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Por Lisandra Paraguassu
BRASÍLIA, 29 Abr (Reuters) – As novas medidas preparadas pelo governo federal para tentar reduzir o endividamento dos brasileiros devem ser anunciadas na próxima segunda-feira, disseram à Reuters nesta quarta-feira fontes a par das negociações.
O pacote de medidas, que está sendo chamado internamente de Desenrola 2, foi fechado na manhã da terça-feira, quando o desenho foi apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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As medidas visam viabilizar descontos de até 90% nas dívidas, especialmente em pendências de cartão de crédito, cheque especial e empréstimos sem garantia, de acordo com as fontes.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o programa deve contar com linhas de crédito com “juros bem reduzidos”, o que será viabilizado a partir de um aporte do Tesouro Nacional ao Fundo de Garantia de Operações (FGO) para a concessão de garantias da União aos bancos.
Além disso, o FGTS poderá ser usado pelos trabalhadores para abater suas dívidas, ao menos em parte.
O novo programa para os endividados é uma das apostas do governo para melhorar o sentimento da população em um ano eleitoral.
Pesquisas internas mostram que o alto nível de endividamento tem criado um pessimismo na população. Apesar dos altos níveis de emprego e alta na renda, o sentimento seria de que a situação pessoal não melhora.
O governo Lula já implementou outro programa com esse objetivo, o Desenrola, que renegociou R$53 bilhões em dívidas de aproximadamente 15 milhões de pessoas entre 2023 e 2024. No entanto, dados de endividamento da população seguiram em alta em meio a iniciativas de estímulo ao crédito e taxas de juros elevadas, e a conclusão foi de que seria necessário mais um alívio agora.
Lula deve mencionar as novas medidas contra o endividamento em pronunciamento que fará na quinta-feira por ocasião do Dia do Trabalho, em 1º de maio, disse uma das fontes. A intenção é mostrar que o governo está trabalhando para ajudar as famílias, dizendo que o programa será apresentado em breve.
O tema principal do pronunciamento, de acordo com as fontes, será a defesa do fim da escala de trabalho 6×1, depois de projeto de lei enviado pelo Executivo ao Congresso, uma vez que pesquisas internas mostram ter apoio de 70% da população à medida. Essa é outra das apostas do governo para as eleições deste ano.
(Reportagem de Lisandra Paraguassu; edição de Pedro Fonseca)