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Milho: Preços no interior do Brasil despencam com dólar abaixo dos R$ 5 e negócios travam no país

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Enquanto os futuros do milho seguem recuando na B3 e os preços do cereal nos portos seguem pressionados, os negócios no mercado brasileiro também permanecem muito contidos. O dólar operando abaixo dos R$ 5,00 compromete ainda mais a liquidez baixa que já vinha sendo registrada e novos negócios são muito tímidos. 

“O milho não tem mostrado fôlego interno, ele tem estado mais estável, é final de colheita da primeira safra. Ele tem mostrado mais fôlego para frente, mas os compradores não têm formados grandes estoques por conta dos juros, que é de 15% com a Selic. E assim o milho fica caro para segurar por sete, oito meses. Ele teria que se valorizar uns R$ 10 para compensar a formação de estoque”, explica Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting. 

Neste cenário, ainda de acordo com o especialista, os consumidores têm feito “compras da mão para a boca, trabalhando com o que tem ‘em casa’ e a B3 fica meio de lado, fragilizada. E outra coisa que a B3 olha é o porto. Com o dólar abaixo de R$ 5,00 e mesmo com Chicago em alta, o porto dá menos de R$ 66 e por isso a B3 está patinando”. 

E nesta terça-feira (14), os futuros do cereal registraram um novo pregão de preços em queda no mercado futuro brasileiro. Os fundamentos, combinados com o câmbio desfavorável e a baixa liquidez tiraram, das posições mais negociadas, de 0,2% a 0,8%, com os primeiros contratos ainda abaixo dos R$ 68,00 por saca. 

No interior de Mato Grosso, os preços no físico preocupam ainda mais, marcando até R$ 35,00 por saca em algumas regiões. “Isso impacta não só o produtor, mas também o custo de reposição, maiores custos nas exportações, já que esse dólar baixo aumenta muito os custos de elevação, e fica ruim para todo mundo”, afirma o head de commodities da Granel Corretora, Gilberto Leal.

Além disso, Brandalizze lembra ainda que as exportações estão mais contidas, uma vez que a forte do programa brasileiro de exportações se dá no segundo semestre, também ajudando a limitar o fôlego para os preços no Brasil. 

EM CHICAGO, FECHAMENTO MISTO

Na Bolsa de Chicago, o fechamento foi de preços em campo misto, com os primeiros contratos subindo, e os mais longos, cedendo. Assim, o maio fechou o dia com US$ 4,43 e o setembro com US$ 4,55 por bushel. 

O mercado acompanha os ganhos observados, mais uma vez, no trigo, mas também permanece de olho na soja lateralizada, nos derivados da oleaginosa, e divide suas atenções entre fundamentos e cenários técnicos. 

O clima no Meio-Oeste dos Estados unidos também passa a ser um fator monitorado muito de perto pelos traders, com o plantio da nova sara já em desenvolvimento e alcançando 5% da área até o último domingo (12), de acordo com os dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). 

Além disso, ainda nesta sexta-feira, a instituição informou novas vendas do cereal para o México e destinos não revelados, de 436 mil toneladas, com volumes já da safra 2027/28. 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda