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Por Patricia Zengerle e Bo Erickson
WASHINGTON, 1 Mai (Reuters) – O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, argumentou que um cessar-fogo com Teerã havia encerrado as hostilidades, uma vez que foi alcançado nesta sexta-feira o prazo legal para que o Congresso se manifestasse sobre a guerra de dois meses contra o Irã.
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De acordo com a Resolução de Poderes de Guerra de 1973, o presidente pode empreender uma ação militar por apenas 60 dias antes de encerrá-la, e pedir autorização ao Congresso ou solicitar uma prorrogação de 30 dias devido a uma “necessidade militar inevitável com relação à segurança das Forças Armadas dos Estados Unidos” durante a retirada das forças.
A guerra começou em 28 de fevereiro, quando Israel e os EUA iniciaram ataques aéreos contra o Irã. Na sexta-feira, a agência de notícias estatal iraniana IRNA disse que Teerã havia enviado sua última proposta de negociações com os EUA aos mediadores paquistaneses.
Trump notificou formalmente o Congresso sobre o conflito 48 horas após os primeiros ataques aéreos, dando início ao prazo de 60 dias que termina em 1º de maio.
Com a aproximação dessa data, assessores e analistas do Congresso disseram que esperavam que o presidente republicano contornasse o prazo. Uma autoridade de alto escalão do governo Trump disse na quinta-feira que a opinião do governo era de que o prazo da lei de poderes de guerra não se aplicava.
“Para fins da Resolução de Poderes de Guerra, as hostilidades que começaram no sábado, 28 de fevereiro, terminaram”, disse a autoridade, solicitando anonimato ao descrever o pensamento do governo.
(Reportagem de Patricia Zengerle; reportagem adicional de Bo Erickson; edição de Don Durfee e Rod Nickel)