesma velocidade de investimento”, salientou.

Sob a ótica operacional dos armadores, o managing director da Solve Shipping, Leandro Barreto, apresentou dados que comprovam um crescimento de 20% na demanda por infraestrutura portuária no Brasil entre 2024 e 2025 — o dobro da média global. Ele ressaltou que as companhias de navegação acompanharam esse ritmo ao expandirem em 40% a oferta de navios porta-contêineres, injetando uma capacidade de 800 mil TEUs — TEUs é uma unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés. Entretanto, os terminais não avançaram na mesma proporção.

“Quando um terminal opera acima de 65% de utilização, não há margem para receber navio atrasado, amortecer greves ou mau tempo. Os principais terminais brasileiros operam hoje perto de 90% de ocupação de berço”, explicou.

De acordo com Barreto, esse nível extremo de ocupação derruba a produtividade e o nível de serviço. “Em 2025, cerca de 50% das escalas de navios registraram atrasos. A conta não fecha. A boa notícia é que os terminais brasileiros estão investindo para elevar a capacidade de 20 milhões para 25 milhões de TEUs”.

Os impactos financeiros diretos dessa ociosidade forçada e do congestionamento marítimo foram quantificados pelo sócio da Neowise Consultoria, Luis Montenegro, que apresentou um estudo sobre o prejuízo causado pelas filas de navios no Porto de Santos. Conforme o levantamento, o custo da espera foi de R$ 775,3 milhões apenas em demurrage (multas por sobreestadia de navios) em 2024. No acumulado desde 2019, o montante é de R$ 3,8 bilhões. “Este valor não se recupera mais e poderia ter sido reinvestido em infraestrutura, mas foi gasto por ineficiência. É o custo do tempo. Um porto congestionado só resolve seu problema aumentando a capacidade. Se eu amplio, acabo com a fila e diminuo o custo”.

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Capacidade operacional e da infraestrutura do Porto de Santos para mitigar prejuízos bilionários e sustentar o escoamento agrícola foi o tema central na manhã desta terça-feira

Aumento de receita

A busca por maior rentabilidade e eficiência comercial na cadeia exportadora também foi abordada no seminário. Quem tratou do tema foi o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), Pavel Cardoso. Ele admitiu que a participação do país no faturamento global ainda é muito baixa se comparada ao volume produzido. Por isso, o grande objetivo do setor é elevar a competitividade, para aumentar a geração de riqueza no país.

“O Brasil detém 40% da produção mundial de café, mas ficamos com receita muito aquém. Apenas como exemplo, nos Estados Unidos, a receita por trabalhador do segmento é de 155 mil dólares. Aqui, é inferior a 3 mil dólares. Geramos receita total por funcionário 53 vezes menor que a americana”, disse.

Para mitigar essa disparidade e fortalecer o posicionamento do grão nacional lá fora, a ABIC estruturou uma série de ações estratégicas focadas em modernizar e promover a marca institucional “Cafés do Brasil”. Diante da falta de investimentos históricos identificada por auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) no Funcafé (Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), a entidade direcionou esforços para garantir verbas específicas de promoção. A principal iniciativa consistiu em transformar, completamente, a identidade visual da marca.

“Identificamos a necessidade de provocar a promoção da imagem. Enxergamos a necessidade de redesenhar a marca, que era dos anos 1980 e já não conversava com o mundo. A nova marca serve de alicerce para os próximos passos que iremos direcionar”, explicou.

Como parte desse esforço agressivo de difusão, a marca reformulada foi patrocinada em plataformas globais de alta visibilidade, incluindo o Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1, em Interlagos, expondo o produto para um público de 500 milhões de espectadores.

Cenário macroeconômico

O evento contou, ainda, com o economista Pablo Spyer, que analisou o impacto das tensões geopolíticas globais e o avanço tecnológico na atividade econômica. O analista mapeou como os conflitos internacionais desenham um quadro de pressões exógenas sobre a inflação e o produto interno bruto (PIB).

“O principal tema no mundo hoje é a guerra no Oriente Médio, que fez o preço do petróleo disparar com força. Estava em 70 dólares e, em cerca de dois meses, foi a 110 dólares, uma alta de 50% que tem muitos efeitos colaterais, sendo o principal a alta dos combustíveis, que interfere no frete. O Estreito de Ormuz não é só petróleo; passa gás natural, importante para a Europa, e passam também fertilizantes e insumos como amônia, fosfato e potássio, coisas que usamos no Brasil. Os preços dos fretes subiram demais. Há toda uma mudança nas estruturas do comércio global, com preço de energia subindo, inflação subindo, puxando o PIB para baixo”, alertou. Spyer detalhou que, caso o conflito persista por mais de três meses, a inflação global pode subir 2,8%, e o PIB mundial encolher até 3,15%, com um impacto direto no Brasil de 0,4% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) a cada 10% de valorização do barril.

A conjuntura internacional aponta para uma desaceleração nos mercados emergentes e na Zona do Euro, enquanto a China enfrenta uma crise, com metas de crescimento abaixo de 5% e o retorno do uso de usinas de carvão. Em contrapartida, os EUA mantêm resiliência amparados pelo consumo interno. Ainda, o dólar está em queda.

Por sinal, diante do enfraquecimento recente da moeda norte-americana, o economista estabeleceu as projeções macroeconômicas para o mercado interno. “Nosso PIB deve crescer 2% este ano. Já a inflação segue controlada, mas tende a ficar em 5,3%. Prevemos que o dólar termine 2026 a R$ 5,00. Por fim, a taxa Selic pode ficar em 13,75%”.

Mesmo assim, o especialista afirmou estar otimista com a economia brasileira. “A demanda está muito forte, e estamos em pleno emprego. Também vieram o início do corte de juros e a reforma tributária, que vai melhorar nossa visão no mundo”, declarou.

A respeito do café, Pablo Spyer ressaltou que o grão vive bom momento. “Devemos bater recordes (de safra). O consumo segue aumentando sem parar e quero ver quando a China tiver um boom… o café vai brilhar de novo”.

O XXV Seminário Internacional do Café Santos tem patrocínio de MSC, Brasil Terminal Portuário, StoneX, Autoridade Portuária de Santos, ApexBrasil, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Governo Federal, Ofi, Sucafina, LDC e Nucoffee. Cafeteria oficial: Cooxupé, SMC e Prima Qualità.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda