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Por Igor Sodre
SÃO PAULO, 29 Abr (Reuters) – O dólar fechou a quarta-feira em alta no Brasil, voltando ao patamar de R$5,00, com o real acompanhando o desempenho fraco de divisas pares em meio ao fortalecimento da moeda norte-americana e do petróleo no exterior, em um dia marcado por decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil.
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O dólar à vista fechou em alta de 0,39%, aos R$5,0021. Às 17h23, o dólar futuro para maio — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — subia 0,65% na B3, aos R$5,0090.
No exterior, o dólar operou com força, com o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,38%, a 98,966. Nesse contexto, a divisa também registrou ganhos contra pares do real, como o peso chileno e o peso mexicano.
O fortalecimento do dólar se deu em meio ao avanço do petróleo, com os contratos do Brent fechando em alta de 6,08%, a US$118,03 por barril, depois que o Wall Street Journal citou autoridades dos EUA dizendo que o presidente dos EUA, Donald Trump, instruiu assessores a se prepararem para um bloqueio prolongado do Irã.
Ainda no exterior, o foco também se voltou para a decisão de juros do Federal Reserve, que manteve as taxas de juros estáveis, na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, como esperado pelo mercado, citando a inflação elevada em seu comunicado.
Embora tenha fechado em alta contra o real, o movimento do dólar vem sendo mais tímido desde o início da semana.
“O mercado está meio de lado desde segunda-feira. A leitura é de que estamos perdendo fluxo estrangeiro na bolsa, o que está impactando o câmbio”, disse Nicolas Gomes, especialista em câmbio da Manchester Investimentos, citando a perspectiva de redução de corte de juros pelo Banco Central como um motivo da redução do fluxo para o Brasil.
Com divulgação prevista para aproximadamente 18h30 desta quarta-feira, as apostas majoritárias do mercado sinalizam que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduzirá a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano, em meio à cautela com a guerra entre Estados Unidos e Irã e seus impactos nos preços.
Para os economistas do Bank of America, a principal mudança no comunicado do BC divulgado ao fim da reunião deve ser “uma caracterização menos favorável da dinâmica da inflação e das expectativas, que se distanciaram ainda mais da meta”.
“Com o horizonte de política monetária relevante passando para o 4º trimestre de 2027, o Copom deve manter a porta aberta para novos cortes graduais, dependendo dos dados que forem divulgados e da contenção dos efeitos de segunda ordem”, disse o banco em relatório.
A agenda doméstica também contou com os dados de emprego do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mostraram que o Brasil abriu 228.208 vagas formais de trabalho em março, acima do esperado por economistas. Pela manhã, também foi divulgado que os preços ao produtor no Brasil subiram 2,37% em março.
(Por Igor Sodré; edição de Isabel Versiani e Pedro Fonseca)